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Archive for agosto \29\UTC 2011

O filme A Criança (L’Enfant) uma produção da Bélgica e França com produção, roteiro e direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne é um verdadeiro soco no estômago. Imagine dois jovens com a responsabilidade de criar um filho sem a menor condição emocional e financeira para tanto. Bruno (Jérémie Rénier) tem apenas 20 anos e sua vida se resume a pequenos furtos e uma existência dentro da marginalidade liderando uma gang de adolescentes no crime. Sonia (Déborah François) é uma jovem de 18 anos tão irresponsável quanto o companheiro Bruno. Todavia, seu instinto materno requer outras atitudes perante a vida e ela sabe que precisa tomar outro rumo para conseguir criar o filho com um mínimo de afetividade e laços familiares. Ambos são frutos da indiferença e abandono familiar e, por conseqüência, transferem estas experiências de vida para o pequeno ser que agora precisam alimentar. Tarefa difícil já que Bruno e Sonia vivem no fio da navalha. Um passo em falso, e a família se desintegrará de forma irremediável. E este é o clima de tensão que fica durante toda a projeção do filme.

Bruno não quer criar vínculos com seu filho e não tem a menor paciência em fazer o papel de pai cuidadoso ou amoroso. Sua meta é praticar pequenos furtos e liderar sua gang de pivetes pelas ruas da cidade. O pouco que ganha no crime perde-se com a mesma facilidade e serve apenas para o sustento diário. Aliás, uma vida bastante carente de alimento (para o corpo) e afeto (para a alma). Seus vínculos familiares a muito deixaram de existir. Sua consciência paterna é nula e a indiferença ao filho é exasperante. Chega mesmo ao cúmulo de vender o próprio filho para ganhar alguns trocados e ir levando a vida. Este “tráfico” da criança é mais uma conseqüência de seus atos de desespero e falta de estímulos familiares. Como precisa reaver o bebê para não ser preso, sua rotina toma outro rumo e as causas e conseqüências de seus atos vão crescendo como uma bola de neve. É preciso devolver o dinheiro que lucrou com a venda aos traficantes. É preciso fazer um empréstimo com uma turma da pesada que não brinca em serviço já que parte da renda já foi gasta. Claro que depois precisa pagar o empréstimo aos agiotas! E agora? Como sair desta enrascada? Um plano frustrado de roubar uma grande quantia de dinheiro de uma mulher só o coloca em situação muito pior.

Sonia, apesar de ser uma jovem irresponsável (ter um filho com um sujeito deste), procura de todas as maneiras incutir no seu homem o sentido de dever, o sentido da responsabilidade e, acima de tudo, incutir em Bruno a necessidade de outra forma de vida e uma estabilidade (financeira e emocional) que dê condições ao filho de crescer junto ao abrigo acolhedor dos braços paternos.  Mas esta é uma tarefa que não é fácil e, ao ver que seu filho foi vendido, entra em colapso nervoso e afasta-se de Bruno acusando-o para a polícia.

O filme é de uma crueza que deixa qualquer um com os nervos à flor da pele. Sem trilha sonora e uma fotografia quase que em preto e branco deixa o espectador sempre em tensão e, pelo desenrolar das situações, com a previsão de que boa coisa não vem pela frente. A câmera foca sempre os mínimos detalhes das expressões dos atores e o tempo corre na medida certa para que possamos assimilar toda a angústia e sofrimento dos personagens. Por serem atores desconhecidos a película se torna mais realista ainda e o trabalho de ambos é perfeito. O andar pelas ruas da cidade, o vai-e-vem no ônibus e nos corredores de prédios sempre vazios em que a desintegração material é evidente, torna tudo mais angustiante ainda. Os diálogos são curtos e os silêncios mais reveladores ainda. Os olhares de desespero e dúvidas tornam Bruno e Sonia vítimas de um sistema capitalista que a todos transforma em números e estatísticas. Haverá redenção para estes jovens? Será possível transformar o destino destas pessoas e dar-lhes um pouco de esperanças para um futuro melhor? Questionamentos que vão surgindo no correr dos ponteiros deste relógio que avançam inexoravelmente. Ao espectador cabe sofrer, refletir e desejar que a criança tenha lhes dado finalmente uma razão para lutar. Afinal, uma criança sempre é o símbolo de que é possível ter esperança.

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Pronto. Minha quota de novela este ano já está cumprida. Assisti o primeiro capítulo de Fina Estampa, escrita por Aguinaldo Silva para não dizerem que sou preconceituoso, metido a besta e coisa e tal. Quem já assistiu Janete Clair tem diploma de “Mestre em Folhetim”. Para quem nunca assistiu a grande dama da dramaturgia novelística brasileira (não vale contar a reapresentação de O Astro já que ela foi “atualizada” para adaptar-se aos novos tempos e as novas linguagens). Segue abaixo o resumo da nova novela das oito (que começa na realidade depois das nove):

Mulher batalhadora, semi-analfabeta, com jeito de homem , rejeitada pelo filho arrogante que a despreza, vai comer o pão que o diabo amassou para sustentar a família por uns cem capítulos e depois vai dar a volta por cima e se tornar uma mulher culta, lindíssima e vai conquistar o coração do marido da mulher mais rica do pedaço já cansado de fazer papel de “banana” e irão desfilar de mãos dadas pela ala dos ricos da novela.

A atual perua vai aprontar todas as humilhações possíveis por um bom tempo e fazer a alegria da multidão que adora ver gente humilhada em novela. Depois de sofrer durante todo o dia com chefes linhas duras o povo gosta de se sentir na pele do opressor… Toda esta maldade tem um propósito e a tal esnobe vai se transformar em empregada doméstica da sua própria casa e finalmente saber da existência do tão ignorado sabão em pedra. Terá que esfregar muito chão e lustrar muita prata da casa. Com uniforme completo, claro porque humilhação pouca é bobagem e todo folhetim tem que ser mesmo exagerado. Herança das novelas mexicanas.

O tal filho que tem vergonha da genitora e que mente pra todo mundo que é podre de rico, vai aprontar poucas e boas na arte de humilhar a mãe em público e a menosprezá-la em todas as ocasiões também terá seu momento de reflexão e aprendizado. Finalmente vai levar um show de moral (provavelmente apanhar na rua por espectadores indignados) e vai correr para os braços acolhedores da mãe humilhada que o perdoará entre rios de lágrimas.

Em resumo é isso. Claro que terá a tal carta misteriosa que esclarece um grande enigma e que terá importância no destino de muitos personagens. A herança que vai tornar pobre em rico… O filho da empregada que na realidade é o filho desaparecido do cara rico da novela e irmão do sujeito que mais o humilhou nos últimos oito meses. Já estava esquecendo de citar a quota do personagem gay-caricato-e-bobo-da-corte que toda novela precisa ter. Sim, tem que ser gay caricato para a alegria da plateia já que homossexual com sentimentos e relacionamentos sérios ainda está vetado pela Globo. Mas isso é outra história… E, com certeza, o espectador terá que resolver a última pergunta da trama (que será revelado somente no último capítulo): Quem matou?

Esgotou-se minha quota de novela este ano. Esgotou-se também minha quota de escrever e comentar sobre novelas. Por favor, vamos mudar de assunto?

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Gosto muito da obra de Salvador Dali. Tenho, inclusive, no meu PC inúmeras reproduções de seus quadros baixados da Internet. Já publiquei aqui neste blog e no grupo que criei no Facebook intitulado “Galeria de Arte” algumas destas pinturas fantásticas. Quando li a sinopse do filme Poucas Cinzas do diretor Paul Morrison fiquei entusiasmado e com vontade de conferir esta produção de Carlo Dusi, Jonny Persey, Jaume Vilalta e roteiro de Philippa Goslett. Confesso que fiquei um pouco decepcionado. Nada (ou quase nada) do que esperava encontrar retratado sobre a vida de Salvador Dali foi mostrado. Só dois quadros seus foram reproduzidos e toda a sua obra e sua loucura ficaram de fora. O roteirista deu ênfase, sobretudo, no relacionamento homossexual de Dali e o escritor Federico García Lorca. A história tem início na Espanha de 1922 logo após a primeira guerra mundial e Salvador Dali, com 18 anos de idade, é admitido na universidade de Madrid disposto a se tornar um grande artista. O trio formado por Dali, Garcia Lorca e o cineasta Luis Buñel é amplamente retratado na tela. Na realidade ficou mais um filme para os apreciadores da temática gay do que uma biografia do grande mestre do surrealismo.

A contextualização história da Espanha na década de vinte, a influência do jazz, Freud e toda a mudança de valores a que a sociedade espanhola estava sofrendo na época é mostrada com competência. A direção de arte está impecável e a trilha sonora composta por Miguel Mera moldura com perfeição as cenas de Dali e Garcia Lorca. Aliás, uma das cenas mais belas do filme é o banho no lago em que os amantes finalmente se entregam as suas paixões proibidas. A luz da lua refletida na água e o “bailado” que ambos fazem é digna de uma grande cena de amor. A fotografia nesta cena é impecável e de muita sensibilidade.

A interpretação de Robert Pattinson na pele de Salvador Dali não compromete e achei até bastante corajoso deste jovem ator interpretar cenas de homossexualismo. Suas fãs é que não devem ter gostado muito. Se bem que este filme não é o estilo de cinema para as menininhas que suspiram de amor pelo vampiro-galã-apaixonado Edward Cullen da saga Crepúsculo.

Ao término do filme fiquei com a impressão de que assisti somente a história de um amor impossível. Aliás, Salvador Dali nunca reconheceu de público o relacionamento com Garcia Lorca. Este, por sua vez, nunca escondeu seu romance com o pintor. A todo o momento, esperava que o roteiro finalmente se ocupasse da personalidade controvérsia de Dali: Sua loucura (ou mais precisamente sua excentricidade), as razões que o levaram ao surrealismo e, mais do que nunca, os momentos em que se dedicava aos seus quadros. Esperava encontrar a representação de Dali no momento de sua criação ou a reprodução dos seus quadros mais famosos. Enfim, esperava ver retratado nesta obra cinematográfica muito mais sobre a vida deste grande mestre do que somente seu tumultuado e secreto caso homossexual.

Trilha sonora composta por Miguel Mera com imagens do filme:

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General ImageNa primeira página do livro “Maldita Morte”, de Fernando Royuela o leitor já tem uma ideia do que o aguarda nos próximos capítulos. Uma narrativa contundente e visceral que será difícil deixar de ler com a sensação de desconforto e admiração. Explico: Desconforto de sentir na alma a trajetória sofrida do pequeno Gregório (também conhecido como Goyo ou Goyito) e a sua visão cínica, crítica e mordaz da vida. Não pense que ele é um pobre coitado que vive a chorar e lamuriar-se pelos cantos. Nada disso, ele tem consciência da sua deformidade, de sua total falta de inteligência e insignificância para qualquer ser humano. E ele tira proveito disso (quando pode, claro). Admiração pela forma como Royuela faz esta crítica ferrenha a sociedade espanhola sem ser professoral ou maniqueísta. Não só uma crítica a sociedade espanhola, mas a toda uma sociedade individualista, mesquinha onde o importante é ter (muito dinheiro) e poder (político e intelectual). Afinal, ele não levanta bandeiras a favor das minorias (anões no caso), a favor (ou contra) trabalhadores e patrões, ricos ou pobres. Ele simplesmente conta sua história de forma brilhante e o leitor que tire suas conclusões.  Vejamos o que o autor escreve já na primeira página deste fantástico livro:

“Ao longo da minha vida conheci uma infinidade de filhos da puta e a nenhum desejei uma morte ruim. Com você não vou fazer uma exceção. O ser humano perdura pelo mundo sem se dar conta da tragédia que o aguarda. Uns inventam deuses para remediar a angústia, outros, ao contrário, atendem ao imediatismo do prazer para afugentar o inevitável, mas todos no final são medidos pela rigorosa igualdade da extinção. Eu já estava advertido do fim, mas jamais pensei que fosse acontecer dessa maneira.
Sei a que veio, mas não importa. Nunca até agora tinha me enfrentado com a certeza de deixar de existir, e por isso sua presença, antes de me atemorizar, deprecia-me. Agora compreendo que minha existência tenha estado encaminhada desde o princípio para nosso encontro; que meus passos estivessem condenados até este instante, que não me fosse possível escapar ao meu destino por mais que pretendesse absurdamente, que ninguém, nem sequer os entes queridos, jamais irão chorar minha perda. Sei que você veio para se regozijar com o espetáculo de minha morte, constatei-o na ferrugem dos seus olhos, no limo de sua curiosidade, mas já não temo a inexistência.”

Que tal, não dá vontade de seguir lendo até a última página de um fôlego só? Pois é… Esta filosofia de vida existencialista me pegou em cheio e foi difícil parar de ler. Infelizmente (ou felizmente) a leitura não foi de fácil entendimento e, por vezes, era preciso dar uma parada para refletir e “sentir” realmente o que se passava na vida deste anão que tinha mais de “filho da puta” de que vítima do sistema. Claro que ele sofreu poucas e boas na sua curta existência, mas teve igualmente bons momentos que o destino assim determinou. Ele pouco ou nada fez para merecer tanto sofrimento ou alegrias na vida. Foi vivendo como vivem quase todas as pessoas neste mundo (pessoas sem poder ou importância, claro porque as outras fazem seu próprio destino. Ou pensam que fazem…). O cinismo era sua arma, a observação da vida alheia seu passatempo, a mendicância e sua deformidade (na sua própria ótica) seu sustento.

Gregório conta sua história a partir do seu nascimento em um povoado miserável no interior da Espanha após a guerra civil e chega ao começo dos anos 1970. Pai não conheceu, a mãe se entregava a qualquer um como uma Geni da vida (Chico Buarque que me perdoe roubar-lhe a personagem) e pouco ou nenhum amor lhe transmitiu. Jovem ainda foi vendido para um circo mambembe de quinta para ser atração exótica por sua feiúra e por ser um anão deformado (como se uma desgraça só não bastasse). Aliás, a descrição que ele faz de si mesmo é impressionante… Sim, tudo é narrado na primeira pessoa, o que torna a história mais chocante ainda. Comeu o pão que o diabo amassou durante muitos anos sendo o bobo da corte e a figura exótica do picadeiro. Nem foi pão muito que comeu assim não, porque a fome sempre foi maior e a miséria maior ainda. Comeu mesmo foi muito ovo para peidar em alto e bom som (e exalar muito mau cheiro ainda) na hora do espetáculo para arrancar gargalhadas e aplausos da plateia. Com a decadência cada vez maior do circo e outras circunstâncias acabou sozinho em Madrid.

Em Madrid, Capital da Espanha acabou virando capacho e escravo de outro infeliz que explorava mais ainda outros moradores de rua para que estes o sustentassem. Com a revolução civil em curso e conflitos em cada esquina perambular pelas ruas até que trouxe algumas vantagens e surrupiar carteiras era uma moleza e assim saciar a fome. Gregório foi informante, espião, guri de recados, proxeneta e escravo de uma velha decrépita por longos anos em uma Madrid em conflito antes que a sorte o alcançasse e sua vida de rico e poderoso fosse enfim um sonho realizado. Calma lá, meu caro leitor. Não vá tirando conclusões apressadas de que o coitadinho ficou rico e viveu feliz para sempre como os personagens das novelas brasileiras.  Até porque, quando a história começa Gregório já é rico e poderoso e está justamente contando sua vida miserável e sofrida antes da fortuna. E demais a mais, todos nós sabemos que ele morre sozinho no final, sem ter tido alguém que o amasse verdadeiramente. E nem estou contando o final do livro para tirar o prazer de quem não o leu ainda. Até porque, não é o final da história que conta (que já está narrado na primeira página), mas o desenrolar da existência de Gregório até o derradeiro suspiro. O que fica mesmo na memória do leitor são os sofrimentos e a miséria (do corpo e da alma). Das festas do anão deformado e de sua vida de rei pouco ficamos sabendo. O que importa aqui é mostrar a condição humana e isto que é interessante no livro.

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Ultimamente tenho me dedicado a comprar (e ler) livros que tenham como pano de fundo fatos históricos e, recentemente comprei na Livraria Saraiva 12 livros nesta linha editorial. Quem me acompanha pelo blog já deve ter percebido esta minha preferência pelas resenhas literárias que aqui tenho postado. Deste lote de 12 livros adquiridos, já escrevi neste espaço meus comentários sobre os livros “O Caminho de Nostradamus” dos escritores Dominique e Jèrôme Nebécourt e “Filha do Amanhecer” da escritora Pauline Gedge. Com este intuito que li A Escriba, de Antonio Garrido. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a narrativa de Garrido. Não que o livro seja ruim ou coisa do gênero, mas eu esperava bem mais. Esperava uma narrativa mais detalhada sobre os conturbados anos da Idade Média com todo o perigo que era viver naquele período em que a Igreja Católica Apostólica Romana dominava o mundo com mão de ferro (e muita lenha para queimar hereges e inimigos). De qualquer forma foi uma leitura interessante, já que é uma mulher a protagonista deste romance. Este fato é importante (uma protagonista mulher) levando-se em conta a época que se passa a história. Com certeza foi o igrediente que me levou à última página. Leitura ideal também para quem gosta de aventuras do tipo “capa-espada” e para quem se dispôs a resolver crimes e assassinatos ao estilo O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Aliás, ambos personagens (Alcuíno de York e William de Baskerville) se parecem muito no que diz respeito a importância que dão aos detalhes e a capacidade de interpretá-los corretamente.

 

A história se passa na Alemanha nos idos dos anos 799 onde Carlos Magno está a vésperas de ser coroado Imperador do Ocidente pelo Papa Leão III para fazer frente aos povos bárbaros e assim ampliar o poder da Igreja Católica em todo o mundo. Nesta época Carlos Magno encarrega Górgias, um ilustre escriba bizantino, a tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. No decorrer do trabalho de tradução deste importante documento, Górgias vai ensinando a sua filha Theresa o seu trabalho intelectual e todo o processo de fabricação de papiros, curtimento do couro e demais etapas relativas ao ofício de respeitável escriba da corte. Todavia, acontecimentos alheios interferem neste trabalho e tudo fica em suspenso até a elucidação de tais fatos. Um acontecimento importante que interferem nesta tarefa é a falsa acusação de que Theresa seria a responsável de ter provocado um grande incêndio nas oficinas dos curtidores de couro. Por todos acreditarem que ela morreu no incêndio, aproveita a chance de fugir da cidade para não ser presa injustamente. Na sua fuga chega à cidade de Fulda onde se estabelece na taberna de uma negra que também é a prostituta da região. Lá vem a conhecer o frade britânico Alcuíno de York que está na região investigando uma terrível epidemia que assola a população.

 

Com o passar do tempo, e por ser uma mulher inteligente que sabe ler e escrever, Theresa se torna uma escriba em um monastério de Fulda com a proteção do frade britânico. Ao ser informada que seu pai está desaparecido resolve voltar para sua cidade natal na companhia de Alcuíno. Começa então a aventura de descobrir o paradeiro de seu pai bem como a investigação na tentativa de solucionar as misteriosas mortes ocorridas na cidade. Com a investigação em andamento, Theresa e Alcuíno se deparam com uma teia conspirativa de ambição, poder e morte. Todos são suspeitos e cada um esconde um segredo. Com seu faro de detetive e a perspicácia de observar pequenos detalhes do cotidiano da cidade Alcuíno vai solucionando um fato aqui e ali e fechando o cerco sobre os responsáveis pelos assassinatos ocorridos no monastério e na cidade. Inúmeras reviravoltas e alguns suspeitos desaparecidos depois, a investigação volta sempre para a estaca zero e tudo precisa ser repensado e novas investigações realizadas. Uma verdadeira luta de gato e rato na escuridão da Idade Média. Doenças, mortes, miséria, fome e fogo perseguem a todos e só os poderosos do clero estão a salvos. Ou não.

 

Solucionar o desaparecimento de Górgias, provar a inocência de Theresa no incêndio da oficina, descobrir os responsáveis pelos assassinatos e envenenamentos da população e, acima de tudo, descobrir qual a verdadeira importância do pergaminho para a cristandade (e onde ele se encontra, evidentemente) são as perguntas que irão levar o leitor à última página.

 

Em uma entrevista, Garrido justificou a razão porque escolheu uma mulher para ser a heroína de seu romance:

 

“Elegi uma mulher para ser protagonista porque são elas as grandes esquecidas da História. Queria uma mulher de carne e osso, enfrentando as dificuldades que haviam na Idade Média, onde a vida dos homens valia pouco ou quase nada. Theresa tem ânsia de aprender, de sobrepor-se às adversidades, de lutar por seus sonhos e conhecer a cultura que lhe estava vetada”.

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Na trilha do cinema a homenagem ao compositor italiano Dario Marinelli (21 de Junho de 1963) responsável pelas trilhas sonoras dos filmes: Irmãos Grinn (2005); Orgulho e Preconceito (2005) que chegou a ser indicado ao Oscar como Melhor Trilha Sonora; V de Vingança (2006); Desejo e Reparação (2007) tendo recebido o Oscar em 2008 como Melhor Trilha Sonora; Estão Todos Bem (2009); Alexandria (2009) premiado com o Goya em 2010 como Melhor Música Original e indicação ao Cinema Writers Circle Awards (Espanha) também como melhor música.

As Trilhas que vamos ouvir são do filme franco-britâncio, de 2005 Orgulho e Preconceito, dirigido por Joe Wright com Keira Knightely, Matthew Macfadyen, Rosamund Pike, Simon Woods, Donald Sutherland e Branda Blethyn.

Love Letter’s

 

Rubbie’s Note

 

Clair de Lune

 

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Veja abaixo a relação dos 20 Filmes Mais Locados em Julho de 2011 na Moviola Vídeo:

1º Rio

2º 127 Horas

3º Amor & Outras Drogas

4º Desconhecidos

5º Além da Vida

6º Cisne Negro

7º O Ritual

8º Vovó Zona 3

9º Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I

10º Um Parto de Viagem

11º Passe Livre

12º A Origem

13º Incontrolável

14º O Último Templário

15º Atração Perigosa

16º Cyrus

17º Os Outros Caras

18º As Viagens de Gulliver

19º 22 Balas

20º Tron

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