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Archive for março \21\UTC 2013

No período da Semana do Livro, de 18 a 24 de abril, várias entidades se mobilizam para promoção de ações que sensibilizem a sociedade e o governo para a valoração do livro e da literatura no imaginário coletivo. Desde 2005, a Câmara Rio-Grandense do Livro elabora e divulga as atividades implementadas através de seu site, que podem ser enviadas até dia 31 deste mês.

Pessoas, escolas, bibliotecas e entidades que queiram apresentar atividades de promoção de leitura podem enviar e-mail para agenda@camaradolivro.com.br. Também são aceitas sugestões por fax (fone 51 3286-4517) ou carta. Os envelopes devem ser endereçados àValdeci C. de Souza – Câmara Rio-Grandense do Livro, Praça Osvaldo Cruz, 15 / conjunto 1708 – CEP 90030-160.

Os interessados devem se identificar, informar dados para contato, descrever sua sugestão, título, tipo, local, data, horário e público-alvo. São bem-vindas todas as manifestações.

 

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Semear sonhos, colher sorrisos e emocionar. Compartilhar histórias lúdicas e fantásticas e assim tornar a realidade mais branda e feliz.
Pessoas iluminadas de beleza e sentimentos, os contadores de histórias povoam o imaginário infantil e abrem portas literárias para novos leitores.

Parabéns aos meus amigos contadores de histórias!

 

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Paloma é uma criança de onze anos que pensa em suicídio. Aliás, não só pensa como pretende executar seu plano no dia em que completar doze anos de vida. O espectador sabe deste desejo nos primeiros minutos do filme Porco Espinho, dirigido por Mona Acheche e brilhantemente interpretado por Garance Lê Guilhermic na pele da suicida Paloma Josse.

No decorrer dos 100 minutos da projeção, cabe ao espectador procurar entender as razões que levaram esta bela e inteligente menina a chegar a esta desesperadora situação e a colocar fim a sua curta existência. De princípio, notamos que ela vive confortavelmente e que sua rica família lhe disponibiliza o melhor dos mundos com educação primorosa, curso de japonês e uma existência sem grandes percalços. Não percalços financeiro pelo menos.

Para entender Paloma é preciso, portanto, conhecer as relações da menina com a sua família e as pessoas que circulam a sua volta. Em não sendo a situação econômica que a aflige, voltemos então nossa atenção para a sua família: A mãe é uma neurótica que há 10 anos faz psicanálise e é uma mulher egocêntrica e alienada que conversa com as plantas e não dá a mínima importância para a existência da filha. O pai, um burocrata de alto cargo público, idem. Não que ele fale com as plantas, mas igualmente ignora a rotina da garota. Sua irmã mais velha é fútil e vive igualmente no seu mundo particular.

Assim, temos uma Paloma a circular no seu luxuoso apartamento ignorada por todos. Sabemos que muitas crianças vivem em situações muito piores que ela e nem por isso pensam (e desejam) dar cabo de suas vidas. O problema de Paloma (ou a sua idéia de futuro) é que ela não quer ter uma vida medíocre como a mãe; uma existência de rotinas do pai e a futilidade existencial da irmã. Como quebrar este círculo e este futuro que a espera? Sem perspectiva alguma e sem encontrar motivos para continuar vivendo, Paloma resolve então acabar com a própria vida.

Como todo suicida, ela também procura encontrar uma saída e alguém que a salve deste trágico fim. Sua filmadora é, neste particular, sua tábua de salvação. Filmar a vida alheia pode, quem sabe, dar-lhe outra dimensão de sua realidade e uma outra perspectiva de futuro e de caminhos a seguir. Aliás, uma boa alternativa para encontrar soluções para problemas, aparentemente insondáveis, é ver o problema de longe, sob outro prisma. E esta filmadora foi para Paloma esta ferramenta de distanciamento que ela precisava para ver sua vida sob outro ângulo. Perceber a vida alheia serviu para mostrar-lhe as inúmeras possibilidades de vida e de soluções para problemas aparentemente sem solução. Claro que ela não tinha noção de nada disso e esta vida de voyeur juvenil foi razão para continuar vivendo. Este pensamento ocorre ao espectador. A mim me ocorreu pelo menos.

Quando ela direciona a câmara para o espectador e nos filma a todos a observá-la, percebemos a humanidade da menina e seu desespero em encontrar uma saída. Qualquer saída. Uma razão para lutar por sua vida. Um paradoxo interessante de um suicida. Ao filmar o encontro da zeladora de seu prédio com um novo inquilino Paloma acompanha o renascer de um companheirismo e um amor a que ela não está acostumada a presenciar e vivenciar. Acompanhar este relacionamento e seu desdobramento vai surgindo na alma da garota uma dúvida de que a vida pode ter inúmeras possibilidade de vivências e que é possível fazer seu próprio destino. A Dúvida se instala e lutar pode ser possível. Um outro mundo é possível.

Filosoficamente falando, Paloma procura resposta a seguinte pergunta: É possível modificar o destino e ser dono do próprio futuro? De câmara em punho, a filmar a vida alheia, ela busca incessantemente responder a esta vital questão.

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Prata do Tempo, de Leticia Wierzchowski é um daqueles livros que você não percebe a passagem do tempo. Ou sente a passagem do tempo com emoção.

Imagine uma casa enorme feito um labirinto. Muitos cômodos, portas, janelas e, a habitar esta casa, muitas pessoas e suas histórias de vida e morte. A Saga da família Serrat narrada de forma contagiante pela escritora (e porque não dizer poetisa) Letícia Wierzchowski.

A vida e a morte, de mãos dadas, circulam por esta imensa casa a tocar seus habitantes. Ora com alegrias infindas, ora com tristezas homéricas. Homens, mulheres, crianças e os criados convivem – e sentem – todos os momentos desta convivência por vezes turbulentas e, por vezes numa pasmaceira de dar sono.

Acompanhar os destinos destes personagens e sentir suas alegrias e angústias deixa no leitor uma sensação de ter vivenciado igualmente todas estas emoções.

Um livro que recomendo.

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O filme Hitchcock, dirigido por Sacha Gervasi nada mais é que os bastidores da produção de Psicose dirigida pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock.

O filme é divertido e, após assisti-lo, nada me acrescentou sobre a personalidade do grande Hitchcock que já não sabia pela literatura e notícias vinculadas sobre o diretor durante décadas. Suas manias, fixações por loiras, perfeccionismos nas cenas de suspense, etc… etc… etc…

Para ser franco o filme é bem chatinho. Anthony Hopkins, no papel do velho mestre, é caricato e sua maquiagem – ao exagero – não me permitiu ver o personagem título. Ou melhor, dava para ver Hopkins querendo se passar por Htichcock.

Em nenhum momento consegui deixar de ver o ator Anthony “interpretando” Alfred. Ficou muito estranho aquela maquiagem pesada e aquelas caras e bocas para parecer o mais fiel possível ao diretor de Psicose.

Exceto a recriação da famosa cena do Chuveiro com Scarlett Johansson e a bela interpretação de Helen Mirren o filme me cansou.

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