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Posts Tagged ‘Arte’

Em 1º de agosto de 2012 um grupo de jovens decidiu construir um movimento que lutasse por mais protagonismo social na cidade. Queríamos mais direitos e mais participação. Iniciamos, então, uma luta permanente em defesa dos interesses da população. E lá se vão dois anos e oito meses. Muitas histórias, conquistas, utopias, derrotas e amadurecimento. Mas isso tudo vocês pode ver nas páginas Sobre e Memórias JeA.

Aqui, na página inicial, traremos as opiniões de nossos colunistas de política, esporte e cultura. Ao longo das próximas duas semanas vocês conheceram nossos colunistas. Todos escreveram aqui quinzenalmente; escolhemos essa periodicidade para que pudessemos ofertar mais opiniões para vocês, leitores.

Para aqueles jovens – alguns apenas de espírito – parece mentira que hoje estamos tirando do papel o nosso site. É um sonho de muito tempo. Mas mesmo sendo no inusitado dia da mentira, podem ver que é a mais pura verdade. Trocadilhos a parte, sentimos muito orgulho desse espaço. Sabemos, também, da responsabilidade que temos de compartilhar nossas opiniões com vocês. E mais do que isso, queremos construir um diálogo, questionar e estimular nossos leitores a refletirem, pensarem e trocarem ideias.

Minha primeira coluna de apresentação:

Meu nome é Valdeci C. de Souza, sou brasileiro, maior (57 anos) , vacinado, casado e pai de um guri que vai fazer 25 anos e resolveu abandonar o ninho e morar em São Paulo. Pois é… Além de aposentado (oh coitado), sou produtor cultural atuando na Feira do Livro de Porto Alegre, no grupo Porta Aberta, Piquenique da Leitura e mantenho um espaço de eventos culturais na cidade chamado “Território do Pensamento” onde já ocorreram alguns eventos de música, teatro e saraus. Nas horas vagas, sou voluntário do Greenpeace grupo de Porto Alegre, realizando palestras em escolas e manifestações nas ruas da capital e região metropolitana.as quartas-feiras vou escrever sobre cultura. Minha perspectiva, claro já que cada um possui interesses diversos e conceitos diferentes do que seja cultura. Não pretendo ser o cara que vai trazer aqui a agenda cultural da cidade. Até pode ser, mas será mais uma visão particular minha sobre eventos culturais e afins. Como sou devorador de livros, amante da sétima arte e nada eclético em tratando-se de música, vou dar meus pitacos nesta área também. Isso se os leitores me aguentarem por muito tempo (risos).

Espero corresponder às expectativas e trazer, além de informações úteis, minha perspectiva sobre o tudo e o nada. Culturalmente falando, claro!.

Sorte e sucesso para o nosso site!

Sejam todos muito BEM-VINDOS e VOLTEM SEMPRE! É dia 1º de abril e ESTAMOS NO AR! 

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Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade […] Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da educada estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura”.

Anita Malfatti

Sorte a nossa esta menina ter sobrevivido à experiência tão dramática e transformado suas cores em arte apresentando-nos, tempos depois, o “Homem Amarelo”, “A Mulher de Cabelos Verdes” e tantos outros trabalhos de grande importância para as artes plásticas brasileiras. Anita Malfatti nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais a Lucca, na Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da vida. Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta inglesa, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda e no aprendizado da arte e da escrita. Mas tinha outra pedra no caminho da artista: Monteiro Lobato. Um escritor já famoso resolveu implicar com seus quadros e lascou, sem dó nem piedade, uma crítica nada elogiosa para a época:

“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura… Se Anita retrata uma senhora com cabelos geometricamente verdes e amarelos, ela se deixou influenciar pela extravagância de picasso e companhia – a tal chamada arte moderna…”.

Foi um desastre que não deixou de ter sua importância na vida desta mulher já tão calejada. Pouco depois jovens artistas e escritores, possuídos pelo desejo de mudança que as obras de Anita suscitaram, uniram-se a ela, como: Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida no que ficou conhecido como a Semana da Arte Moderna. Nascia assim , em 1922 a arte puramente brasileira sem copismo estrangeiro com Anita Malfatti líder e inspiradora deste movimento.

O Homem Amarelo

O Homem Amarelo

A Mulher de Cabelos Verdes

A Mulher de Cabelos Verdes

Farol

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