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Archive for dezembro \29\UTC 2010

Diana Krall Live In Rio

Um Show Emocionante!

Diana Krall foi conquistada pelos compositores brasileiros Tom Jobim, Carlos Lyra, João Gilberto, Vinícius de Moraes e pela musicalidade da Bossa Nova. Caiu-se de amores pelo swing brasileiro e resolveu produzir shows com característica bossa novista tendo se apresentado em Paris (Diana Krall Live In Paris) num espetáculo belíssimo com este ritmo conhecido internacionalmente. Diga-se de passagem, que o Brasil, em termos musicais, é mais conhecido (e respeitado) lá fora pela Bossa Nova que pelo Samba. Frank Sinatra já cantou com Tom Jobim e a música “Garota de Ipanema” foi cantada em prosa e verso nos mais diversos idiomas e por inúmeros intérpretes famosos.

Na sua apresentação no Rio de Janeiro em novembro de 2008 Diana Krall celebrou, de forma magistral, o estilo e a sensualidade da bossa nova na cidade em que o gênero nasceu no show intitulado “Diana Krall Live In Rio”. O grande momento do espetáculo foi a tentativa de Diana em cantar em um português carregado de sotaque a música “Este Seu Olhar” de Tom Jobim. A platéia aplaudiu entusiasmada e a acompanhou em coro em um momento emocionante. Ao iniciar os primeiros acordes de “The Boy From Ipanema” mais uma vez a audiência entrou em delírio e novamente fez coro na apresentação. Enquanto a canadense Diana Cantava em inglês as pessoas presentes cantavam a letra em bom português. Ao perceber que o público cantava em uníssono ela simplesmente calou-se e limitou-se a tocar ao piano a melodia. Foi simplesmente comovente! Conter as lágrimas foi impossível.

Diana e sua banda

Este show em DVD é quase idêntico produzido em Paris. Músicas intimistas (ao estilo bossa nova, claro) e alguns arroubos bem jazzistas para dar clima. As imagens das ruas da cidade luz entre uma música e outra davam um toque especial. Neste DVD realizado no Rio de Janeiro também foi utilizado este recurso de apresentar as ruas do Rio e a sua exuberante natureza entre uma música e outra.  Para ver e rever inúmeras vezes!

Um momento mágico!

Outro momento inesquecível!

Abaixo a playlist das músicas executadas:

01. I Love Being Here With You
02. Let’s Fall In Love
03. Where Or When
04. Too Marvellous For Words
05. I’ve Grown Accustomed To His Face
06. Walk On By
07. Frim Fram Sauce
08. Cheek To Cheek
09. You’re My Thrill
10. Let’s Face The Music And Dance
11. Every Time We Say Goodbye
12. So Nice
13. Quiet Nights
14. Este Seu olhar
15. The Boy From Ipanema
16. I Don’t Know Enough About You
17. S’Wonderful
18. Exactly Like You

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Um divisor de águas do cinema brasileiro. Uma verdadeira Obra-Prima!

Diante dos meus olhos extasiados desfilam telas impressionistas de rara beleza e encanto. Ao fundo quartetos de violoncelos e oboés tocam melodias de uma trilha sonora suave e contagiante a criar um ambiente único e sublime. O tempo que corre lá fora a obedecer às batidas do relógio parece andar no compasso do coração de um espectador encantado com beleza da obra apresentada na mágica sala.

Mas não estou a apreciar pinturas emolduradas numa fria parede branca de uma galeria de arte.

Sentado confortavelmente numa poltrona, assisto, com o coração na boca e olhos marejados, atores em sua arte a representar um grande duelo de palavras e emoção em simples cenários de uma arcaica lavoura entre reflexos de luz e sombras em figurinos de rude algodão e suaves rendas e bordados.

Mas também não estou assistindo a uma ópera no teatro municipal. Seria, com certeza, uma grande peça teatral já que a obra é intimista de grandes e arrasadores diálogos e muitos monólogos. Trabalho árduo de interpretação e despojamento. É preciso ser um grande ator para encarar, de forma corajosa e honesta, este personagem trágico como só os mediterrâneos sabem ser. Mas não se trata de uma tragédia grega. Mas a tragédia no seio de uma família patriarcal e opressora que deve habitar em muitos lares deste azul planeta.

Não seria exagero dizer que o filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, (baseado no romance homônimo de Raduan Nassar) possui todas as qualidades de um belo quadro impressionista de Renoir, a dramaticidade de uma ópera de Giuseppe Verdi ou uma obra teatral das tragédias gregas. Qualidades existem e conferem a esta magnífica e sensível obra um marco no nosso cinema. Cinema brasileiro com orgulho.

Lavoura Arcaica é a certidão de nascimento do verdadeiro cinema nacional brasileiro da mais alta qualidade. Um claro e inquestionável divisor de águas. Toda a concepção que se tem sobre a sétima arte, na sua maior amplitude e qualidade estão aqui representados de forma brilhante como raramente temos o prazer de assistir. Um filme essencialmente de palavras e interpretações soberbas dos atores. Paixão, pecado, incesto e a mais pura poesia em cada cena. Como cenário uma fazenda de café de uma família de imigrantes libaneses que vivem reclusos em suas cercanias pela mão poderosa de um pai autoritário e uma mãe extremamente afetuosa, mas submissa ao marido. Neste contexto, vive o atormentado André que será causa e conseqüência dos destinos trágicos desta família.

É preciso dar crédito a quem merece:

Luiz Fernando Carvalho - Roteirista, Produtor e Diretor desta obra-prima

Luiz Fernando Carvalho – responsável pela produção, roteiro e direção. Um trabalho realmente de mestre em transpor toda a tragédia de forma verdadeira sem perder o rumo ou fazer qualquer concessão ao fácil para agradar gregos e troianos (para ficarmos na tragédia grega). O objetivo claro e correto de Luiz Fernando Carvalho foi fazer uma produção fiel à obra literária de Raduan Nassar naquilo que é o mais importante: Os conflitos existenciais de André e Ana; o lado opressor do pai e a convivência conflituosa desta família centrada em si mesma. Outro mérito foi respeitar o tempo dos personagens. Não teve o diretor à preocupação de contar esta trágica história de forma lenta e compassada e não cortou diálogos ou supriu minutos de uma câmera que focava uma fumaça de cigarro que se esvaia no ar de um bordel de quinta categoria. O tempo aqui não corre, mas flutua lentamente. É preciso refletir sobre aquilo que se vê e se ouve dos personagens. Principalmente os monólogos cruéis e instigantes de André. O tempo aqui é um personagem importante na história. E não é, como seria de se supor, cansativo ou monótono, mas um elo necessário para que possamos mergulhar de corpo e alma nesta fantástica aventura da alma humana.

Walter Carvalho – Diretor de Fotografia. Uma obra-prima. Luz e sombra. Claro e escuro. Por vezes apenas uma lâmpada trêmula a iluminar um personagem possuído a dizer suas verdades, extirpando pecados de loucas obsessões. Uma fotografia como um verdadeiro quadro impressionista de raríssima beleza. Simples e extremamente eficientes. Cada enquadramento ou ângulo de câmera poderia servir como um quadro na parede.

Marco Antônio Guimarães – Trilha Sonora. Simplesmente fantástica. Quartetos de Violoncelos e Oboés para dar uma dramaticidade própria em cada situação. Também usou uma música mais pulsante no momento em que Ana, em sua dança erótica, enfeitiçava um atormentado André. Uma trilha sonora eficiente e da mais pura emoção.

Interpretação Visceral de Selton Mello

Selton Mello – Devo confessar que não conhecia esta sua capacidade interpretativa em papéis dramáticos. Conhecia seu bom trabalho em comédias. Mas ele conseguiu criar um atormentado e incestuoso André de forma brilhante. Seu monólogo interminável de gestuais, por vezes contido em outros irados, deu veracidade aos seus tormentos psicológicos. Sua paixão incestuosa por Ana e a culpa de tê-la possuído foram à causa de sua fuga do seio familiar. Claro que a opressão do pai e o afeto em excesso da mãe também tiveram responsabilidade no destino deste jovem. Por vezes, parece um anjo a ditar a mais pura poesia filosófica existencialista. Mas em seguida vemos surgir um demônio a apontar pecados e a atormentar, com desejos libidinosos, sua irmã Ana; a atormentar a paz de seu irmão e rejeitar o poder centralizador e opressor do pai. André é o lado oposto de Ana. Seus desejos também são os da irmã. André é o lado masculino de Ana e esta o lado feminino de André. Duas almas gêmeas criadas nesta patriarcal família que tudo fez para mantê-los longe dos desejos mundanos de fora das suas cercanias. Em certo momento diz o personagem André: “toda taça tem no fundo seu veneno”. Assim, não seria de se estranhar que o próprio pai tenha alimentado, involuntariamente, na alma de seus filhos desejos proibidos e contraditórios. Mas o corpo exige seus cuidados e negá-los é perigoso como se viu. Impossível negar a paixão que aflora e o desejo é por demais poderoso para conter-se no peito e nas entranhas de jovens na flor da idade. Sem outra alternativa, André sucumbe aos encantos da irmã, que também vítima da mesma opressão, cai na armadilha incestuosa. Para mostrar este encontro o diretor utilizou duas cenas simultâneas: André menino faz uma armadilha para capturar uma pompa enquanto vemos igualmente o André adolescente seguindo Ana até a casa abandonada. No momento da captura da pomba é o momento que, em êxtase, o prazer sexual dos irmãos é satisfeita. Logo em seguida vemos um trator rasgando fundo a terra. Em um grande monólogo na capela da fazenda, Seltom Mello faz uma interpretação soberba e arrasadora de um André angustiado pedindo perdão e implorando o amor da irmã ultrajada.

A atormentada Ana (Simone Spolidore)

Simone Spoladore – Ana em uma interpretação importante no desenrolar desta história. Não tem diálogos este personagem, mas através de seu bailado e de suas expressões percebe-se claramente as suas intenções e desejos. Talvez a fala não seja importante para o personagem na medida que ela é oprimida pelo pai, seduzida pelo irmão e subestimada pelos demais. Não consegue expor seu pensamento em palavras. Como a mãe, está à mercê dos homens da fazenda. Aliás, as mulheres quase nunca falam nesta sombria casa. Com Ana – vítima destes conflitos, não seria diferente. Mas também ela – através de olhares e de sua sensual dança expõe seus reprimidos desejos a um irmão já perdidamente apaixonado.

Este dispensa comentários…

Raul Cortês – o pai desta família centrada na terra com sua plantação de café e criação de ovelhas. Usa de mão de ferro para manter unida, sob sua proteção, seus filhos e a mulher. Não faz concessões e não percebe que através de sua opressão está castigando a juventude e a adolescência dos filhos. Dá-lhes amor é claro. É um bom pai na medida em que educa para a honradez, para o trabalho e pela união de todos. Mas é autoritário em excesso e não permite desobediência e mantém a todos longe do que acredita ser os pecados do mundo. Tem na união da família, no trabalho árduo da fazenda e nas tradições conservadoras seu objetivo de vida.

Juliana Carneiro da Cunha – a mãe afetuosa e mulher submissa. É o oposto do marido e trata os filhos com afeto e ternura. É o ponto de equilíbrio. Solicita a Pedro que traga o irmão novamente ao lar sem saber que tal ato trará conseqüências mais devastadoras para sua família.

Lavoura Arcaica - Uma verdadeira família patriarcal

Um filme de várias interpretações. Essencialmente uma obra que trata da psicologia dos personagens onde a palavra é a forma mais pura de expressão. Poesia em cada cena dita com uma sensibilidade à flor da pele. De uma qualidade que raramente vimos, não só tratando-se de filme brasileiro, mas muito superior a outras produções cinematográficas americanas ou européias. Uma rara surpresa pela qualidade do conjunto da obra. Todos os adjetivos devem ser usados para qualificar a obra de Luiz Fernando Carvalho. Um cinema brasileiro para o mundo.

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Feliz Natal!

FELIZ NATAL!

Mais um Natal se aproxima… Mais um ano que termina… Agradeço a Deus o privilégio de ter conseguido sobreviver no caos, de ter vencido os inimigos e chegar são e salvo ao fim de mais um ano. Agradeço a companhia da minha família que está (e esteve) sempre presente em todos os momentos. Sem a companhia amorosa deles seria impossível ter chegado até aqui. Agradeço aos meus amigos reais e virtuais que compartilharam comigo este espaço com seus comentários ou simplesmente na leitura das coisas que por aqui escrevo. Agradeço aos meus clientes (agora tão poucos neste mundo repleto de piratas de toda a ordem) pela preferência de gastarem seu rico (e escasso) dinheirinho na minha locadora. Agradeço por não ter perdido a esperança de dias melhores e por ter a certeza de que o futuro será promissor para todos. Afinal, quando desejamos alguma coisa todo o universo conspira a nosso favor. Realmente acredito nisso e desejo que os meus amigos também possam ter a mesma convicção que tenho.

A todos vocês, meus caros amigos, desejo boas festas e um FELIZ NATAL! Que cada dia do ano novo que se aproxima seja vivido e sentido pela perspectiva do olhar de uma criança que a tudo se surpreende e encanta. Que cada dia seja de deslumbramento e esperanças. Que sonhar seja imperativo e possíveis as suas realizações. Não todas, claro porque é preciso sonhar sempre e viver sempre mais para realizá-las.

Dedico a obra “The Messiah Hallelujah” de George Frederic Handel a todos vocês que trilharam comigo este caminho e espero poder contar com a companhia de todos no próximo ano. Cantar é falar com Deus. Ouvir esta música é estar em sintonia com Ele.

F E L I Z    N A T A L !

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O Jornal Zero Hora desta quarta-feira informa que por 36 votos a favor e 11 contrários, os Deputados Gaúchos aprovaram o reajuste dos próprios salários em 73,3%. A partir de 1º de fevereiro de 2011, o vencimento do parlamentares, que hoje é de R$ 11.564,76, ficará fixado em R$ 20.042,34. No site de relacionamento Facebook o jornal fez a seguinte pergunta aos seus seguidores:

Você concorda com o reajuste de 73% nos salários dos Deputados Gaúchos?

Concordar eu não concordo e a minha indignação (assim como a indignação de todo o povo gaúcho) não vai fazer a menor diferença porque eles (os parlamentares) não estão nem um pouco preocupados com isso e o aumento se dará quer o povo esteja de acordo ou não. Como disse o Deputado Federal Sérgio Moraes que coincidentemente também é gaúcho (PTB-RS) “Estou me lixando para a opinião pública” Justamente é este o conceito que eles possuem sobre a nossa indignação e tudo mais. É preciso que façamos alguma coisa CONCRETA contra este absurdo dos aumentos dos Deputados Estaduais. Assim como dos aumentos dos ilustres Deputados Federais e Senadores que terão um aumento nos rendimentos em 61,8% e para a futura Presidente em 133,9%! Para os trabalhadores o aumento do salário mínimo será de 6%. Isso mesmo: 6%! E este reajuste do mínimo está sendo discutido pelos nobres parlamentares desde a metade do ano. Mas o aumento dos seus próprios rendimentos foram discutidos e aprovados em poucos minutos. Tanto em Brasília como na Assembléia Legislativa gaúcha. Isto prova que são todos farinha do mesmo saco como diria minha avó e estão mesmo se lixando para a nossa indignação.

Enquanto ficamos indignados eles vão fazendo das suas e aumentando seus salários e metendo a mão no nosso bolso em obras superfaturadas. Legislam em causa própria e o povo que se dane! É preciso que algum “formador de opinião” que tenha peso na mídia lidere uma corrente contra tudo isso. Levantar a opinião pública de alguma forma para darmos um basta nesta festa toda com os nossos impostos (que não são poucos). Só indignação não basta! É preciso fazer alguma coisa de CONCRETO para darmos um fim nesta festa onde poucos (os parlamentares) usufruem do bom e do melhor e nós (o povo) somos convidados somente para pagar a fatura.

CHEGA DE INDIGNAÇÃO!

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Foi com grata surpresa e emoção que assisti a homenagem que o produtor cinematográfico Walt Disney recebeu no filme Aprendiz de Feiticeiro dirigido por Jon Turteltaub e estrelado por Nicolas Cage, Jay Baruchel e Alfred Molina. Por falar em Alfred Molina o cara é tão bom ator que consegue fazer caras e bocas para se passar por um ator canastrão o que definitivamente não é. A releitura que o diretor Jon Turteltaub fez da cena do Mickey Mouse (travestido de aprendiz de feiticeiro) que abusa dos seus poderes mágicos e coloca suas vassouras a fazerem o serviço de limpeza da sala do mago Merlin no clássico Fantasia é genial. A cena é brilhantemente e foi reconstituída com a mesma trilha sonora (Aprendiz de Feiticeiro de Paul Dukas) do desenho original acrescido de um toque de humor que deu outro charme a esta produção.

Visualmente o filme é rico em efeitos especiais de última geração bem ao gosto das platéias mundo a fora. O roteiro é bem simples, previsível e já bastante manjado em obras do gênero “garoto-bonzinho-com-cara-de-bobo-que-salva-o-mundo”. O que salva mesmo este filme é a tal homenagem ao clássico Fantasia e os efeitos especiais incríveis.

Para quem nunca viu o filme Fantasia recomendo que corra à locadora mais próxima e emocione-se com este clássico da Disney. Casamento perfeito entre trilha sonora e animação. Abaixo a cena antológica com Mickey Mouse como o atrapalhado Aprendiz de Feiticeiro:

A seguir a homenagem a de John Turteltaub na produção atual. Como “aprendiz” o jovem ator Jay Baruchel que deu graça ao seu personagem. Vamos admitir que esta cena também ficará nos anais da história de Hollywood.

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Estatísticas e Leitores

Anteriormente tinha outro blog chamado “Espaço Vital” no provedor UOL. Sempre gostei de escrever e então colocava lá meus comentários sobre cinema, literatura e tudo o mais que passava nesta minha cachola. O problema era que o site não me disponibilizava acompanhar o “IBOPE” do blog e saber se alguém estava lendo o que escrevia. Era um tanto quanto estranho escrever um montão de coisas e não saber se alguém estava lendo, se estava gostando (ou não) sobre os assuntos lá tratados. Então resolvi criar este blog no WordPress que disponibiliza aos usuários estatísticas abrangentes sobre cada post publicado e tudo mais. Com tais dados em mãos tenho os seguintes números até o momento: 8.641 visitas desde a criação do blog em março deste ano. É possível, inclusive, saber que dia 12 de dezembro o site recebeu 90 visitantes. Outro dado interessante que as estatísticas mostram é que meus textos foram comentados por 120 leitores que disponibilizaram seu tempo para trocarem uma idéia comigo. Fico muito lisonjeado e honrado com tais manifestações e mais animado ainda para continuar escrevendo e comentando aqui tudo que me passa pelo olhar e pela minha perspectiva particular.

Por vezes, me bate uma incerteza (como agora) de pensar se vale a pena todo este ato de escrever e escrever e não ter retorno dos leitores. São 256 artigos publicados e apenas 120 comentários dos leitores. Até porque, não tem como quantificar, estatisticamente, se estas 8.641 visitas representam alguém que realmente leu um ou outro texto ou simplesmente caiu de pára-quedas através de sites de buscas e dois segundos depois caiu fora porque não era exatamente o que ele procurava. Assim, sem o comentário (contra ou a favor, elogio ou crítica) dos leitores fica difícil saber se estou realmente “falando sozinho” ou não. Confesso que também sou leitor de outros blogs e sempre que possível faço comentários nestes sites até para que o cara que escreveu possa saber o que penso sobre o assunto publicado. Mas também não é sempre que escrevo… Mas realmente gostaria de saber a opinião dos leitores do meu blog sobre as coisas que eu escrevo. Pode ser crítica ferrenha mesmo me mandando para a “ponte que caiu” e tudo mais. Mas principalmente a opinião sincera contestadora ou não.

Vou continuar escrevendo sobre cinema, literatura, cultura em geral e tudo mais… Mas seria bom saber se alguém está lendo sobre tudo isso. Enquanto isso fico aqui na frente do meu PC com meus “monólogos” solitários. Por favor, não se sintam obrigados a comentarem todos os posts que publico até porque, nem todo mundo tem saco de ficar escrevendo em blog alheio. Devo estar chorando de barriga cheia. Mas enfim… Desculpe ai!

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A "Maluca Beleza" Katia Suman

Dia 6 de Dezembro de 2010 as 11:00 hs entrou no ar – via Internet – a Rádio Elétrica comandada por Katia Suman. Ela mesma a apresentadora do Camarote TVCom, criadora do Sarau Elétrico e dona da gargalhada mais cativante da Televisão e do Rádio gaúcho. Fizeram-se presente na trilha sonora do primeiro programa uma seleção musical bastante eclética valorizando, sobretudo a qualidade dos músicos, seus instrumentos maravilhosos e suas interpretações inesquecíveis. Na primeira audição o ouvinte foi brindado com uma seleção de músicas para não deixar dúvidas do estilo musical dos próximos programas. Para iniciar os trabalhos foi apresentada a música “Hino dos Malucos” com Rita Lee e encerrando a programação inaugural Bestie Boys na canção “Funky boss”. A Play List completa do primeiro programa e o endereço para sintonizar a Rádio Elétrica é  WWW.katiasuman.com.br. Segundo slogan da própria apresentadora “A única sem jabá, sem vinhetas e promoções” e eu acrescentaria a única com estilo próprio, irreverência e a inteligência (sem cabecismo) da Katia Suman.

Confesso que nunca gostei de “programas de rádios com conversas” com aqueles apresentadores que ficam o tempo todo falando ao microfone fazendo piadas (quase sempre sem graça); conversando com ouvintes que pedem música e as oferecem ao pai, a mãe, a vizinha e ao cachorro. Programas tipo Pretinho Básico, Café Com Bobagem e outros do gênero não me atraem. Gosto de ouvir música em rádio e por esta razão fui ouvinte assíduo, por mais de trinta anos, da Rádio Guaíba FM. Lá não tinha comerciais gravados pelas agências publicitárias; locutores falantes e conversas intermináveis com ouvintes. Os comerciais eram feitos no estúdio da rádio com locução própria e o apresentador surgia somente para dar crédito aos intérpretes e mencionar o nome das músicas tocadas. Músicas estas de bom gosto e ao estilo de quem aprecia música instrumental, orquestral e intérpretes de qualidades inquestionáveis. Depois da aquisição pela Record a emissora transformou sua programação e perdeu sua identidade tornando-se igual a todas as outras emissoras. Uma pena! Fiquei órfão de rádio no dial como devem ter ficado órfãos todos os seus assíduos ouvintes. Pela internet é possível acessar a Rádio Guaíba FM “clássica” com a mesma programação conhecida do seu grande público.

Mas não era sobre a saudosa Rádio Guaíba FM que quero escrever e sim sobre a Rádio Elétrica e precisamente sobre este ponto em particular: Locutor que falam demais e tocam música de menos em seus programas. Com Katia Suman e sua Rádio Elétrica acontece justamente o oposto comigo.  Prefiro ouvir mais o “Xalalá” da apresentadora (como ela define os seus bate-papos no ar) que sua trilha sonora. Claro que a trilha sonora é especialíssima e tudo mais, mas o grande charme do programa é a improvisação e a irreverência da Katia. Sem contar que é impossível ficar indiferente as suas gargalhadas. Tudo é improviso e os erros que ela comete na apresentação do próprio programa que não tem script ou roteiro (ou tem?) são hilários e dão um toque de uma pessoa de bem com a vida. Ou mesmo quando ela está fula da vida e vocifera ao comentar sua sina com as tomadas da casa e os plugs de seu novo aspirador e lasca ao vivo um “puta que pariu” em alto e bom som e outras “barbaridades” impossíveis de se ouvir nas outras rádios. Simplesmente hilário! Sem contar quando ele fala com a gata, o telefone que toca, a porta que bate, as falhas de som quando ela faz o tal “Xalalá” e os comentários que faz dizendo que está sentada no chão, o lepTop em cima da cama para encontrar o melhor local do apartamento para poder transmitir o programa. O ouvinte tem a impressão que está no apartamento da Katia “vendo” o programa sendo produzido naquele exato momento. Uma intimidade que só esta mulher incrível consegue e compartilha explicitamente ao vivo e no ar com seus ouvintes. Sinto-me como se fosse um amigo particular da Katia.

Quem deseja ouvir uma rádio com uma trilha sonora eclética, uma apresentadora irreverente e inteligente (sem cabecismos, claro) deve e precisa ouvir a Rádio Elétrica comandada pela multifacetada Katia Suman. Acessem www.katiasuman.com.br e, assim como eu, divirtam-se e apaixonem-se por esta apresentadora “maluca beleza”.  Um sopro de vitalidade, genialidade e graça no rádio. Uma emissora onde o grande charme está justamente no tal “Xalalá”. Quem diria, eu ouvindo “programas de rádios com conversas”. É a era de Aquários realmente!

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