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Archive for outubro \31\UTC 2010

Segue abaixo relação dos filmes mais locados em Outubro de 2010 na Moviola Vídeo:

  1. Homem de Ferro II
  2. Robin Hood
  3. 22 Balas
  4. 2019 – O Ano da Extinção *
  5. O Príncipe da Pérsia
  6. Como Treinar Seu Dragão
  7. Plabo B
  8. Caso 39 *
  9. Fúria de Titãs *
  10. Querido John
  11. Esquadrão Classe A
  12. O Preço da Traíção *
  13. Lembranças
  14. A Estrada *
  15. Lua Nova
  16. O Grande Desafio
  17. O Código de Conduta
  18. O Livro de Eli *
  19. O Ladrão de Raios
  20. Lost – 6º Temporada
  21. Ameaça Terrorista
  22. Dupla Implacável *
  23. Zona Verde
  24. Um Sonho Possível *
  25. Surpresa em Dobro

* Filmes com comentários neste blog.

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Para escrever este comentário sobre o filme Orgulho e Preconceito com direção de Joe Wright fui buscar na Internet informações sobre o livro homônimo da escritora britânica Jane Austen uma vez que não tive o prazer de ler a obra. Faltava-me idéia para começar este texto. Então encontrei a seguinte preciosidade:

“A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós”.

Seria simplista demais dizer que o texto acima resume bem o tema tratado no filme Orgulho e Preconceito, mas na falta de outro melhor este vem a calhar. Até porque, como já disse anteriormente, não li o livro e, com certeza, outras passagens literárias mereceriam destaque neste meu comentário. Feito este preâmbulo (que já se estende em demasia) vamos ao que interessa já que vamos falar da obra cinematográfica e não literária que como se sabe, são linguagens diferentes.

A Sra. Bennet está desesperada para ver suas cinco filhas casadas e seguras uma vez que seu marido já está com o pé na cova. Como a família é constituída de cinco meninas a herança da família, por tradição, irá para William Collins primo das garotas. Para evitar que a herança da família vá para o jovem a matriarca da família tem chiliques e ataques de nervos só de pensar em perder o pouco que tem e deixar suas filhas desamparadas. Sua vida se resume em encontrar marido para as cinco filhas. Com a chegada de Charles Bingley e seu fiel amigo Fitzwilliam Darcy à região, a mulherada entra em alvoroço pronto para fisgar um dos cavalheiros (ou ambos). Em um baile público a família Bennet é apresentada aos jovens sendo que Bingley cai de amores por Jane Bennet (com 22 anos e a mais velha das irmãs) e Darcy não vê com bons olhos esta aproximação já que se trata de família camponesa e pobre. Aliás, Darcy desdém abertamente de Elizabeth (de 20 anos e a segunda filha dos Bennet) que, ferida em seu íntimo, trata-o como um ser desprezível, arrogante e orgulhoso.

Com o passar do tempo a relação dos Bennet com os jovens cavalheiros vai tomando outro rumo. Bingley é orientado por seu amigo a separar-se de Jane e Darcy por sua vez vai percebendo que Elizabeth é uma moça inteligente, perspicaz, astuta e sem papas na língua. Ao ficar sabendo destas articulações para separar sua irmã de seu amado Bingley Elizabeth acaba se aproximando de um jovem soldado que lhe conta o passado do frio e articulista Darcy.  Apesar de seu orgulho e preconceito em relação aos Bennet, Darcy acaba se aproximando da jovem Elizabeth e o amor acontece inexoravelmente. Chega-lhe, inclusive a pedir em casamento, mas é prontamente recusado por ser considerado culpado pela separação da irmã e por ser um sujeito deveras preconceituoso e pedante. Nestes encontros e desencontros do destino, Elizabeth e Darcy finalmente encontram razões sentimentais para deixarem de lutar um contra o outro e acabam aceitando suas diferenças e o amor (sempre ele) acaba por romper barreiras sociais, culturais e econômicas.

O filme é repleto de cenários arquitetônicos fabulosos, figurinos impecáveis e reconstituição de época de encantar quem, como eu, curte e o ambiente do século dezoito. Os bailes de gala são ricamente detalhados e aquele bailado todo com aquela música é de emocionar a qualquer um. Uma das cenas incríveis é o momento em que Elizabeth e Darcy estão a dançar no meio daquela gente toda e, por um milagre que só o amor é capaz de produzir, de repente estão sozinhos no salão como a simbolizar que o amor focaliza só o amado e mais ninguém importa. Confesso que não gostei muito da escolha de Keira Knightley vivendo a personagem instigante, perspicaz e sincera Elizabeth Bennet. Mas ela não compromete de todo e seu desempenho. Por outro lado, Matthew Macfadyen está fantástico na pele do orgulhoso Darcy. Mas o grande barato mesmo foi assistir a interpretação de Brenda Blethyn como a afetada, nervosa e cheia de chiliques Sra. Bennet. Ah sim, antes que eu me esqueça devo citar a participação de Judi Dench como a aristocrata dominadora Catherine de Bourgh. Pena que sua participação é pequena, mas essencial para o desenrolar da trama.

Para quem curte um filme romântico com toques de ironia, cinismo, olhares de milhares de interpretações vale a pena assistir. Uma crítica cruel ao estilo de vida daquela época, mas através de uma perspectiva de que é possível superar orgulhos e preconceitos. O duelo entre o amor e o orgulho; a luta entre o desejo e o preconceito são elementos importantes retratados nesta obra. O amor não vive de aparências, não se alimenta de orgulho e, sem sombra de dúvida, não sobrevive neste círculo de vaidades.

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Gostaria de pedir desculpas aos meus poucos leitores e fazer uma pequena correção no meu comentário que fiz sobre o filme À Prova de Morte publicado no post anterior.

Citei que Quentin Tarantino dirigiu Planeta Terror quando na realidade a direção (e roteiro) coube a Robert Rodriguez que juntamente com Tarantino e Elizabeth Avellan produziram este filme.

Aliás Tarantino, Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez  e Erica Steinberg foram responsáveis pela produção de À Prova de Morte que teve direção e roteiro de Tarantino.

Só para esclarecer ainda mais e deixar tudo em pratos limpos é bom citar que Planeta Terror e À Prova de Morte fazem parte do projeto Grindhouse escrito, dirigido e produzido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.  A ideia dos filmes é fazer uma homenagem aos filmes de terror dos anos 70/80. Há dois filmes dentro de Grindhouse: “Planet Terror”, dirigido por Rodriguez, que mostra rebeldes lidando com zumbis enquanto enfrentam militares e À Prova de Morte dirigido por Tarantino, que mostra um dublê de filmes de ação que usa seu carro para matar pessoas, mais especificamente mulheres.

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À Prova de Morte

Tarantino é o cara! Sabendo disso ele se dá ao luxo de, propositadamente, fazer de tudo para que seu filme À Prova de Morte seja visto pelo público como um filme descartável, de péssima qualidade de edição, com fotografia sem retoques e artificialismos e trilha sonora das mais variadas possíveis numa mistura sui generis. Deve ter dado um trabalho enorme para Tarantino e sua equipe fazer esta produção parecer um lixo cinematográfico!  Não para seu público cativo que já conhecem suas manhas e excentricidades criativas muito menos para os críticos cinematográficos que adoram  filmes “cabeças”. Confesso que balancei com este filme. Tudo bem que Tarantino é criativo e excêntrico nos seus diálogos “nada a ver” intermináveis tão característicos de sua obra (que me declaro de pronto admirador desta façanha) e por sua mania de querer homenagear os filmes da década de setenta e oitenta com suas trilhas sonoras e tudo mais. Mas não é fácil apreciar à primeira vista este À Prova de Morte. Talvez porque tenha visto este filme baixado da internet com qualidade ainda mais inferior daquilo que Tarantino se propôs a fazer e com as legendas andando rápidas demais ou fora de sincronia. Alguns diálogos foram impossíveis acompanhar e lá pelas tantas eu já não sabia mais quem estava falando o que para quem. Assim, nem com toda a paciência e adoração pela obra de Tarantino foi possível apreciar esta obra e dar-lhe os devidos méritos e aplausos.

Preciso ser sincero e dizer que mesmo com toda esta “criatividade” do Tarantino o filme me pareceu sem propósito. Aliás, o grande propósito do filme foi satisfazer ao próprio diretor sem importar-se com a audiência do grande público. Filmou para si mesmo e para provar aos mortais que ele pode fazer o que lhe dá na telha. Como não precisa provar mais nada a ninguém se dá ao luxo de filmar da maneira que quer e o resto que aceite (ou não). Acho até que só Tarantino (e os seus fãs mais ardorosos) curtiu todo este experimentalismo cinematográfico. Quando vi Planeta Terror também dirigido por Tarantino aplaudi de pé toda aquela encenação e curti muito aquela homenagem aos filmes de terror de quinta. Mas não consegui ficar igualmente entusiasmado por esta produção atual que também simula toda esta plasticidade da precariedade técnica e criativa. Aqueles cortes de edição, a imagem truncada e desfocada, a ação quase que estereotipada dos atores e a canastrice em dose cavalar de Kurt Russell tudo isto já foi visto no Planeta Terror. Já sabemos que Tarantino é um gênio. Agora a ficar a produzir só “homenagens” vai ficar cansativo… Quem assistiu Bastardos Inglórius, Kill Bill I e II, Jackie Brown, Cães de Aluguel, Pulp Fiction – Tempo de Violência, Amor à Queima Roupa e Tempos de Violência sabe que Tarantino é o cara! Espero que esta fase “experimental” passe logo. Já vi Planeta Terror e me dou por satisfeito. Que ele mire suas lentes para mostrar-nos sua genialidade e contar-nos uma boa história.

Só pra não dizer que não falei de flores… Gostei do final e da possibilidade que Tarantino nos coloca da vingança possível e que um dia o bandido irá encontrar alguém que o enfrente e o aniquile. Aquela perseguição de carros da segunda parte foi de tirar o fôlego e é claro aquele “papo de mulher” (que apesar de não ter sido possível apreciar pela baixa qualidade do arquivo baixado da internet) deu para sentir que Tarantino agora foca sua lente para o universo feminino. Não me atirem pedras fãs de Tarantino, porque eu também sou fã do cara! Vou comprar este DVD, rever o filme e provavelmente fazer os elogios que ele merece.

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Uma deliciosa comédia romântica nos cenários deslumbrantes da Toscana

Já comentei aqui neste espaço que sou fã de carteirinha de comédias românticas daqueles bem clichês e coisa e tal. Agora se o filme tem como cenários a paradisíaca região da toscana então sou absolutamente cativo. Não tenho vergonha de dizer que me emociono facilmente com estas histórias tolas de “menino encontra menina para serem felizes para sempre”. Afinal, quem não sonha em encontrar sua cara metade e viver feliz para sempre? Como eu encontrei minha alma gêmea fico feliz em assistir histórias igualmente comoventes da procura do amor verdadeiro e torço compulsivamente para que os pombinhos acabem bem no final (até porque, estas produções possuem seu final bem previsível). Em filmes de comédias românticas todo mundo sabe o final da história, mas o interessante é saber como eles vão chegar lá. Carta Para Julieta, dirigido por Gary Winick tem todos os clichês possíveis com final pra lá de previsível e, se não tem aquela cena do casal correndo em câmera lenta para o grande beijo, tem uma declaração de amor ao estilo Romeu & Julieta com direito a sacada e tudo mais. Bem clichê. Mas muito romântico! O filme é ideal para se assistir a dois e curtir um bom filme com cenários naturais da região da Toscana de tirar o fôlego e ainda poder curtir a presença de Vanessa Redgrave que continua linda e com presença marcante em cena. Vamos combinar que um filme com Vanessa Redgrave e cenários da região da Toscana merece ser visto.

Sophia (Amanda Seyfried) é uma americana que vai passar férias com seu noivo Victor (Gael García Bernal) em Verona, a charmosa cidade italiana que serviu de cenário para a célebre história de amor de Romeu e Julieta. Ao visitar a casa que seria de Julieta a jovem americana encontra uma carta escrita há 50 anos por Claire Smith (Vanessa Redgrave) ao seu namorado Lorenço Bartoli (Franco Nero). Em seguida Sophia descobre que as cartas colocadas no muro da referida casa são recolhidas por um grupo de mulheres que se intitulam “Secretárias de Julieta” que se reúne para responder as inúmeras cartas de jovens apaixonadas que escrevem para Julieta pedindo conselhos e revelando seus segredos amorosos. Comovida com a história escrita em 1951 Sophia, incentivadas pelas “Secretárias de Julieta”, resolve escrever uma resposta a Claire Smith. Dias depois, acompanhada de seu neto Charlie (Christopher Egan), Claire resolve voltar para a Itália e reencontrar Lorenzo Bartoli seu grande amor e ter uma segunda chance na vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim começa a jornada de Sophia, Claire e Charlie em busca de Lorenzo Bartoli na belíssima região da Toscana. Procura dali, procura daqui e inúmeros personagens vão surgindo nesta comovente história e nada de encontrar o verdadeiro Lorenzo Bartoli. Neste período claro que Sophia e Charlie começam um relacionamento. Meio tumultuado a princípio, mas de fim previsível. Esta busca pela segunda chance e pela busca do grande amor é a tônica do filme. A grande mensagem do filme é não perder as oportunidades da vida e entregar-se, de corpo e alma, ao seu verdadeiro amor. Afinal de contas, nem todo mundo tem uma segunda chance na vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sophie vive um relacionamento meio que sem graça com seu noivo que, mesmo em férias em Verona, não consegue desvencilhar-se de seu grande interesse que é a inauguração de seu próprio restaurante. Abandonada e sem perspectiva de ser o centro das atenções do noivo Sophie se deixa levar pelo destino. Ao ajudar Claire a reencontrar seu amor perdido a jovem aprende que é preciso lutar pelo que realmente acredita e permitir-se viver uma grande história de amor. Deixe seu lado crítico de lado e aproveite esta comédia romântica repleta de clichês e belos cenários. Afinal, um pouco de lirismo não faz mal a ninguém.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma obra prima dos musicais

Quem nunca ouviu falar do filme Cantando na Chuva provavelmente é um extraterrestre! É compreensível que possa existir alguém que não tenha visto o filme inteiro já que faz tempo que não passa na televisão aberta e nem toda a locadora possui o DVD disponível para locação. Mas só sendo mesmo um extraterrestre para não conhecer pelo menos uma cena deste filme dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen. Evidente que estou falando da cena que dá título ao filme onde Kelly dança e canta “Singin’ in the Rain”. Esta cena inclusive foi homenageada inúmeras vezes por outras produções cinematográficas. No filme Laranja Mecânica de Stanley Kubrick lá está Alex interpretando Singin’ in the Rain enquanto espanca um homem e estupra sua esposa.

Cantando na Chuva é uma obra prima do gênero musical que, infelizmente anda meio esquecido pelos produtores de Hollywood.. Apenas um aviso aos desavisados: A música tema “Singin’ in the Rain” vai grudar no seu cérebro de tal forma que será impossível tirá-la da cabeça por um bom tempo. Sendo assim, uma dica: Procure este filme na Internet ou em alguma locadora e assista este musical e deleite-se com esta verdadeira obra prima.

Para os amantes dos bons e velhos musicais um momento para relembrar o dançarino Gene Kelly em ação e para os “extraterrestres” uma pequena amostra da famosa era dos musicais.

Um brinde para convencê-lo a ver este filme na sua próxima ida a uma vídeolocadora: A mímica hilária de Donald O’Connor.

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A evolução da vida na terra

O filme Missão Marte, dirigido por Brian de Palma é talvez a produção cinematográfica que conseguiu demonstrar de forma quase científica a evolução de vida na terra. Exceto é claro que viemos de Marte em uma liberdade poética do diretor e dentro daquilo a que o roteirista propôs. Mas, sem sombra de dúvida é uma cena interessante com as belas imagens da “aula” que o extraterrestre nos dá sobre a evolução da raça humana. Efeitos especiais usados com sabedoria e beleza que contribuíram para contar uma boa história.
O filme vale a pena por seus momentos finais e revê-los aqui neste espaço é homenagear a criatividade de Brian de Palma pelo conjunto da obra já que Missão Marte não é o que se poderia chamar de uma obra prima.

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