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Archive for the ‘Caracteres Artísticos’ Category

Como nem sempre é possível visitar os museus ou mesmo encontrar em um mesmo espaço os grandes mestres do surrealismos (e outros nem tão conhecidos assim) é legal ver estes dois vídeos que mostram uma coletânea ingteressante desta escola artística.

 

 

 

 

 

 

Vale a pena conferir e apreciar a capacidade do ser humano em dar asas a sua imaginação e brindar-nos com seus belos quadros. Divirtam-se!

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O Homem Vitruviano Derretendo / Arte: John Quigley / © Nick Cobbing / Greenpeace

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Amadeu Modigliani

Dia 2 de Novembro último, foi leiloada a tela “A Bela Romana” de Amadeo Modigliani por 69 milhões de dólares (cerca de 117 milhões de Reais) na Sotheby’s em Nova York. Este fato traz novamente a discussão sobre os valores exorbitantes pagos por obras de arte. Parece muito? Mas não é o Recorde no círculo das artes plásticas. Em 2006, uma tela de Jackson Pollock alcançou o preço de 140 milhões de dólares (o equivalente a 238 milhões de reais) em uma venda privada.

Afinal, qual o valor de uma obra de arte? Para alguém pagar preços tão exorbitantes por uma única tela o comprador deve levar em conta inúmeras varáveis e, com certeza, paga toda esta fortuna pensando como investimento. Claro que a “assinatura” da tela conta muito. Chego a pensar que a obra retratada em si não é levada muito em consideração nestes leilões e sim a assinatura no canto da tela. Então a questão é perguntar qual a razão desta ou daquela “assinatura” valer tanto? Neste caso o valor é equivalente ao sucesso que o artista tem nos meios culturais, sua representatividade, a “escola” artística em moda e é claro o poder de investimento do quadro em si. Segundo li, a demanda por obra de arte é muito maior que os quadros disponíveis para leilão ou venda particular. O interesse do público é grande e o “investimento” garantido. Assim, o grande trunfo dos quadros vendidos nestes grandiosos e exorbitantes leilões, dizem mais respeito ao retorno do capital investido do que o amor propriamente dito ao artista e a sua obra. Claro que existem exceções e devem existir compradores que realmente são apaixonados por este ou aquele pintor excepcional e tudo pagam para adquirir suas obras.

Pra falar a verdade, estes valores pagos aos quadros até que não me espanta muito uma vez que quem os adquire tem poder aquisitivo para tanto. Melhor faria se utilizasse este dinheirão todo para contribuir com alguma obra social. Mas isto é outra história. O que realmente me deixa fulo da vida é quando alguém diz algo do tipo “meu filho de quatro anos faria melhor” ao admirar uma obra de Miró, por exemplo, (ou outra tela abstrata ou mesmo expressionista). Tenho ganas de dizer: – Acontece que seu filho não é Miró e não gastou tintas e tintas para encontrar o seu perfil artístico e muito menos estudou uma vida inteira para ser reconhecido e admirado. Pode ser que a obra de Miró (e tantos outros) tenha traços que, a princípio, qualquer um poderia fazer (ou até mesmo uma criança de quatro anos). Mas tente ser um Miró e verá que não é fácil fazer esta assinatura. Existe um passado e uma história por traz deste nome e é preciso valorizá-lo e respeitá-lo. Pode-se não gostar deste ou daquele quadro, mas inegavelmente Miró é um grande artista assim como Modigliani com suas telas retratando o universo feminino. Para chegar a estes traços de reconhecida autoria é preciso estudo, competência e, acima de tudo, técnica apurada e estilo próprio. Ao apreciarmos uma tela de Modigliane (ou mesmo Miró) é possível, antes de lermos a assinatura ao canto, sabermos quem é o autor por seus traços característicos e suas cores predominantes. E isto só é possível através da prática, do estudo e da competência do artista em transmitir sua mensagem e sua beleza artística.

Modigliani, Miró, Picasso, Monet e tantos outros devem e merecem serem reconhecidos e valorizados. Só não me venham dizer que seus filhos de quatro anos fariam melhor!

A Bela Romana de 69 Milhões de Dólares!

 

 

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Impossível não se encantar com a Arte Naif com suas cores primárias, suas formas exageradas e disformes e sua perspectiva peculiar. Por ser uma obra fora dos padrões acadêmicos visto que o artista não é propriamente um sujeito que utiliza as várias escolas existentes dentro do padrão normalmente aceito pelos críticos e pintores que possuem estudo de artes plásticas.  A Arte Naif muitas vezes é confundido como Arte menor ou de pouco valor econômico ou artístico. Mas, por sua aceitação já virou uma escola dentro das artes plásticas e muitos “mestres” já se especializaram nesta área e são valorizados como tal.

Mesmo para quem não conhece a Arte Naif, depois de ver umas dezenas de telas, já é possível reconhecer o estilo dado à peculiaridade dos traços e cores do pintor Naif. A primeira vez que vi um quadro deste gênero de arte confesso que fiquei surpreso. Tive a impressão de estar admirando a exposição de trabalhos escolares feito por alguns adolescentes dado a simplicidade das cores (já que prevalecem as cores primárias sem qualquer nuances). Outro elemento que chamou minha atenção foram os traços das figuras humanas sempre de forma disforme ou desproporcionais, além é claro do “excesso” de elementos numa mesma tela. Com o tempo apaixonei-me pela Arte Naif e sempre que posso recorro à internet para apreciar esta arte magnífica e simples.

A palavra que me vem à mente quando vejo uma pintura Naif é Festa. Parece sempre retratar uma festa, um acontecimento público de confraternização de habitantes de uma vila campestre. Suas figuras humanas são sempre pessoas do campo ou, quando retratados na cidade, mesmo assim se tem uma “visão” ou “impressão” de que são imigrantes do campo. Ou pessoas de uma simplicidade comovente. No todo, apesar dos exageros, é de uma forma tão intensa que é impossível não ficar olhando o quadro por muito tampo para poder assimilar toda a “informação” existente na tela. E cada detalhe remete a outro e a “leitura” que se tem do todo depois é fantástica. O que parecia simplicidade ou falta de criatividade artística torna-se algo superior e mágico.

Poesia é outra palavra que me vem à mente quando vejo um quadro Naif. Natureza também. Apreciar uma pintura Naif é estar de bem com a vida e sentir que a simplicidade é comovente. Procure na Internet outros quadros desta “escola” e comova-se.

Barbara Rochlitz (Brazil), “Playing”, 2007, Oil on canvas, 40×59 cm

Barbara Rochlitz (Brazil), “Tropical Paradise”, 2007, Oil on canvas, 50×70 cm

Eduardo Ungar (Argentina), “A Feast of Flowers”, 2007, Acrylic on canvas, 60×60 cm

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Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade […] Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da educada estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura”.

Anita Malfatti

Sorte a nossa esta menina ter sobrevivido à experiência tão dramática e transformado suas cores em arte apresentando-nos, tempos depois, o “Homem Amarelo”, “A Mulher de Cabelos Verdes” e tantos outros trabalhos de grande importância para as artes plásticas brasileiras. Anita Malfatti nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais a Lucca, na Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da vida. Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta inglesa, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda e no aprendizado da arte e da escrita. Mas tinha outra pedra no caminho da artista: Monteiro Lobato. Um escritor já famoso resolveu implicar com seus quadros e lascou, sem dó nem piedade, uma crítica nada elogiosa para a época:

“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura… Se Anita retrata uma senhora com cabelos geometricamente verdes e amarelos, ela se deixou influenciar pela extravagância de picasso e companhia – a tal chamada arte moderna…”.

Foi um desastre que não deixou de ter sua importância na vida desta mulher já tão calejada. Pouco depois jovens artistas e escritores, possuídos pelo desejo de mudança que as obras de Anita suscitaram, uniram-se a ela, como: Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida no que ficou conhecido como a Semana da Arte Moderna. Nascia assim , em 1922 a arte puramente brasileira sem copismo estrangeiro com Anita Malfatti líder e inspiradora deste movimento.

O Homem Amarelo

O Homem Amarelo

A Mulher de Cabelos Verdes

A Mulher de Cabelos Verdes

Farol

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Fernando Botero nasceu em 1932 na cidade de Medellín, e iniciou sua carreira aos dezoito anos em Bogotá. Passou por Barcelona, Madri, Paris e, no final de 1953, foi para Florença, onde freqüentou a Academia de San Marco. Os dois anos de aprendizagem foram para o artista o período mais importante de sua formação artística.

Sua obra é conhecida por suas figuras rotundas e estáticas. Não só seus personagens são roliços e avantajados, mas os objetos também possuem a forma arredondada. Irônico, debochado e, acima de tudo, um grande artista que utiliza de sua arte para dar seu recado de forma sensível e crítica.

Atualmente a estética em moda são as mulheres extremamente magras ou mesmo anoréxicas. Percebe-se que alguma coisa está errada nesta cultura da fome (sim porque as criaturas só podem estar anêmicas e com fome numa situação destas.  As caras que fazem nos desfiles provam isso).

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O Artista da Solidão

Sempre gostei muito de artes plásticas, mas confesso que existem pintores que não consigo entender suas obras. E ler a tal ficha da obra é algo que não aprecio muito. Até porque, Arte não se explica. Ou se entende o que o artista quis transmitir ou não se entende mesmo. Ou a obra taca você de alguma forma ou não o sensibiliza apropriadamente. Sinal que tal quadro, escultura ou mesmo as tais “instalações” contemporâneas não o motivaram efetivamente. Mas continuo vendo alguns quadros nos museus locais e reproduções na internet sem entender muito bem seu significado. Quem sabe, de tanto olhar e tentar compreender de alguma forma eu venha a entendê-los por osmose. Mas não é algo que me preocupa muito,  pois espero viver muitos anos ainda e adquirir experiência neste campo.

Por outro lado, Edward Hopper foi um artista que me tocou profundamente já na primeira vez que vi a reprodução de seus quadros.  Seu tema é sempre constante:  A solidão ou a melancolia. Tema, por si só, bastante interessante. Hopper consegue transmitir, já na primeira vez que se tem seus quadros à frente, a solidão dos seus personagens. Ou a ausência de qualquer vida humana na paisagem desolada dos postos de gasolina, hotéis, ferrovias e ruas vazias.

Um quadro em particular me chamou muito a atenção: Solitária. Retrata a rotina de uma moça que trabalha num cinema como lanterninha (ainda existe lanterninha nas salas de cinema?). Apesar de trabalhar com o público e ver a “vida” passar por seus olhos todos os dias na grande tela ela está só. Tristemente só. Parece que está a esperar que alguma alma piedosa a retire da sua rotina e da sua solidão. Seus olhos preso ao chão  são de comover a qualquer pessoa que a mire com carinho. Mas quem irá salvá-la da mesmice da rotina? Ela medita… Ela procura… Mas segue só na vida. Invisível a todos à sua volta. Enquanto isto, todos no cinema, estão interessados nos destinos dos personagens imaginários. Nos dias de hoje, se vivo fosse, poderia pintar uma pessoa solitária frente ao seu computador nos sites de relacionamento criando amigos virtuais e os pais na sala de estar, em silêncio, absorvendo a vida alheia.

Edward Hopper e sua temática muito atual. A solidão nas grandes cidades e o distanciamento que a internet e a televisão nos impõem. Amigos e vida virtuais. Solitários, como a moça no cinema.

Abaixo outras obras do artista:  A solidão como inspiração.

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