Feeds:
Posts
Comentários

Archive for novembro \29\UTC 2010

Veja abaixo a relação dos DEZ filmes mais locados da semana na MOVIOLA VÍDEO (Período compreendido entre os dias 21/11/10  a  28/11/10):

  1. Encontro Explosivo
  2. Predadores
  3. Cartas Para Julieta *
  4. Lembranças
  5. A Ilha dos Mortos
  6. Esquadrão Classe A
  7. Robin Hood
  8. 2019 – O Ano da Extinção
  9. Repomen – O Caçador de Órgãos *
  10. 22 Balas

* Filmes com comentários neste blog.

Anúncios

Read Full Post »

Uma Triste Realidade nas Ruas do Brasil

Antes de qualquer coisa, quero dizer que não sou nenhum especialista em segurança pública e, provavelmente o que vá escrever neste espaço tenha lá algumas falhas de conhecimento de quem não tem como atividade o trabalho de planejar e executar a ordem pública nos gabinetes dos órgãos de segurança. Mas é impossível não perceber, de imediato, que sempre a polícia (e os órgãos de segurança tanto municipal, estadual e federal) só REAGE aos ataques da bandidagem ou as ações do crime organizado. Não existe por parte destes órgãos públicos (tanto policial como militar) uma estratégia de inteligência para prever o caos, para desarticular o crime organizado ou mesmo uma ação mais efetiva e concreta de investigação policial propriamente para identificar bandidos e prendê-los. Esta tática de ação (de só reagir) chega a ser quase um ato de omissão (pra não dizer conivência) uma vez que deixa a população à mercê dos acontecimentos e depois se corre para ações paliativas de botar os bandidos a correr morro à cima para tomar de assalto o ponto crítico.

Esta prática de colocar bandidos a correr morro à cima para ocupar favelas é uma ação meramente paliativa que resolve, em parte, o problema. A partir do momento em que a força policial desce o morro tudo volta como dantes e a bandidagem se articula e a população novamente se torna refém do crime. A grande indagação que se impõe neste momento é a seguinte: Porque o Estado só REAGE? Não seria mais prática uma articulação entre todos os órgãos de segurança pública numa ação de INTELIGÊNCIA fazer um levantamento destas zonas críticas dominadas pelo tráfico, um reconhecimento dos seus líderes e então AGIR preventivamente? Não deve ser coisa difícil de fazer! É só ter vontade política e encarar o problema de frente e não só botar bandido a correr morro acima, mas encarcerá-lo para que não venha a cometer outros crimes. A ficarmos assim só REAGINDO nunca vamos solucionar o problema de vez. E já vimos isso antes e vamos continuar a assistir este filme indefinidamente. É preciso AGIR antes!

Este é o primeiro ponto: Agir antes que o caos se instale. Mas evidentemente outras ações precisam ser tomadas pelo estado para sanar de vez este problema do crime organizado e do tráfico. Gostaria de levantar as seguintes considerações:

O Estado deve “invadir” o morro com ações de cidadania como escolas, postos de saúde, creche, saneamento básico, cultura, policiamento e ações sociais para que a população sinta-se integrada na sociedade. A população deve sentir a presença do Estado como pacificador e articulador de ações que visam o bem de todos. Assim é evidente que não sobra espaço para o crime. Até porque, não teria como o crime se articular num ambiente deste.

Não adianta nada a polícia prender os bandidos e a justiça soltá-los logo em seguida. É preciso um rigor no cumprimento da lei e, acima de tudo, no cumprimento da pena. Nada de regalias como indultos, progressão de pena e outros artifícios para facilitar a vida do preso e colocá-lo brevemente solto nas ruas. Para bandidos reincidentes, deve haver uma pena mais rigorosa sem aqueles artificialismos muito utilizados pelos tais “direitos humanos”. Quem não respeita os direitos humanos alheio não merece se utilizar deste princípio.

Colocar o bandido em outro estado para cumprir pena até pode resolver parte do problema na medida em que desarticula um pouco o contato com os cúmplices. Todavia, se ele tiver acesso à celular de nada adianta ele estar na patagônia ou no presídio local a comunicação se dará da mesma forma. Sem contar que ele recebe visita de parentes e de advogados que podem lhe passar celulares e até mesmo servirem de mediadores entre o bandido e sua quadrilha. A visita a estes presos deveria ser através de vidro sem contato físico e suas correspondências censuradas ou mesmo retidas. A reincidência de posse de celular no presídio deveria acarretar ao preso aumento na sua pena e perda de privilégios já que parece ser difícil evitar que tais aparelhos entrem na prisão.

É de conhecimento de todos que o tráfico se utiliza de menores de idade como “mulas” neste negócio lucrativo e também para a prática de muitos crimes porque sabem que a Lei não os alcança. Utilizam-se do estatuto do adolescente para aumentar o efetivo de pessoal na marginalidade já que, pegos são enviados para as tais “medidas socioeducativas” e logo soltos. É preciso que o Brasil reveja esta questão da “maioridade penal”. Acredito, sinceramente, que a continuar a idade da responsabilidade criminal aos 18 anos será impossível acabar com tudo isso. Deveríamos baixar esta faixa etária para algo em torno dos 16 anos de idade (ou menos). Só pra constar: Na Argentina a maioridade penal é 16 anos, Alemanha 14, França 13, Inglaterra 10 e nos Estados Unidos a maioridade penal varia de acordo com a legislação estadual, mas varia entre 6 e 12 anos.

Como resolver a questão do usuário de droga? Este é outro grande problema e é preciso que o governo tome uma atitude mais drástica neste particular. Colocar o usuário como “coitadinho” ou “vítima” é simplesmente ridículo e um estímulo ao consumo. A Lei deveria ser mais dura igualmente com o drogado contumaz. Evidente que ele precisa de apoio, tratamento médico, psicológico e tudo mais. Mas o sujeito fica internado numa clínica de reabilitação e desintoxicação e sai de lá limpo. Tempo depois volta a se utilizar das drogas e financiar o tráfico. Volta novamente para tratamento e assim sucessivamente. Até quando? Deve haver um limite para tudo isso. Ou então colocá-lo igualmente nos rigores da lei e fichá-lo igualmente como criminoso e cana nele!

Outro item importante é o salário de policiais e carcereiros. A receber o que ganham no final do mês não é de se estranhar a corrupção galopante neste meio. Policial fazendo bico para aumentar a renda, carcereiro fazendo vista grosa para ganhar uma graninha extra. Melhores condições de trabalho como armamento, munição, coletes à prova de bala e fardamento adequados. Policial com revólver 48 e bandido com metralhadora é impraticável. Bandido em carros velozes e gasolina à vontade enquanto o policial tem que mendigar munição e gasolina. Isto quando a viatura funciona e a arma não emperra.

Exército, Marinha, Aeronáutica, Brigada Militar e Polícia Civil devem (e precisam efetivamente) trabalharem em conjunto em situações de caos. Estamos em guerra e não é salutar que todo o armamento e pessoal dar forças armadas fiquem de braços cruzados em seus quartéis enquanto a população é refém do tráfico. Afinal, isso é uma guerra e o tráfico está fortemente armado. Tivemos provas no Rio de Janeiro que havendo esta cooperação entre todas estas forças o resultado é rápido e eficiente. E coloca medo na delinqüência. O povo aplaudiu!

Poderia ficar aqui citando inúmeras outras formas para tentar resolver o problema de forma a evitar que o caos se instale indefinidamente. Mas como disse no início deste texto, não sou especialista no assunto e com certeza existem pessoas no governo para pensar “inteligentemente” esta questão. Só espero que eles aproveitem bem o ar condicionado de suas salas atapetadas para encontrarem uma solução definitiva antes que seja tarde demais. O Estado deve garantir a segurança de seus cidadãos. Impor a lei e a ordem afinal e não temer a bandidagem. É preciso TOLERÂNCIA ZERO contra o tráfico!

 

Read Full Post »

Uma Verdadeira História de Amor, Companheirismo e Superação

Encarar a proximidade da morte de uma pessoa amada com quem se viveu por mais de 50 anos é uma experiência dolorosa e muito difícil. Para Geórgui Danielovicht Jachmenev, um senhor nos seus 80 anos de idade de origem russa é muito mais doloroso ainda já que é a sua esposa Zoia que se encontra em estado terminal no leito de um hospital. Nesta espera angustiante só resta a Geórgui relembrar o passado e reviver os momentos importantes do Século XX do qual vivenciou com sua mulher amada. Sua história está intimamente ligada com o último Czar Russo Nicolau II e sua família a quem serviu durante a juventude. A história de Geórgui e Zoia é narrada no livro O Palácio de Inverno, de John Boyne.  .

Geórgui aos 16 anos de idade é um garoto extremamente pobre que vive com sua família numa vila paupérrima abandonada pelo império.  Sua vida se resume a caçar e plantar o próprio alimento e a sofrer a indiferença de um pai autoritário e cruel, a assistir a submissão da mãe e a ter a companhia da sonhadora irmã. Esta pacata vila de repente se vê envolvida com o atentado ao primo do Czar que é comandante do exército que, em marcha para o front da guerra, passa pelo vilarejo. Na tentativa de salvar que seu melhor amigo seja preso pelo crime Geórgui acaba jogando-se contra ele e recebendo um tiro no ombro salvando assim a vida de um membro da família imperial.  Em agradecimento a este ato heróico, ganha a confiança do Czar Nicolau II é levado à corte para ser guarda-costas e companheiro de Alexei herdeiro do trono de apenas 11 anos de idade. Vivendo em companhia da Czarina Alexandra, suas quatro filhas, Olga, Tatiana, Maria e Anastácia, e com a responsabilidade de proteger o herdeiro Alexei o garoto “mujique” se vê deslumbrado com a vida no Palácio de Inverno, em São Petersburgo esquecendo-se de sua família e sua infância miserável.

Ao chegar a São Petersburgo entra em contato com a riqueza, o luxo e passa a conviver intimamente com a família imperial e toda a corte. Apaixona-se perdidamente pela filha mais nova do Czar, Anastácia que retribui a este amor impossível. Em seus furtivos encontros nos corredores e salas vazias do castelo fazem juras de amor e trocam beijos pudicos e sinceros. Por estar intimamente ligado a família imperial, toma ciência das intrigas palacianas, da doença do jovem herdeiro e das constantes brigas do casal real e torna-se testemunha ocular de acontecimentos históricos da Rússia do Século XX. Para seu desespero, entra em confronto com Rasputin que possui enorme influência sobre a Czarina e nos meandros do poder. Esteve presente nos momentos cruciais que mudaram o rumo da história russa: A morte de Rasputin; a revolução de 1917 com a vitória dos bolcheviques; a ascensão de Stálin e seu regime comunista; a abdicação de Nicolau II ao trono e o assassinato da família Romanov.

Com a vitória dos bolcheviques e a morte do Czar e da família imperial só resta ao jovem Geórgui e Zoia fugirem da Rússia para a França. Lá casam e começam uma nova vida de muito sacrifício e reclusão já que sentem medo da perseguição e de serem descobertos pelo novo regime que tomou de assalto o país. Anos depois seguem para a Inglaterra para tentarem uma nova vida e um futuro melhor. Entre inúmeras dificuldades financeiras e sempre na expectativa de serem descobertos levam uma vida reclusa sem amigos já que a Guerra coloca todos os refugiados (principalmente russos e alemães) que vivem na Inglaterra como inimiga do povo. Com a morte da filha em um acidente de carro a dor do casal é uma experiência muito dolorosa porque trás igualmente outras lembranças de um passado já muito distante.

John Boyne usa de flashbacks para narrar sua história fazendo com que o leitor queira continuar capítulo após capítulo para tentar descobrir que segredos o casal esconde de todos e qual a razão de tanto medo e reclusão. Em alguns capítulos a história é linear (os acontecimentos na Rússia) e em outros o salto no tempo é utilizado para dar suspense à narrativa. Assim o leitor é convidado a tentar desfazer os nós e compreender, ao final, o que se passou naqueles conturbados tempos que antecederam ao assassinato dos Romanov e a fuga. Com a história da Rússia e da família Romanov como pano de fundo Boyne conta, em última análise, uma verdadeira história de amor e companheirismo que superou o tempo e os manteve íntegros e verdadeiros. Geórgui enfrentou todos os desafios na juventude para poder estar ao lado da sua amada, lutou como homem para protegê-la dos perigos e inimigos que os rondaram por mais de 50 anos. Na velhice soube estar presente no desafio maior de enfrentar a morte. Só mesmo esta senhora com sua foice e suas negras vestes poderia dar fim a esta verdadeira história de amor.

Read Full Post »

A programação da televisão no Brasil é uma temeridade. No sábado e domingo então é uma baixaria só, além daqueles programas de auditórios copiados do tempo em que eu era adolescente (e já faz tempo isso!) cansa qualquer um que tenha mais de dois neurônios. Não adianta procurar outro canal porque a programação é a mesma em todos eles. Sinceramente não sei como alguém consegue assistir televisão hoje em dia. Dificilmente se encontra algo que realmente comova ou faça o espectador pensar um pouco. Até não seria exigir muito que os responsáveis pela produção (e consequentemente dos programadores) dos canais de TV tivessem um pouco mais de criatividade e nos brindasse com algo mais construtivo ou um entretenimento de melhor qualidade. Mas enfim, não era sobre a programação televisiva que eu gostaria de escrever. Zapeando os canais televisivos de ontem à noite (sábado) sem qualquer perspectiva de encontrar algo que prestasse, sabendo de antemão que, ou assistiria o que estivesse passando na TVE (Canal 7 de Porto Alegre) ou desligaria o aparelho. Para minha sorte estava começando naquele exato momento o filme A Ostra e o Vento, com direção e roteiro de Walter Lima Jr. De imediato o filme captou minha atenção pelas belas imagens naturais de uma ilha e seu farol no topo da montanha. Resolvi então acompanhar a história já que a solidão de qualquer farol (e a vida da pessoa que nele vive) me fascina.

José (Lima Duarte) é o responsável pela manutenção do farol e pai de Marcela (Leandra Leal) únicos habitantes do local. Suas vidas resumem-se em rotinas simples de manter em funcionamento o tal farol no topo da montanha. Marcela (apesar de seus poucos anos) cuida da alimentação, limpeza e outros pequenos afazeres domésticos enquanto seu pai fica responsável em fazer com que o farol ilumine a perigosa costa e assim evitar acidentes das embarcações que navegam nas imediações da ilha. Uma vida pacata e muito tranquila. É o que se supõe ao imaginarmos uma vida num lugar assim. Mas a solidão cobra um preço muito alto e José, com seu amor possessivo e autoritário, torna a vida da menina Marcela uma prisão ao não permitir que ela tenha contato com o continente ou com outros homens.

No início do filme quatro marinheiros chegam à ilha para abastecê-la de suprimentos e a encontram deserta. O farol está quebrado e sujo de sangue. Ao percorrerem o local Daniel (Fernando Torres) encontra o diário da menina abandonado na praia. De imediato somos apresentados ao primeiro enigma do enredo: O que teria acontecido com José e Marcela? Com o desenrolar da trama outros enigmas vão surgindo e o espectador é convidado a raciocinar para descobrir a identidade e o paradeiro da mãe de Marcela. Onde ela está? Quem é Roberto e Saul?

A Solidão do Farol a modificar a personalidade de seus habitantes

O interessante é que o filme não é linear e a narrativa utiliza-se de flashbacks para fazer com que o espectador fique sempre atento à história e assim poder solucionar os enigmas que estão espalhados pela ilha. Passado, presente e futuro se misturam a todo o momento e o mais interessante é a criatividade do roteiro em fazer os personagens contracenarem entre um tempo e outro na mesma cena. Marcela criança ainda contracena com ela própria aos 13… 14 anos e José, em certos momentos, está “dialogando” com ele próprio no passado/presente/futuro. Este truque inteligente é utilizado também com os quatro marinheiros que chegam à ilha para abastecê-la com suprimentos e a encontram deserta no início do filme. Para desvendar este mistério, o espectador é convidado a acompanhar o desenrolar desta investigação e descobrir a razão dos acontecimentos passados na ilha.

Leandra Leal, em seu primeiro trabalho como atriz, dá um show de interpretação ao mostrar-nos uma jovem na flor da idade e descobrindo a sua sexualidade numa solidão sufocante e angustiante. Por não ter com quem compartilhar suas descobertas e amigos da sua idade a quem conversar encontra no vento uma companhia inusitada, mas constante. Daniel é a única pessoa que parece entendê-la e, nas poucas vezes em que se encontra na ilha, passa a ensiná-la e a fazer a ponte de ligação com o continente. Igualmente Pepe (Castrinho) outro marinheiro também é seu amigo e sempre lhe traz presentes. Mas estas amizades com os “adultos” não são suficientes para aplacar suas dúvidas e muito menos para satisfazer seus desejos de menina/moça que está sentindo aflorar a sexualidade.

A Interpretação Perfeita de uma grande atriz

O filme prende a atenção do espectador na medida em que o coloca como um investigador dos acontecimentos e a atenção devem ser constantes já que tudo ocorre na forma dos flashbacks onde passado, presente e futuro se misturam. Interpretações soberbas de Lima Duarte, Fernando Torres e Leandra  Leal fazem de A Ostra e o Vento um grande filme.  Além é claro da cenografia eficiente e verdadeira (quase minimalista), da fotografia magnífica e a trilha sonora na medida certa a emoldurar o silêncio e a solidão da ilha. O tempo aqui é outro e este vagar sem diálogos em cenas por vezes poéticas é emocionante.

 

Read Full Post »

Veja abaixo a relação dos DEZ filmes mais locados da semana na MOVIOLA VÍDEO (Período compreendido entre os dias 14/11/10  a  21/11/10):

  1. Encontro Explosivo
  2. Predadores
  3. Cartas Para Julieta *
  4. 2019 – O Ano da Extinção *
  5. A Ilha dos Mortos
  6. Esquadrão Classe A
  7. Robin Hood
  8. 22 Balas
  9. Caso 39
  10. Lembranças

* Filmes com comentários neste blog.

Read Full Post »

Um Clássico com 11 Oscars

Ben-Hur é uma produção de 1959 dirigido por William Wyler e conta a saga de Judah Bem-Hur (Charlton Heston) um influente mercador judeu que vive em Jerusalém na época de Jesus Cristo. Com o retorno à cidade de seu amigo de infância Messala (Stephen Boyd)  as coisas se complicam visto que ambos estão em lados opostos politicamente uma vez que Massala agora é chefe das Legiões Romanas e Ben-Hur não aceita a ocupação da sua terra  pelos romanos. Por estas divergências Ben-Hur é condenado a viver como escravo em uma galera romana.  Anos mais tarde retorna à Jerusalém para vingar-se de seus inimigos e libertar sua cidade da tirania. Encontra sua família na miséria, seu patrimônio lapidado e a mãe vivendo numa gruta de leprosos longe da cidade.



A grande cena do filme é, sem sombra de dúvida, a corrida de bigas e a luta que é travada entre Ben-Hur e Messala na arena. A grandiosidade da cena impressiona já que não existiam efeitos especiais naquela época. A Arena custou um milhão de dólares (um dinheirão para a época) e foram utilizados 76 cavalos (sendo 4 cavalos brancos trazidos da Tchecoslováquia em avião fretado) e  8.000 figurantes. Esta sequencia levou 94 dias para ser filmada e foram utilizadas cinco câmeras e uma grua de mais de 30 metros de altura para dar ao espectador a visão de estar sobrevoando a arena. Após as filmagens, os cenários foram todos destruídos para evitar que fossem utilizados em outras produções italianas.

Por todo este esforço, e por tratar-se de uma obra-prima, o filme recebeu os seguintes prêmios:

Oscar 1960 (EUA) 11 Vitórias de 12 Indicações:

Melhor Filme

Melhor Diretor

Melhor Direção de Arte e Cores

Melhor Ator Principal (Charlton Heston)

Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffth)

Melhor Fotografia

Melhor Figurino a Cores

Melhor Efeitos Especiais

Melhor Montagem

Melhor Trilha Sonora

Melhor Som

Indicação:

Melhor Roteiro Adaptado

Globo de Ouro 1960 (EUA) 4 vitória de 5 indicações:

Melhor Filme – Drama

Melhor Diretor (William Wyler)

melhor Ator Coadjuvante (Stephen Boyd)

Recebeu um prêmio especial, dado a Andrew Marton por sua direção na cena da corrida de bigas.

Indicação:

Melhor Ator – Drama (Charlton Heston).

BAFTA 1960 (Reino Unido)

Venceu na categoria de melhor filme.

David 1961 (Itália)

Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Grammy Awards 1960 (EUA)

Indicado na categoria de melhor álbum de trilha sonora para cinema ou televisão.

Read Full Post »

A História da Independência do Brasil

Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro I a criar o Brasil. Um país que tinha tudo para dar errado? Para saber a resposta a esta pergunta, basta ler o livro que contém, na sua capa, a própria pergunta: 1822 – de Laurentino Gomes. No livro 1808 escritor relata a fuga da família real Portuguesa para o Brasil fugindo de Napoleão Bonaparte. (comentários sobre este livro pode ser lido neste blog). Com a volta de Dom João VI a Portugal em companhia da corte fica em território brasileiro o Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon que entrou para a história como D. Pedro I.  Desta forma, Laurentino Gomes recomeça a contar a história brasileira de onde havia parado. Neste volume ele nos relata a independência do Brasil em 1822 e todo o processo que dele resultou (antes e depois deste fato histórico). A vida cotidiana na corte; o casamento aos 19 anos com Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena que no Brasil passou a se chamar Dona Leopoldina; O dia do Fico; as “escapulidas” do jovem imperador da cama imperial para os braços da Marquesa de Santos (e tantas outras amantes de momento) e os fatos que antecederam ao famoso Grito do Ipiranga (sem aquela pompa toda mostrado nos livros de história). Os conchavos e intrigas da corte e claro, a vida dos personagens que viveram aquele momento.

O livro é de leitura prazerosa quase como a fazer uma reportagem dos acontecimentos daqueles anos conturbados de um Brasil recentemente independente da coroa portuguesa. Os conchavos e intrigas da corte, a vida dos personagens que viveram e foram importantes para a independência do Brasil. Até um pirata “escocês louco por dinheiro” foi importante nesta luta. Depois a criação da Assembléia Constituinte de 1823 e sua dissolução mais tarde. Em 7 de Abril de 1831 abdica ao trono brasileiro em favor de seu filho D. Pedro II de apenas cinco anos de idade e retorna à Portugal.  De volta à terra natal entra em luta com o irmão D. Miguel para garantir a coroação de sua filha D. Maria II à coroa portuguesa.

O Grito do Ipiranga - Montado num burro e com diarréia das brabas!

Entre um acontecimento histórico e outro Laurentino faz uma narrativa empolgante e pitoresca destes personagens e suas façanhas. Um verdadeiro livro de história contada de forma a cativar o leitor. Recheado de datas e personagens históricos nem por isso é uma leitura enfadonha já que tudo é contado como um “causo” que se ouve num bar da esquina. Ao final tem-se uma visão mais humanizada da nossa história sem aquele pedantismo professoral dos acadêmicos. Recomendo a leitura dos dois volumes (1808 e 1822) para quem tiver interessado em conhecer um pouco mais a história do nosso passado.

Read Full Post »

Older Posts »