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Judie Foster é uma excelente atriz. Até mesmo em um filme rodado inteiramente dentro de um avião é possível sentir a força dramática desta mulher. O filme no caso é Plano de Vôo dirigido por Robert Schwentke.  Mais uma vez o inimigo a ser vencido é uma aeronave ou mais precisamente, dentro de uma. Parece que depois do atentado de 11 de setembro Hollywood resolveu exorcizar o pânico nacional que todos possuem em se tratando de aeroportos, aviões e terroristas. Neste particular, não é um avião qualquer, mas a última palavra em tecnologia voadora. Por isso mesmo, mais perigoso. Judie Foster consegue transmitir toda a emoção, aflição e o suspense claustrofóbico numa situação limite de terror psicológico. Peter Sarsgaard, infelizmente, não conseguiu, a meu ver, ter a mesma competência interpretativa e seu personagem ficou à margem, apesar de ser um elemento importante no desenrolar desta trama bem articulada.

Kyle Prat (Judie Foster) é uma engenheira de aviação e está levando o corpo de seu falecido marido da Alemanha para ser enterrado nos Estados Unidos. Está acompanhada de sua filha de seis anos, uma garota extremamente sensível e que dá sinais de traumas psicológicos. Mãe e filha passam alguns ansiosos momentos juntas, uma acalmando a outra na tentativa de superar a perda do pai e marido. Após acordar de seu sono, Kyle percebe que sua filha não está mais ao seu lado. Começa então uma procura desesperada pela garota por todo o avião. Precisa provar para a tripulação e para os passageiros que não está ficando louca uma vez que tem certeza do embarque com a filha. Como tem conhecimento dos compartimentos e de toda a estrutura da aeronave, começa sua busca a princípio sozinha, depois acompanhada de toda a tripulação. Apesar das inúmeras tentativas Júlia não é encontrada e Kyle é informada, pelo capitão, que sua filha já estaria morta antes do embarque. Para provar tem em mãos um comunicado do Hospital onde seu marido também estava internado. Sentindo-se transtornada emocionalmente e por medida de segurança é algemada e levada, sob custódia, para a sua poltrona pelo segurança da companhia aérea.

Evidentemente que ela não aceita tais fatos. Sabe que sua filha não morreu e que embarcou em sua companhia no avião. Percebe que pode estar havendo algum plano para ferir Júlia e resolve agir. Consegue convencer o segurança a deixá-la ir ao banheiro após uma consulta com uma psicóloga que estava a bordo. Como conhece a estrutura do avião, sai pelo teto do banheiro e faz com que as máscaras de oxigênio saiam de seus compartimentos causando tumulto entre passageiros e tripulação. Causa ainda uma pane nos circuitos da nave deixando-a completamente às escuras. O segurança percebe que sua prisioneira fugiu e que é a responsável por todo o tumulto.  Precisa agir antes que seja tarde e uma tragédia aconteça a mais de 40 mil pés de altitude.

Judie Foster sempre faz a diferença em qualquer produção

Acontece então uma reviravolta na trama que não é possível revelar aqui para não tirar o impacto da descoberta. O importante é salientar que o filme consegue manter sempre uma tensão crescente e as dúvidas sobre a loucura ou não de Kyle é uma questão que paira no ar, literalmente.  Estaria Júlia realmente morta antes do embarque? Qual o propósito deste desaparecimento e quem teriam interesse neste fato?  Tais questionamentos nos levam sempre a outras perguntas cujas respostas iremos encontrar no final desta produção muito bem dirigida por Robert Schwntke. Ao descobrir a verdade,  Kyle percebe que caiu numa grande armadilha e precisa, urgentemente, salvar sua filha e os demais passageiros do grande perigo.  Plano de vôo é, sem sombra de dúvida, um bom plano para deixá-lo grudado na poltrona até o fim.

 

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