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Archive for março \31\UTC 2010

Vasculhando o Youtube encontrei o thriller do filme Comer, Rezar, Amar uma adaptação da obra homônima de Elizabeth Gilbert que será estrelada por, nada mais nada menos, Júlia Robert no papel da própria escritora.

Elizabeth Gilbert fez um ano sabático e resolveu cair no mundo à procura de si mesmo. Começou na Itália desfrutando dos prazeres da mesa e três meses depois foi para a Índia rezar e meditar sobre sua vida e seus fracassos amorosos. Na Indonésia encontrou um brasileiro e entregou-se novamente ao amor incondicional. Uma narrativa vibrante que comove até as lágrimas. Uma experiência de vida que Gilbert compartilha com todos.

Estou ansioso para ver o filme. Que seja tão inspirador como a obra literária.

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Billie Holidey consegue sempre emocionar-me de uma forma incrível.  Sinto saudades de um tempo e de experiências de vida que não são minhas . Sempre penso que nasci na década errada e que estou deslocado neste tempo que não me pertence. Como se eu fosse um viajante no tempo que não consegue mais retornar ao seu mundo. Billi Holiday consegue fazer, de alguma forma, que eu me reencontre e me sinta inteiro e feliz.

Claro que eu sou muitíssimo feliz atualmente e sou parte integrante e atuante no meu círculos familiares e de amigos. É, acima de tudo, uma saudade nostálgica (retundante, mas enfim…) é o que eu sinto.

Muito estranho isso. Ouvi-la é uma forma de viajar para o meu passado ou para minha outra vida. Saudades do que não se viveu. Existe isso? Comigo isto ocorre muitas vezes.  Mas agora quero ouvir Billie e sonhar…

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Fanatismo

Florbela Espanca é uma poetisa portuguesa de uma profundeza extraordinária e sua poesia sempre nos remete a extremos de tristeza ou alegrias. A morte, a solidão, a melancolia são suas fontes inspiradoras.  Ela tem seus momentos felizes, claro. Mas é , acima de tudo, uma poeta da dor. Ler  sua obra é importante para conhecermos melhor a alma humana.

Fanatismo foi transformada em música, com enorme sucesso, por Fagner.

Fanatismo

Florbela Espanca

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida …
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa …”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
“Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! …”

Livro de Soror Saudade (1923)

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No 6º Prêmio Fórum Cinema em Cena o grande vencedor foi Bastardos Inglórios que levou 10 estatuetas. Eu acompanhei até as 20h30m e fazia a retransmissão para o meu Twitter. Fiquei feliz com a premiação de Bastardos Inglórios que foi o grande injustiçado no Oscar oficial de Hollywood. Tarantino merecia mais, com certeza!

Abaixo o resultado final para quem não conseguiu acompanhar ao vivo a premiação realizada dia 28.03.10 no fórum Cinema em Cena. Segue um breve comentário:

MELHOR FILME | Bastardos Inglórios

Realmente o melhor filme de 2009. Tarantino usou o cinema para dar fim ao sanguinário Ritler. Assim como ele também usou o cinema para propagar sua nefasta política.

MELHOR DIREÇÃO | Quentin Tarantino.

Para o melhor filme o melhor diretor.

MELHOR ATOR | Joaquim Phoenix (Amantes).

Ainda não vi este filme. Comento oportunamente.

MELHOR ATRIZ | Mélanie Laurent (Bastardos Inglórios).

Para esta categoria votei em Meryl Streep.

MELHOR ATOR COADJUVANTE | Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Este ator foi a grande unanimidade, tanto no Oscar quanto no Fórum. Ele simplesmente rouba a cena e foi o grande responsável por tornar seu personagem tão carismático.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | Marion Cotillard (Inimigos Públicos).

Neste caso também votei em Bastardos Inglórios.

MELHOR ROTEIRO | Bastardos Inglórios

Tarantino dá um show neste roteiro inspirador. Usa e abusa da sua criatividade e, usa o cinema para dar fim ao pequeno grande sanguinário. Um ajuste de contas da sétima arte eu diria, visto que o bigodinho tirano abusou da propaganda para se fazer temer.

MELHOR TRILHA SONORA | Up

Também ainda não vi este filme.

MELHOR FOTOGRAFIA | Avatar

Também não vi este filme

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | Avatar

MELHOR EDIÇÃO |Guerra ao Terror

Edição primorosa para esta produção. Mas votei em Bastardos.

MELHOR FIGURINO | Bastardos Inglórios

Reconstituição de época perfeita.

MELHOR MAQUIAGEM | O Curioso Caso de Benjamin Button

Esta categoria foi outra unanimidade. Maquiagem do Brad Pitt foi perfeita.

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS | Avatar

Evidente que os tais efeitos tinha que ser para Avatar. 100% efeitos especiais.

MELHOR EFEITOS SONOROS |Avatar

Revelação do Ano | Mélanie Laurent – Bastardos Inglórios.

Muito boa interpretação. Mereceu com louvor.

Melhor Elenco | Bastardos Inglórios

Com certeza!

Melhor Cartaz | Deixa Ela Entrar

Votei em Bastasdos Inglórios.

Melhor Cena – Sequência | Bastardos Inglórios (Todo o Capítulo Inicial, na casa de Pierre LaPadite) |e Up (Flashback do casal)

Votei nesta cena. Ou na Cena da Taverna não lembro. De qualquer forma esta cena é impactante pela interpretação do ator que levou o Oscar de Coadjuvante.

Melhor Vilão | Bastardos Inglórios – Coronel Hans Landa

Evidente que seria o Coronel Hans Landa!!

Pior Ator | Robert Pattison – Lua Nova

Ainda não vi.

Pior Atriz | Kristen Stewart – Lua Nova

Idem
Pior Filme | Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

Gostei mais do segundo. Mas não é lá estas coisas. Efeitos simplesmente.

Melhor Final | Bastardos Inglórios

Muito bom realmente. Levou meu voto.

O Injustiçado | Coraline | Se Beber, Não case

Realmente este filme é muito divertido.

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Robert Zemeckis mais uma vez investe na tecnologia para contar a história do velho sovina que detesta natal. Assim como fez em O Expresso Polar e a Lenda de Beowulf neste trabalho ele também utiliza a captação de movimentos humanos para depois inseri-los em animação de computador. Adaptação da obra de Charles Dikens “O Conto de Natal” conta a história de Scrooge que só pensa em dinheiro e nada mais. Detesta tudo e a todos e não tem amigos ou admiradores. Por onde passa, é temido e odiado. Apesar do tema natalino e ser uma animação, este trabalho pretende atingir outro público que meramente o infanto juvenil. Mesmo porque, as crianças talvez considerem este filme muito sombrio e, por vezes, assustador. O último fantasma nada mais é que a própria morte. E os tons escuros e os próprios fantasmas em nada lembram aquele outro fantasminha camarada e boa praça da nossa infância. Estes surgem para atormentar e colocar o dedo na ferida e principalmente dar uma segunda chance para que o velho sovina possa mudar sua vida tornando-se uma pessoa melhor. Caso contrário, seu futuro será tão sombrio e frio como o túmulo que o aguarda.

Este filme é interessante pelo excelente trabalho de animação, pela textura, pelos olhares, pela caracterização dos personagens. Em certos momentos quase não se percebe tratar-se de uma animação gráfica a representar Jim Carrey tal a perfeição dos movimentos labiais e da profundidade dos olhares malignos de Scrooge. Zemeckis deixa seu recado com competência e criatividade e divulga a obra de Dickens o que não é pouca coisa. Para os sovinas um recado: Melhor aproveitar a vida agora na companhia de amigos e familiares do que ficar recolhendo o vil metal vida a fora sem nada usufruir ou compartilhar.

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Quando ouvi, pela primeira vez, Ne Me Quitte Pas na voz de Maysa foi algo surreal. Primeiro porque não entendo uma vírgula em Frances e na época eu era praticamente adolescente e este tipo de música não era o que poderia se chamar de música para pirralho.  Mas de alguma forma esta música grudou em mim de forma indelével. De tempos em tempos esta música aparece na minha vida e ela surgiu novamente na minissérie Maysa. Lá estava Ne Me Quitte Pas  novamente interpretada divinamente por Maysa. Corri para a internet para buscar o vídeo de pessoas que interpretaram esta música. Confesso que esta interpretação de Jacques Brell foi a mais impactante. Ele não canta simplesmente esta música. Ele a vive intensamente com todo o seu ser. Sente-se o palpitar do seu coração e a dor que hora sente. Definitivamente é a melhor interpretação de Ne Me Quitte Pas. Maysa que me perdoe. Mas Jacques Brel é imbatível. Até porque, foi das entranhas de seu coração ferido que saiu a letra e a melodia desta canção de cortar os pulsos. Motivos ele teve como se percebe.

Veja o vídeo e emocione-se até as lágrimas!

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A melancolia é o tema deste ensaio do escritor gaúcho Moacyr Sclia que levou cinco anos de pesquisa. Apesar do tema espinhoso e, por vezes, doloroso, a leitura flui de forma agradável. Um painel bastante amplo deste sentimento que nos acomete vez por outra e que, em algumas pessoas, persiste por bastante tempo (quando não pela vida inteira). Scliar fez um estudo primoroso e foi buscar, na história da humanidade, as causas e consequências da melancolia. Desde a idade média até nossos dias ele fez um levantamento amplo sobre este sentimento tanto a nível internacional como brasileiro. Repleto de citações e acontecimentos históricos Sclyar demonstra sua capacidade narrativa e mostra-nos um painel bastante amplo para entendermos um pouco mais sobre melancolia.

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