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Archive for the ‘Caracteres Humanos’ Category

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Na minha infância e adolescência, lembro que sentia medo quando ouvia uma sirene, via passar uma “radiopatrulha” ou tinha que cruzar, na mesma calçada, com alguém de uniforme militar ou policial.Lembro também que, toda vez que passava um veículo com “chapa-branca”, batíamos no ombro da pessoa mais próxima e fazíamos continência. Tenho lembrança ainda do clima de medo no ar e de não entender aqueles números e estatísticas que o regime divulgava na imprensa. Eram dados que mostravam a felicidade do povo, de como éramos uma nação forte economicamente e que nossa indústria e comércio produziam e vendiam bens de consumo ao alcance do trabalhador brasileiro.

Eu assistia a tudo isso e pensava comigo mesmo: Será que só eu não tenho acesso a toda esta riqueza e vivo à margem desta sociedade maravilhosa que a imprensa divulga? Olhava para o lado e via gente mais pobre ainda e vivendo miseravelmente. Realmente não entendia aquelas estatísticas. Pior que não entender a “propaganda oficial” era perceber que os “adultos” não faziam nada contra a mentira descarada (claro que eu não tinha conhecimento, naquela altura da minha vida, da resistência e das pessoas que lutavam contra a ditadura).

Vem deste tempo, minha descrença completa sobre números e estatísticas divulgadas na imprensa. Depois que li 1984, de George Orwell, entendi a armadilha que o regime nos impunha com sua propaganda “Pra Frente Brasil” e toda aqueles inúteis e falsos números.

Medo, insegurança e descrença são sentimentos que lembro daqueles tempos.

Quando você for pensar, cogitar ou mesmo admitir a hipótese da volta dos militares ao poder, peça que alguém da sua família que viveu nos anos de chumbo, conte sua história e a experiência que teve em viver aquele período.

DITADURA NUNCA MAIS!

50 anos do golpe
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Ser Pai

Família Reunida. Sempre!

É bom ser pai numa hora destas.

Receber uma ligação distante e ter a certeza que, de alguma forma, estamos juntos escalando montanhas e trilhando os mesmos caminhos.

Dá-me a certeza que a semente foi plantada em solo fértil e que o fruto, maduro, poderá ser colhido por mãos que a mereçam.

Te amo, meu filho!

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Na última quinta-feira (12/07) segui para a cidade de Glorinha, RS., com minha colega do Greenpeace, Linda para ministrar uma palestra para os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Sarmento.
A iniciativa para a realização deste encontro partiu da professora Lígia Araújo que já realiza com seus alunos atividades voltada para a questão ambiental. A intenção da professora Lígia, da direção da escola e dos demais professores que aderiram de boa vontade a este projeto mostra, de forma inequívoca, que a escola Coronel Sarmento está atenta às questões das mudanças climáticas e da necessidade de engajar seus alunos em comportamentos sustentáveis e de respeito ao meio ambiente.
Na realidade, ministrei duas palestras na Escola de Ensino Fundamental Coronel Sarmento. A primeira turma foi constituída dos alunos da 5ª e 6ª Séries e ocorreu das 8h30 às 10h. Na segunda turma estavam presentes os alunos da 7ª e 8ª Séries e teve início às 10h15 e término às 11h45. Segundo dados fornecidos pela direção da escola estavam presentes, nas duas palestras, aproximadamente 100 alunos.
Além dos alunos, participaram do encontro os professores: Cleber Fernandes, Sabrina Lourenço, Girsela Kauer Linhorelli, Fabiane Costa, Tatiana Gonçalves, Maria Elizabeth Raup, Lígia Araújo e a diretora da escola Sra. Rejane Maria Mödinger. Importante ressaltar que a presença dos professores e da diretora valorizou ainda mais a palestra uma vez que eles levantaram várias questões e formularam inúmeras perguntas aos debatedores.
A professora Lígia Araújo, por diversas vezes, tomou a palavra e fez intervenções bastante coerentes sobre os assuntos tratados e explicava aos seus alunos alguns temas sob a perspectiva da realidade da região. Estas colocações ajudaram a ilustrar a palestra tornando-a mais participativa e abrangente.
Nas duas palestras realizadas na escola, os alunos foram receptivos, atenciosos e mostraram, apesar da pouca idade, uma preocupação ambiental bastante desenvolvida. Prova desta consciência ecológica deu-se em razão das inúmeras perguntas formuladas; dos debates que ocorriam entre os voluntários do Greenpeace e a atenta plateia. Esta preocupação com a sustentabilidade é fruto, com certeza, do trabalho que já vem sendo desenvolvido com os alunos pelos professores e a direção da escola.
Ao final da palestra, distribuí materiais do Greenpeace destinados aos alunos e também material de estudo para a biblioteca para futuras pesquisas e trabalho escolar. Na oportunidade os professores assinaram as petições “Projeto de Lei de Iniciativa Popular Pelo Fim do Desmatamento no Brasil” e  “Brasil Livre de Usinas Nucleares”.
Antes das despedidas, os alunos fizeram questão de serem fotografados comigo  e muitos mostraram interesse pela ONG e suas campanhas. Outros tantos informaram o desejo de, no futuro, tornarem-se também voluntários e se engajarem no ativismo ambiental.
Com certeza esta palestra (e os ensinamentos da escola) plantaram várias sementes que, num futuro bem próximo, dará cidadãos mais conscientes e defensores de uma economia mais sustentável, um planeta mais verde e um povo mais pacífico.

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Depois de uma tarde de domingo de treinamento com nossa Coordenadora e colegas do Green Porto Alegre, acho que estou preparado e pronto para palestras… Não só eu, claro. Outros voluntários presentes ao treinamento também estão haptos para esta importante missão.

Vamos ver qual escola será minha primeira experiência!

Que Deus me ajude hehehehehe

Aliás, qualquer escola pode pedir para receber palestras do Greenpeace. Basta mandar e-mail para greencomunicacao@gmail.com

informando os seguintes dados:

Nome e endereço da escola
Faixa etária dos alunos e para qual série
Data e hora da palestra

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Normalmente são os filhos que trilham os mesmos caminhos dos pais e, pelo exemplo, fazem as mesmas coisas, possuem os mesmos hábitos e, profissionalmente, seguem o mesmo destino. Tem até um ditado bastante conhecido que diz “filho de peixe, peixinho é”.

Comigo aconteceu o contrário! Ter um filho ativista e ambientalista, há mais de três anos, trouxe-me outra perspectiva sobre estas questões ecológicas: A perspectiva de quem está no centro da conscientização e da luta em defesa do meio ambiente. Seguindo o exemplo do meu filho, resolvi também fazer alguma coisa em defesa do ecossistema e partir para a luta e tentar reverter este processo de degradação do planeta. Tornei-me um voluntário do Greenpeace.

Na realidade, já vinha fazendo alguma coisa como ciberativista (no compartilhamento de informações sobre a defesa do meio ambiente nas minhas redes sociais) desde que meu filho começou a atuar nesta área. Ser um ciberativista é uma ação também importante, porque propaga esta informação para um número sempre crescente de pessoas. Além, é claro, criar esta consciência nos meus amigos reais e virtuais.

Desde então, leio muitos artigos sobre estes assuntos e repasso estas informações no Facebook, Twitter e Google+ para que meus seguidores tenham esta mesma informação. Já assinei (e pedi que meus amigos também assinassem) inúmeras petições em defesa das florestas, dos animais, etc… Assinaturas contra energia nuclear, usina de Belo Monte, exploração de petróleo em Abrolhos, e todas as petições e abaixo-assinados repassados pelo Greenpeace e outras ONGs preocupadas com causas ecológicas.

Agora resolvi radicalizar um pouco e fui para a rua protestar como um bom voluntário. Desfilar pela Redenção, num domingo de sol, usando uma camiseta cor de laranja estampada com um sol estilizado em vermelho com a frase “Geração Solar” é algo para não esquecer! Sente só a situação: Eu e minha mulher (sim, ela me acompanhou com o mesmo figurino) caminhando pelo parque segurando um banner enorme com o símbolo nuclear. Em nossas cabeças, uma faixa escrita “Fukushima” e outra faixa preta no braço, em luto, pelas vítimas do acidente no Japão. Para completar o figurino, eu levava ao peito – amarrado com barbante – um cartaz de papelão que tinha escrito à mão a seguinte frase: “10.000 Mulheres Terão Seu Leite Materno Examinado”.

Pois é… Para ser voluntário, nada de timidez (e, no meu caso, ter também uma mulher corajosa e disposta a fazer toda esta “representação” em público). Ser o centro das atenções com uma centena de pares de olhos (e máquinas fotográficas e seus flashes) a nos seguirem por toda parte foi hilário! Lembrei-me quando sai à rua pela campanha das “Diretas Já” e pelo Impeachment do Collor. Sim, eu já fui um revolucionário (risos).

Devo dizer que foi uma experiência reveladora e, para ser sincero, gostei bastante. Nunca fui um cara muito tímido e, ser observado (e fotografado) por várias pessoas, nestes trajes em plena Redenção, não foi nada traumático (risos). Já estou pronto para outra! O mais importante da ação foi levar o protesto contra as usinas nucleares! Se uma pessoa que me viu e resolveu aderir esta ideia de lutar contra este absurdo que são as usinas nucleares valeu toda esta exposição.

No protesto, o Grupo de Voluntários do Greenpeace Porto Alegre, colheu assinaturas para o Projeto de Emenda Constitucional por iniciativa dos cidadãos, a ser submetido ao Congresso Nacional, que pede o fechamento das usinas nucleares Angra 1 e 2, bem como a suspensão das obras de Angra 3 e a desistência das usinas nucleares programadas para serem construídas no Nordeste.

Aproveito a oportunidade para agradecer aos meus amigos voluntários do Greenpeace Porto Alegre por me aceitarem no grupo e que lutam, bravamente, para tornar este planeta um lugar melhor de se viver. Vivência esta que só é possível em harmonia com todo o ecossistema.

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Encante-se em 2012!!

Na minha pré-adolescência sempre ouvia os adultos dizerem que o mundo iria acabar no ano 2000. Como era muito jovem, a previsão catastrófica não me afetava muito já que eu tinha muitos anos pela frente e muitas conquistas a realizar. O tempo foi passando e o famigerado ano 2000 se aproximando… Claro que nesta altura dos acontecimentos o temor (que na realidade nunca existiu… Ou existiu?) foi se abrandando e lá pelas tantas achava tudo muito divertido. O Ano 2012 se apresenta novinho em folha dentro de algumas horas (exatamente 12 horas pelo meu relógio…) e outra previsão do apocalipse paira sobre a cabeça da humanidade. Os Maias prevêem o fim do mundo para o dia 21 de dezembro de 2012 e, diferente da outra previsão, esta não me afetou em nada e nunca parei para pensar seriamente na possibilidade de que isso possa realmente acontecer (bem, nunca se sabe…). Mas não era sobre estas datas apocalípticas que gostaria de escrever neste último dia de 2011. Até porque, ninguém mais leva a sério estas histórias de fim do mundo e tudo mais…

Pensando melhor, acho que é sobre isso mesmo que eu gostaria de tratar nesta reflexão de fim de ano. Não sobre o fim do mundo e estas questões apocalípticas e tudo isso… Mas sobre questões que realmente fazem a diferença na nossa vida e a importância (relativa ou não) que atribuímos as nossas ações, pensamentos e atitudes. Já parou para pensar o quanto perdemos tempo (e energias) cultivando pensamentos e ações por coisas que no fundo, no fundo não possuem a menor importância?  Pois é… E se soubéssemos (e vivêssemos), com a certeza científica, que o mundo realmente iria acabar em 2012? É um exercício interessante esta perspectiva de vida, não é? Imagine viver dando importância ao que realmente interessa e desapegar de coisas (pensamentos e atitudes) que, em última análise, não farão a menor diferença em nossa vida nos próximos anos, nos próximos meses, ou nos próximos quinze dias…

Este tema me leva a refletir sobre “A espada de Dâmocles”. Este mito pertence à cultura grega clássica e conta-nos uma história de fundo moral (como todos os mitos) do cortesão chamado Dâmocles que viveu no reinado de Dionísio I de Siracusa (um tirano do século IV A.C., na Sicília). Dâmocles era um bajulador do rei que acreditava ser muito fácil exercer o poder e levar uma vida afortunada. Um dia Dionísio I ofereceu-se para trocar de lugar com ele apenas por um dia, para que o súdito também pudesse sentir o prazer de toda esta sorte e fortuna. À noite, após um dia inteiro usufruindo os prazeres de soberano, Dâmocles foi homenageado com um grande banquete onde comeu e bebeu à vontade. Lá pelas tantas, viu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo diretamente sobre sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pelo poder e riqueza e abdicou dizendo que não queria nada daquilo. Moral da história: Bem, cada um tem uma moral para esta história… Eu gosto de pensar que Dâmocles dava mais importância a vida alheia do que a sua própria e que desejava aquilo que não possuía e, por esta razão vivia infeliz e insatisfeito. Deixava de levar uma existência feliz perdendo tempo em ser o que não era e ter o que não tinha. Além é claro de retratar a velha questão de que tudo na vida existe responsabilidades inerentes as próprias escolhas e cada um possui a sua quota de dor e alegria. Ou seja, viva com o que você tem e seja feliz com você mesmo.

Assim, a reflexão que gostaria de passar neste final de ano é que não percamos tempo com coisas (e pessoas) insignificantes e que o dia de hoje seja sempre um PRESENTE. Não precisa viver com o temor de que o mundo vai acabar ou que você tenha os dias contados no seu calendário existencial. Muita gente que passou pela experiência de quase morte repensou sua vida e hoje são exemplos de pessoas que dão importância a coisas que antes nem sequer imaginavam importantes. Não desejo que vivamos uma experiência tão traumática no próximo ano. Longe disso… Só espero que possamos viver com a perspectiva do olhar de uma criança, que vibra com alegria a descoberta de um novo dia.

Encanta-se em 2012.

Todos os dias.

Como se cada dia fosse o último.

 

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