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Archive for setembro \30\UTC 2011

O Livro como arma contra o terrorismo e a ignorância

A Terceira Xícara de Chá narra às aventuras (e desventuras) de Greg Mortenson um alpinista que construiu escolas no Paquistão e no Afeganistão para combater o terror com educação. Mortenson queria chegar ao topo da montanha K2 considerada a mais perigosa do mundo. Mas a senhora do destino tinha outros planos para este americano duas vezes indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Ele falhou na sua jornada a poucos metros de seu objetivo e teve que regressar por outros caminhos até perder-se quase ao pé da cordilheira.  Não conseguiu atingir o topo da montanha K2, mas elevou milhares de crianças e jovens (principalmente meninas subjugadas) ao topo da montanha chamada Esperança para que elas pudessem, através da educação, trilhar seus próprios caminhos e não serem mais massa de manobra de terroristas e aproveitadores de toda ordem. Deu a estas crianças a possibilidade de lutar por um futuro melhor e a atingirem seus limites além de suas fronteiras de submissão, abandono e sofrimento. Suas armas: Os livros!

Em setembro de 1993 Greg Mortenson foi obrigado a abandonar seu projeto de chegar ao pico da K2 e, ao descer a montanha, perdeu-se de seu grupo e chegou à aldeia Korphe, no nordeste do Paquistão completamente desorientado, ferido, exaurido pelo cansaço, pela fome e sede. Foi acolhido pelo líder Haji Ali com a saudação “As-salaam Alaaikum” (a paz esteja contigo) em seguida lhe foi servida uma xícara de chá. Para agradecer a hospitalidade recebida, prometeu construir uma escola na região para atender as crianças que não tinham onde estudar. Feita a promessa e já nos Estados Unidos começaram a surgir às perguntas: Como conseguir dinheiro para a empreitada? Por onde começar? O que fazer? Muitos questionamentos e nenhuma ação prática. Para quem não dispunha de dinheiro e capacidade administrativa, profissional e principalmente capacidade financeira para realizar a empreitada, a tal promessa foi ficando cada vez mais difícil de ser cumprida.

Enfrentar uma cultura que não valoriza a educação de meninas, um governo (e seus líderes religiosos) que não disponibiliza condições de aprendizado e muito menos a construção de escolas foi um trabalho árduo que Greg enfrentou. Isto sem contar as dificuldades de acesso às regiões agrícolas remotas onde seria preciso levar o material de construção. Depois seria preciso encontrar pessoas preparadas e dispostas a erguer as escolas e principalmente professores qualificados para ensinar as crianças. Foi preciso convencer líderes religiosos locais e chefes de famílias da importância do ensino de suas crianças. Até mesmo pagar propina para uns e outros e uma série de dificuldades burocráticas para erguer a primeira escola no Paquistão.

A primeira escola levou três anos para ser construída. Para quem não tinha um dólar furado no bolso e dormia no banco de trás de seu carro para não pagar aluguel e trabalhando feito um condenado como enfermeiro para economizar uns trocados diria que foi bem rápido. Não fosse a promessa a um povo que acreditou na sua palavra e esperava a construção da escola, Greg provavelmente seria outra pessoa e não teria construído um novo destino para milhares de crianças no Paquistão e no Afeganistão. Para conseguir dinheiro resolveu fazer palestras sobre alpinismo e as dificuldades dos povos da região próximos a montanha K2. Escreveu mais de 500 cartas (a grande maioria em máquinas de escrever portátil) pedindo apoio financeiro para líderes políticos, celebridades da música, cinema, editores, jornalistas e trabalhava horas extras intermináveis para arrecadar dinheiro para seus projetos. Quando conseguiu erguer a primeira escola com todas as dificuldades começaram a surgir algum dinheiro extra e um bom financiador sugeriu que ele construísse uma fundação para construir mais escolas. Foi criado então o Instituto da Ásia Central com o objetivo não só de construir escolas, mas de realizar todo um trabalho para que as crianças tivessem acesso a elas.

Greg Mortenson

Durante mais dezessete anos Greg Mortenson construiu escolas no berço do Talibã e refúgio da Al-Queada. Sozinho declarou guerra às raízes do terrorismo – pobreza e ignorância – fornecendo uma educação equilibrada e não-extremista. Por contrariar interesses, foi vítima de seqüestro por uma semana por militantes extremista e recebeu fatwas de mulás enfurecidos. Foi ameaçado de morte por norte-americanos que o consideravam um traidor quando do atentado de 11 de Setembro de 2001. Mortenson nunca desistiu de seu sonho e ainda continua construindo escolas porque acredita que só assim é possível combater o terrorismo e ajudar crianças a terem um futuro melhor através da  educação. O Instituto da Ásia Central já construiu 131 escolas nas áreas rurais do Afeganistão e no nordeste do Paquistão e 60 escolas temporárias nos campos de refugiados da região.

A terceira xícara de chá do título do livro tem a ver com um provérbio balti (língua falada no norte de Kashemir considerada um dialeto da língua tibetana) que diz “Você se torna parte da família depois de compartilhar a terceira xícara de chá”. Um livro que impressiona pela narrativa de luta de um homem contra todo um sistema que suga milhares de crianças e jovens para o terrorismo. Como alpinista Greg pode ter falhado (será mesmo?), mas como cidadão é merecedor de todas as homenagens pelo trabalho que vem desenvolvendo. Depois dizem que UMA pessoa não faz a diferença…

Mortenson em uma escola no Paquistão

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O filme Filhos do Paraíso é simplesmente comovente! Uma lição de vida e de superação das dificuldades. Amir Farrokh Hashemian dá um show de interpretação na pele do garoto Ali. Uma contundente crítica social que separa pessoas em classes sociais muito distintas e estanques entre si. Uma realidade bastante crua da vida do povo pobre e sofrido do Irã pela lente acusadora do diretor Majid Majidi.

Ali é um menino de nove anos de uma família humilde que acaba de perder o par de sapatos da sua irmã enquanto voltava para casa vindo da sapataria local. Para evitar receber uma bronca do pai ou de colocá-lo na difícil situação de ter que comprar um novo par de sapatos, ele propõe a irmã dividirem o seu tênis para irem para a escola. A princípio, a menina aceita esta maluca armação apesar da correria que isto acarreta a ambos. Sem que a família perceba Zahara vai para a escola com o tênis do irmão enquanto ele fica aguardando, ansioso,  seu retorno para sair em disparada para o colégio com o tênis no pé. Bem gasto por sinal.

Esta armação vai bem apesar da correria e dos constantes atrasos de Ali na escola.

Por conta desta correria toda e, na tentativa de encontrar uma forma de dar um novo par de sapatos à irmã, ele participa de uma maratona cujo prêmio, ao terceiro colocado, é justamente um par de tênis novinho! Assim, nosso herói coloca sua prática de correr pela cidade, a serviço de sua nobre causa. Mas ele não tem muita ambição. Só quer mesmo é chegar em terceiro lugar.

Por tanto esforço chega, infelizmente, em primeiro lugar e chora de desânimo ao perder a possibilidade de ganhar o tal tênis. É comovente vê-lo chorar apesar de ter vencido a difícil maratona. Mas Ali tem uma grandeza de espírito e de luta e sabe, que de alguma forma, fez o que lhe era possível fazer para ajudar a irmã e não ter que pedir ao pai que faça novas despesas por sua causa.

O diretor Majid Majidi consegue fazer uma crítica social contundente ao colocar uma divisão bastante clara entre ricos e pobres. Uma cena que retrata muito bem esta realidade é a forma como Ali e o pai se comunicam com os moradores dos bairros ricos: somente por interfone. Sem contato pessoal, olho no olho. Artificialismo usado pelos senhores nas suas muradas mansões para não tomarem conhecimento do que ocorre à sua volta e da realidade da pobreza que bate a sua porta. Sem contar é claro que ao retratar o bairro operário tudo é cinza e o esgoto corre a céu aberto enquanto que no bairro dos figurões o verde e os jardins dão um colorido às cenas.

Outra cena comovente é o “diálogo” entre as crianças através do que escrevem nos cadernos que vão passando de um para outro no maior silêncio para que o pai não descubra o que estão tramando. Simples, mas de rara genialidade criativa.

 

 

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Como nem sempre é possível visitar os museus ou mesmo encontrar em um mesmo espaço os grandes mestres do surrealismos (e outros nem tão conhecidos assim) é legal ver estes dois vídeos que mostram uma coletânea ingteressante desta escola artística.

 

 

 

 

 

 

Vale a pena conferir e apreciar a capacidade do ser humano em dar asas a sua imaginação e brindar-nos com seus belos quadros. Divirtam-se!

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O Homem Vitruviano Derretendo / Arte: John Quigley / © Nick Cobbing / Greenpeace

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Todas as Cores do amor, dirigido por Elizabeth Gill é um filme de pura sensibilidade e não procura aqui levantar bandeiras contra ou a favor da homossexualidade. Mas retratar os relacionamentos humanos sob todas as perspectivas sem tolos preconceitos. Pessoas que procuram o amor e, acima de tudo, serem felizes. Porque amar e ser amado são os objetivos de todo ser humano. Na incansável busca da felicidade, todas as cores do amor devem ser possíveis.

Tom (Sean Campion) é um professor universitário de seus quarenta e poucos  anos que sente uma necessidade de renovar constantemente seus relacionamentos. Ele tem certo complexo da sua idade e por este motivo procura relacionar-se com mulheres bem mais jovens. Principalmente com suas alunas.  Como é professor de literatura e apaixonado por poesia adota a estratégia de aplicar uma “cantada” bastante original e infalível. Diz ao pé do ouvido de sua próxima vítima: “Peixinhos dourados são seres super felizes. Isto porque a memória deles dura apenas três segundos, fazendo com que cada experiência pareça inteiramente nova” Assim ele leva mais uma para a cama. E este idílio todo não dura mais que três ou quatro meses. É preciso renovar e ele está sempre pronto a aplicar seu charme na aluna mais nova da faculdade.

Um dia Clara (Fiona O’Shaughnessy) encontra Tom beijando Isolde (Fiona Gascott) e percebe que  seu tempo acabou e que seus sentimentos foram por água abaixo. A partir deste momento é desencadeada uma reação nos relacionamentos de todos os personagens deste agradável e por certo comovente filme. Clara abandonada e ferida em seu amor próprio acaba tendo um caso com Angie (Flora Montgomery), uma jornalista lésbica muito passional e ciumenta. Como não deseja um caso duradouro Angie é descartada por Clara que  por sua vez vai procurar consolo com Isolde que nestas alturas também já foi abandonada por Tom. Agora é Angie que procura a companhia de seu melhor amigo Red (Keith McErlean), um homossexual assumido que está mais afim de David (Peter Gaynor) um barman heterossexual que está disposto a fazer de tudo para terminar o namoro com sua garota para cair nos braços de Red.

E assim, numa ciranda, todos estes personagens se apaixonam, se relacionam e se abandonam mutuamente. Pra recomeçar tudo mais adiante num círculo de paixões e desejos. Encontros e desencontros na  bela cidade de Dublin na Irlanda. Excelentes atuações de todo o elenco e como trilha sonora, a boa música brasileira. Bossa Nova, claro! O Brasil é referência musical no exterior por este ritmo contagiante e, neste filme em particular, é quase como um personagem à parte.  A música de Tom Jobim recebeu belíssimos arranjos, por vezes cantado em um português carregado ou duetos em inglês. De qualquer forma, é um prazer ouvir “Desafinado”, “Lamento do Morro”, “Amor em Paz” e a belíssima “Águas de Março” que dá ritmo a este fantástico filme. Aliás, não é à toa que ouvimos “Águas de Março”, no final deste ciclo amoroso.  Afinal, como diz a letra: “são as águas de março fechando o verão é promessa de vida no teu coração” Recomeçar sempre e estar sempre pronto para novos amores. Como diz o próprio slogan promocional do filme em DVD: “A única cura para dor de cotovelo é uma nova paixão”

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Veja abaixo a relação dos 20 Filmes Mais Locados no mês de Agosto de 2011 na Moviola Vídeo:

1º 72 Horas

2º Os Reis da Rua II

 

 

3º O Ritual

4º Desconhecidos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5º Fúria Sobre Rodas

6º Centurião

 

 

7º Sucker Punck - Mundo Surreal

8º Jogos Mortais – O Final

 

 

 

9º Um Jantar Para Idiotas

10º O Último Exorcismo

 

 

11º Rio

12º Passe Livre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13º Cisne Negro

14º Corrida Mortal II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15º 127 Horas

16º Na Trilha do Assassino

 

 

17º Amor e Outras Drogas

18º Um Parto de Viagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

19º Água Para Elefantes

 

20º Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I

 

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