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Posts Tagged ‘Ian Caldwell’

Atualmente tenho me dedicado a leitura de livros que tenham a história como pano de fundo. Tanto que os últimos livros que li foram A Ilha Sob o Mar sobre a conturbada história do Haiti, Paixão Índia que retrata a vida da Princesa de Kapurthala, Palácio de Inverno sobre a família do Czar Nicolau II, 1822 que conta nossa própria história na época de Dom Pedro I e por ai vai… Todos com resenhas neste blog. Foi com este espírito re resolvi ler O Enigma do Quatro, escrito a quatro mãos pelos amigos Ian Caldwell e Dustin Thomason que possui como pano de fundo os conturbados tempos do renascimento. Repleto de charadas O Enigma do Quatro conta a história de um manuscrito de autor desconhecido e escrito na mesma época que a bíblia de Gutenberg. Quinhentos anos depois este manuscrito intitulado “Hypnerotomachia Poliphili” ainda é um mistério para seus estudiosos e pesquisadores. Por ser uma obra de difícil compreensão e de autor desconhecido levou muitos especialistas à exaustão para tentar decifrá-lo e compreendê-lo inteiramente.

Hypnerotomachia Poliphili, ou ”O Combate de Amor de Polifilo num Sonho”, é um romance atribuído ao dominicano Francesco Colonna (1433/1527) que fez muito sucesso na época de seu lançamento, mas que atualmente é desconhecido do grande público (inclusive deste que vos escreve). Assim, os autores Ian Caldwell e Dustin Thomason usam esta obra obscura e enigmática repleta de xilogravuras para contar-nos sobre os personagens (ficcionais) que tiveram a obra em mãos para estudo. Entre eles estão os jovens estudantes universitários de Princeton Tom e seu amigo Paul. A narrativa lembra muito outra obra que se utiliza de enigmas para levar o leitor até a última página: O Código Da Vinci de Dan Brown. Todavia, a semelhanças terminam ai. O Enigma do Quatro, apesar de ter ótimos enigmas e retratar de forma fiel a renascença, perde-se na caracterização e textualização dos personagens que são relegados a segundo plano. As histórias paralelas que correm no decorrer das páginas sobre Paul, Tom e seus outros companheiros de quarto na prestigiosa universidade de Princeton se perdem um pouco no emaranhado das pesquisas que realizam para decifrar todas as charadas propostas na jornada de Polifilo à procura de sua amada, Polia. Não que seja uma falha muito grande, nada disso. Eu particularmente fiquei com a impressão que os autores deram mais importância a esta pesquisa propriamente dita e na decifração de todos os enigmas do que contar as motivações dos personagens. Se o objetivo era chegar ao fim do livro com todas as respostas a obra atingiu seu objetivo e o leitor que se contente com isso. Para não dizer que O Enigma do Quatro seja uma obra insignificante e simplista diria que mesmo com esta falha (caracterização dos personagens) vale à pena a leitura até para que o leitor possa vivenciar um pouco aquele clima da renascença e seus personagens históricos e importantes para a humanidade. Claro que Hollywood não iria ficar de fora deste filão e a Warner já comprou os direitos para transformar o Enigma do Quatro em filme.

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