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Archive for janeiro \24\UTC 2012

Mais uma série de Christian Jacq que acabei de ler: Juiz do Egito. Mais uma vez a história se passa no Egito Antigo e os três volumes narram acontecimentos no reinado de Ramsés II – O Grande. O Faraó Ramsés precisa encontrar objetos roubados da esfinge que guarda as três pirâmides para dar continuidade ao seu poder sobre as duas terras. O Baixo e o Alto Egito encontram-se em perigo e uma conspiração está em curso para tomar o poder e aniquilar toda a cultura e os mitos do povo do Nilo. Cabe ao Juiz de uma pequena província chamado Paser descobrir a trama e encontrar os objetos sagrados que servem para que o Faraó possa continuar no trono e manter as tradições milenares.

No primeiro volume “A Pirâmide Assassinada”, Christian Jacq narra a violação da esfinge e o roubo dos objetos sagrados. O Juiz Paser exerce sua função num pequeno vilarejo ao Sul e é nomeado para ser Juiz em Mênfis próximo as pirâmides de Gizé. Por sua integridade, honestidade e coragem sua fama se espalha pela cidade e um ato meramente burocrático o coloca frente a frente com uma grande conspiração que deseja destronar o grande faraó. Nas suas investigações irá encontrar grandes perigos e ser testado em sua honradez e honestidade. Em Mênfis conhece a médica Néféret que também possui os mesmos princípios éticos e profissionais. Seus auxiliares são um Macaco muito bravo, um policial violento e seu amigo de infância Suti que prefere resolver tudo na ponta da flecha.

No segundo volume “A Lei do Deserto” Jacq descreve as aventuras e desventuras do Juiz Paser e sua esposa Néféret na busca dos objetos roubados e o culpado pelo assassinato de seu mestre e mentor Branir. Por ser um juiz incorruptível cai em algumas armadilhas dos conspiradores, é preso no deserto como assassino de seu grande amigo Branir. Cabe aos seus amigos e sua esposa conseguirem provar sua inocência e descobrir toda a trama que colocará o Egito como um governo meramente capitalista sem levar em conta toda sua mitologia e crenças religiosas.

 

No terceiro volume “A Justiça do Vizir” o momento crucial dos conspiradores chega ao seu ponto máximo. Os meses transcorrem sem a solução do enigma e o poder do Faraó está prestes a ser destituído para benefício de Bel-Thran chefe das Duas Casas Brancas (ministro das finanças) e porta-voz dos conspiradores. Paser, por sua competência é nomeado Vizir do Egito e declara uma verdadeira batalha para tentar acabar com o poderio de influências de seu grande inimigo Bel-Thran. Muitos assassinatos, golpes de toda sorte e ações de traição vão minando pouco a pouco o poderio e a influência de Ramsés e seu Vizir. O tempo passa inexoravelmente sem uma solução à vista. É preciso encontrar o pergaminho para a festa de regeneração do Faraó e assim manter seu poder das duas coroas. Com a nomeação de médica chefe do Egito Néféret tenta desesperadamente colocar um pouco de ordem no sistema de saúde do país apesar dos contratempos e artimanhas do inimigo. Suti fugiu para a Núbia e acredita que Paser o abandonou a própria sorte e juntamente com sua amante Pantera enfrenta outros inimigos poderosos e possíveis aliados da teia de conspiradores do Faraó.

Além de precisar encontrar os artefatos sagrados, Paser e seus amigos precisam encontrar “o devorador das Sombras” que está tentando matá-lo e é o responsável por inúmeros assassinatos. As festividades da regeneração do Faraó se aproximam e o poder do Faraó já está numa situação bastante crítica. Bel-Thran já se dá como vencedor desta luta e dá sinal que o verdadeiro inimigo ainda não foi descoberto e que ele é apenas um porta-voz dos conspiradores. Sem o pergaminho sagrado é o fim do Egito e uma nova era para o povo do Nilo. Uma era de sofrimento, escravidão e o desrespeito ao sagrado e aos mitos milenares.

 

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Este “Desafio Literário” eu criei no Facebook com o intuito de fazer os meus amigos postarem comentários sobre seus livros. Infelizmente não teve a aceitação que eu esperava… Todavia, estou respondendo aos desafios que eu tenho respostas válidas.

Segue abaixo os primeiros cinco desafios.

 

1º O primeiro livro que você leu

O primeiro livro que li foi “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas. Com certeza não foi minha primeira leitura, já que vivia lendo gibis, revistas, etc… etc… Mas livro, mesmo na concepção da palavra foi O Conde de Monte Cristo quando eu tinha uns doze ou treze anos. Lembro que no recreio a professora se aproximou de mim e disse:

– Como tu gostas muito de ler, vou te emprestar este livro. Sei que vais gostar.

Nunca mais parei…

Muitos anos depois, recebi este livro de presente do meu irmão.

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

 

2º – Um Livro Inesquecível

Este desafio é difícil já que são muitos e muitos livros inesquecíveis neste tempo todo, mas como tem que escolher um vamos lá. A Montanha Mágica, de Thomas Mann. Este livro eu reli três vezes sempre com o mesmo encantamento.

Este romance trata da condição humana. Diálogos fantásticos e personagens que procuram o significado da vida, da morte, do amor e o tempo. Conflitos morais, políticos, sociais, econômicos, psicológicos entrelaçam-se continuamente neste ambiente propício para a reflexão. Afastados do mundo que os rodeiam, estes personagens discutem a vida e a passagem do tempo. Tudo é motivo para longas e interessantes discussões. Mas prepare-se é um livro para reflexão e com muitas e muitas páginas.

A Montanha Mágica, Thomas Mann 

 

3º – Um Livro Que Você Leu Mais de Uma Vez

Tenho o hábito de voltar sempre aos mesmos livros! Vários livros já reli mais de uma vez.

O último livro foi ”O Senhor dos Anéis” . Existe no mercado edições em separado: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e o Retorno do Rei. O que ganhei de presente veio com as três edições juntos num livro.   São mais de 1.200 páginas! Verdadeiro exercício de força e musculação para ler (risos). Nada prático, diga-se de passagem.

O Senhor dos Anéis (Trilogia) – J.R.R.Tolkien

 

4º Um Livro Que Você Já Leu Mais de Duas Vezes

Um verdadeiro épico da evolução humana desde os homens das cavernas até os tempos atuais. A criação das religiões, as guerras pelo poder espiritual, os conflitos tribais e de povos. Um grande apanhado da história da humanidade com uma narrativa brilhante e contagiante.

Michener consegue prender o leitor neste trabalho arqueológico muito bem tramado. É possível entender um pouco a nossa própria história e o surgimento dos mitos e dos heróis.

A Fonte de Israel – James Michener

 

5º – Um Livro Que Você Já Leu Mais de TRÊS Vezes

Tenho vários livros de Gibran Khalill Gibran e, vez por outra, releio suas obras inspiradoras. Claro que o livro que mais pego na estante é “O Profeta”.

Sempre é possível descobrir uma nova ideia, um novo argumento ou um pensamento que passaram despercebidos nas leituras anteriores. Também é reconfortante ler suas histórias e seus ensinamentos.

Longe desta ideia de livro de auto-ajuda, Gibran é um farol que ilumina nossa mente e nos leva a refletir sobre a existência humana.

Sempre busco em suas páginas conforto para alguns momentos da vida e inspirações para decisões mais sensatas.

Ler Khalil Gibran sempre é um grande prazer.

O Profeta – Khalil Gibran 

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Em momentos cruciais da vida somos levados a ações e comportamentos diferentes das nossas ações cotidianas. Conceitos e “preconceitos” sobre pessoas, seus estilos e filosofias de vida são questões e visões que se confundem e podem, em determinado momento, modificar nossa própria concepção do que é certo e errado e levam-nos a modificar e aceitar as diferenças de cada um. Na guerra esta “percepção” do outro e a sua aceitação é mais contundente e visceral ainda. Vários filmes já trataram deste tema. Uma pessoa insignificante, egoísta e mesquinha transforma-se em herói ao enfrentar um inimigo muito superior em força e brutalidade. Por outro lado, heróis tornam-se covardes na mesma situação. A velha questão de que só em situações limites o ser humano mostra sua real personalidade e caráter. Na hora do perigo é que o ser humano mostra-se inteiro e descobre sua verdadeira força e descobre igualmente sua capacidade de fazer a diferença e mudar o seu próprio destino e o destino de outros. Ou não, claro! Esta é a grande questão retratada no filme As Flores da Guerra (The Flowers of War), brilhantemente dirigido por Zhang Yimou.

A 2º Guerra sino-japonesa de 1937, também conhecida como “O Massacre de Nanquim (Nanjin) é o pano de fundo desta trama muito bem elaborada. Direção de arte perfeita, figurinos na medida certa e interpretações acima da média (em se tratando de atores novatos). A participação de Christian Bale serve mais como “isca” para atrair o público ocidental, mas não compromete o trabalho como um todo. O filme tem ótimas cenas de guerra com uma câmera nervosa e efeitos especiais de primeira qualidade. Muito sangue, escombros, mutilações e uma fotografia de primeiríssima qualidade tornam o filme “As Flores da Guerra” em um grande espetáculo e leva o espectador a sentir na própria pele as sensações de extremo perigo dos personagens retratados na tela. Destaque especial para Huang Tianyuan como o garoto George que rouba as cenas em que aparece.

John Haufmann (Christian Bale) é um agente funerário que chega a Nanquim para preparar o enterro do padre da paróquia justamente no momento em que a cidade está sob o domínio dos japoneses. Na igreja, John percebe que é o único adulto entre 13 meninas estudantes de um convento “protegidas” pelo garoto George, órfão que fora adotado pelo padre e que também residia no convento. Para fugir da brutalidade dos invasores e dos estupros praticados pelos soldados, 12 prostitutas de um bordel próximo procuram refúgio na igreja. Uma situação insólita: garotas do convento convivendo com prostitutas, um coveiro estrangeiro e um garoto órfão. Como administrar esta turma e como resolver conflitos e, acima de tudo, sobreviver a esta tragédia será uma árdua tarefa para o “padre” John.

A princípio, Haufman quer tirar vantagem das prostitutas e dinheiro para dar o fora da cidade. Pensa na sua própria segurança e não vê como poderia salvar as 12 meninas e as 13 prostitutas. Como levá-las para fora do conflito sem cair em uma cilada e colocar em perigo todas elas? Na convivência entre dois grupos tão antagônicos as personalidades vão se fundindo e o perigo as torna todas iguais. Medo, angústia e sofrimento levam o grupo a perceber que só com a união de todas será possível a salvação.

Com a invasão da igreja por um oficial japonês (que deseja que as meninas façam um concerto coral para os oficiais) a situação torna-se cada vez mais difícil já que é de conhecimento de todos que o tal “concerto” nada mais é que uma grande festa para os japoneses estuprarem as meninas do convento. Prontas ao suicídio por não aceitarem participar do tal concerto uma situação limite se estabelece entre as 13 meninas e as 12 prostitutas. Como evitar tal “concerto”? Uma situação realmente bastante difícil onde o heroísmo, o amor ao próximo e a valentia serão colocados à prova.

Um filme que vale a pena assistir e refletir sobre a nossa capacidade de enfrentar situações limites. Como reagiríamos em uma situação semelhante? Seríamos o herói ou o covarde numa guerra? Nada é o que parece e preconceitos vão à lona nesta história muito bem contada. As Flores da Guerra é uma produção que se pode refletir sobre vários aspectos e em diversas perspectivas. Para quem curte um bom filme de guerra vai encontrar muitas explosões, tiros e sangue… Para quem procura uma boa história humana e seus conflitos terá uma boa lição de coragem, desprendimento e amor ao próximo. Palmas para Zhang Yimou que soube contar sua história de forma convincente, visceral e comovente.

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Desafio Cinematográfico também é uma brincadeira lançada no Facebook que resolvi aceitar em participar já que a sétima arte é uma das minhas paixões. Vou postar aqui as minhas respostas aos primeiros cinco desafios para quem não acompanha o Facebook. Com o tempo vou publicando as demais respostas.

 

1 –  Um filme que lembre a sua infância

O Primeiro filme que assisti no cinema. O Professor Aloprado com Jerry Lewis. Assisti este filme no antigo “Cinema Marrocos” no final da Rua Getúlio Vargas (ou seria no início da rua???) em Porto Alegre. Mas enfim. Não existem mais cinemas de Rua. Todos eles agora estão em Shopping Center e todos com a mesma “cara” e imparcialidade. Provavelmente não foi na estréia do filme que é de 1963 e eu, com certeza, não tinha 6 anos quando o assisti.

Antigamente os filmes voltavam em cartaz depois de um tempo e devo ter ido ao cinema numa destas reapresentações. Fui com minha mãe, meu irmão e uma turma de parentes (primos, tias). Lembro de ter ficado bastante impressionado com a experiência. Principalmente com a transformação do Professor Aloprado em Galã conquistador.

Professor Aloprado

2 – Um filme que marcou a sua adolescência

Não diria um filme especificamente, mas todos os filmes da série Matt Helm interpretado pelo cantor/ator Dean Martin. Matt Helm era uma versão americana do agente 007. Adorava assistir estes filmes!

Hoje estes filmes parecem tolos e infantis, mas para a época (década de 60/70) faziam muito sucesso em razão das conotações eróticas e libidinosas do personagem. Eram divertidos, engraçados e o charme de Deam Martin dava um toque todo especial. Um agente mulherengo, muito esperto e que sempre acabava na cama com a inimiga, que sempre era muito gostosa, claro!

Aqui a abertura de um filme da série.

Matt Helm 

 

3.      Um Filme Que Passe Na Sessão da Tarde e Que você Adora

Este é um clássico e acredito que está na lista de todo mundo hehehehe. Gosto sobretudo desta cena.

Curtindo a Vida Adoidado

 

4 – Um Filme Que Você Considere um Clássico

Pode não ser um clássico na concepção dos críticos cinematográficos, mas é, com certeza, um dos filmes que eu mais revi e, portanto, é um verdadeiro clássico para mim. Não tem ano que eu não reveja este filme pelo menos umas duas ou três vezes desde que o adquiri pela primeira vez em VHS. Só no cinema eu vi este filme quatro ou cinco vezes. Sim, antigamente os filmes voltavam em cartaz…

A Primeira vez que eu vi este filme eu fiquei extasiado. As luzes se acenderam… Os créditos subindo… A trilha sonora tocando e eu ali parado em lágrimas. A outra sessão começou e eu ali sentado em prantos. Assisti novamente com a emoção maior ainda. Dois dias depois voltei e revi. Quando o filme voltou em cartaz tempo depois resolvi rever mais duas vezes.

Quando montei a locadora procurei imediatamente o VHS. Até hoje tenho o cartaz original do filme com carimbo da Censura Federal e tudo (sim, existia censura também naqueles tempos de chumbo). Mas não coloquei para locação não (risos). Quando surgiu o DVD comprei uma cópia e liberei o VHS para locação. Quando saiu a versão do Diretor também adquiri e liberei o outro DVD simples. Quando surgiu a versão estendida não pensei duas vezes. Pretendo comprar o Blue Ray assim que eu tiver o aparelho.

Este é um clássico para mim e o filme que eu mais revi. O problema é escolher a melhor cena do filme para figurar neste desafio. Mas vou postar o momento em que Salieri ajuda Mozart a escrever a partitura do Réquiem. Uma síntese perfeita de como Salieri desejava ter a mesma genialidade do jovem Amadeus.

Amadeus 

 

5º – Um Filme de Seu Diretor Preferido

Poderia citar aqui Tarantino, Woody Allen, Almodóvar, Kubrick, Milos Formann e tantos outros. Mas vou postar o diretor cujos filmes tenho mais revisto atualmente.

Não me canso de rever Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar.

Fale Com Ela, Pedro Almodóvar

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O Egiptólogo francês, Christian Jacq é um escritor de sucesso e sua obra consiste, basicamente, em narrar à vida, os costumes e a história do Antigo Egito. Confesso que sou um apaixonado pela obra de Christian Jacq e já li alguns de seus livros. Entre eles estão a Série Ramsés (5 volumes), a Série Pedra da Luz (4 volumes), As Egípcias – Retratos de Mulheres do Egito, O Mundo Mágico do Antigo Egito, A Rainha Sol, Nefertiti e Akhenaton: O Casal Solar e terminei de ler a trilogia A Rainha Liberdade. Estou lendo atualmente O Juiz do Egito – A Pirâmide Assassinada – Vol. I (série composto de três volumes).

A leitura das narrativas do Antigo Egito escritas por Christian Jacq são fascinantes porque ele consegue transpor para as páginas de seus livros todo o encantamento e toda acultura deste povo milenar. Claro que ele narra fatos “reais” com muitos elementos ficcionais que casam perfeitamente bem e que dão ao leitor uma visão bastante “verossímil” da vida e do cotidiano do povo banhado pelo Nilo. Interessante que as suas histórias são repletas de mitos, lendas e a interferência dos “deuses” nos destinos das pessoas comuns e da corte do Faraó levam o leitor a imaginar-se a andar por aquelas ruas e a “acreditar” nos acontecimentos e nos “milagres” das divindades. Assim como acreditavam os Egípcios.

Para tornar sua narrativa mais atraente e sem ter a necessidade de ser didático (afinal, não se tratam de livros de história) Jacq altera um dado aqui e ali… Muda a grafia de alguns nomes e não segue a risca cronologias de fatos reais. Seu objetivo é, antes de tudo, criar uma obra de ficção baseada em fatos reais. Com seu vasto conhecimento sobre o Antigo Egito, ele se utiliza desta sabedoria para criar um pano de fundo bastante amplo e o mais aproximado possível do cotidiano do povo do Egito e assim criar uma atmosfera bastante crível onde possam circular seus personagens e inventar suas histórias. Mas nada que prejudique a visão geral da magia e da cultura deste povo que dominava o mundo nos primórdios da civilização humana.

O Primeiro Volume da Série Rainha Liberdade intitulado “O Império das Trevas” narra o Egito sob o domínio Hicso com o Imperador Apópis a comandar as duas terras (O Baixo e o Alto Egito). Com o povo escravizado e a sua cultura em declínio a princesa egípcia Ah-hotep (em egípcio Iân-Hotep, que significa “a Lua está satisfeita”) resolve lutar contra a tirania hicsa e libertar seu povo do domínio estrangeiro.

Uma luta desigual, diga-se de passagem, já que o país está sob forte domínio e o exército Egípcio inexistente. Ninguém acredita em liberdade e muito menos na possibilidade de lutar com um poder tão avassalador e muito bem preparado e equipado militarmente. Mas Ah-hotep resolve, com a ajuda dos Deuses e de seus amuletos, enfrentar este desafio e tornar seu povo mais uma vez donos de seus próprios destinos.

O Segundo Volume intitulado “A Guerra das Coroas” Ah-hotep continua a não ceder ao domínio de Apópis e a manter Tebas a única cidade que conserva a independência. Para enfrentar o inimigo, a princesa criou uma base secreta onde são formados soldados com capacidade de enfrentar o poderio dos hicsos. No primeiro assalto contra o inimigo, Ah-hotep fica viúva e seu filho mais velho, Kamés é coroado Faraó. Entre uma batalha e outra o exército rebelde vai ganhando forças e algumas batalhas. O povo começa a acreditar que é possível vencer o inimigo e mais soldados e aliados vão surgindo pelo caminho.

Apópis erra ao não dimensionar corretamente as pequenas vitórias da rainha e seu filho faraó e resolve esperar que o exército se aproxime de Auaris (capital Hicsa e centro administrativo do Egito ocupado) para finalmente exterminar os rebeldes. A guerra se estende por longos anos e muitas armadilhas de ambos os lados. Os Deuses interferem a favor de um e a favor de outro nesta guerra de escravos e dominadores, Deuses e humanos… Uma narrativa brilhante dos acontecimentos desta guerra que parece nunca terminar e que é preciso ter fé na liberdade. A guerra pelas duas coroas (a branca e a vermelha) está no auge e as páginas se sucedem numa narrativa brilhante.

 

 

No terceiro e último livro da série, “A Espada Flamejante” os Hicsos continuam a reinar o norte do país com grande brutalidade e Ah-hotep segue conquistando grande parte do sul. Com a vitória de várias batalhas no Sul, o exército dos rebeldes vai tomando coragem para o grande desafio de invadir a fortaleza de Auáris e destronar o imperador Apópis e libertar todo o Egito do jugo Hicso. Entre uma batalha e outra e a divisão do exército para lutar em duas frentes a guerra segue cada vez mais decisiva. Enfrentar Apópis em sua capital e evitar que aliados do imperador venham em seu socorro. Ahmés, o segundo filho da rainha, é agora o novo Faraó, visto que seu irmão Kamés fora envenenado por um espião infiltrado na base rebelde.

A guerra se aproxima do final e o Egito começa a respirar o ar da liberdade. É preciso reconstruir o país, os templos e organizar as festividades e oferendas aos Deuses que ajudaram nesta batalha. A cultura precisa ser preservada e a confraria da Pedra da Luz é criada pela rainha Ah-hotep (este grupo de escultores, pintores e escritores foi amplamente narrado na série A Pedra da Luz).

A coragem de uma mulher que acreditou que era possível vencer um inimigo muito mais poderoso militarmente é à base desta série. Sem a rainha Ah-hotep, o Vale dos Reis não teria existido. O Egito não teria vivido o período de esplendor do Novo Império e muito menos teria conhecido seu mais glorioso faraó: Ramsés, o Grande.

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Desafio Musical é uma brincadeira lançada no Facabook do qual eu participo. Vou postar aqui os primeiros cinco desafios para quem não acompanhou no FB ou queira rever.

Posteriormente vou publicando os demais desafios na medida em que for postando no Facebook.

 

1º – Uma música que te lembre a sua infância

Na realidade era uma música francesa, mas depois de muito procurar não consegui encontrá-la já que não lembro o título e o intérprete.

A primeira vez que ouvi esta música foi pelos alto-falantes de uma exposição no bairro Menino Deus em Porto Alegre onde começou a ser realizada a expointer (ou algo do gênero). Lembro que eu tinha um anel (destes que vinham em um doce qualquer) e ao movimentá-lo a figura se modificava.

PS: Naquele tempo se ouvia Frank Sinatra nas Rádios!

Frank Sinatra – Something Stupid

 

2º – Uma música que você ache engraçada.
Esta música não só é engraçada como hilária. Assim como seu intérprete e compositor!

Genivaldo Lacerda – Severina Chique-chique

 

3º – Uma música que te faça dançar


Bem, é impossível não ter vontade de dançar ao ouvir as grandes Big Bands. Não que eu seja um Fred Astaire. Longe disso… Mas que dá vontade dá.

Blue Moon – Glen Miller 

 

 4º – Uma Música Que Você Saiba a Letra Toda

Não tem como não saber a letra da canção DETALHES, de Roberto e Erasmo Carlos. Aliás, a melhor composição da dupla. Gosto muito das composições do Roberto anteriores a década de 80.

Detalhes – Roberto Carlos 

 

5º – A música com um dos seus solos preferidos.
O Milionário – música executada pelo conjunto “Os Incríveis” foi, provavelmente, um dos primeiros “solos” de guitarra que houvi e por esta razão resolvi colocá-lo neste desafio. Hoje meu estilo musical mudou bastante, mas vou postar este mesmo em homenagem aos bons tempos…

O Milionário – Os Incríveis

 

 


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