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Segue abaixo mais 5 respostas ao Desafio Cinematográfico lançado no Facebook do qual participo.

 

6º – Um Filme de Vampiro. 

Na minha adolescência assisti TODOS os filmes de vampiros com Christopher Lee. Achava-os o máximo. Bons tempos aqueles… Aliás, ninguém fez melhor vampiro que ele. Todavia, entretanto, porém, contudo etc… etc.. é impossível não pensar em Drácula (Bram Stoker’s Drácula) quando queremos fazer referência a um clássico de vampiros.

O filme é de uma beleza plástica fantástica, figurinos soberbos, direção de arte primorosa e uma trilha sonora de respeito. Sem contar a participação mais que especial de Gary Oldman.

Assim, não tem pra ninguém, em falando-se de filme de vampiro só sobra mesmo DRÁCULA (Bram Stoker’s Drácula), com direção de Francis Ford Copolla.

IMPERDÍVEL!

Ø  Drácula (Bram Stoker)

 

7º – Um Filme Que Você Gostaria de Ter Assistido no Cinema e Não Viu

Sempre que surge um novo filme de Woody Allen e Almodóvar eu tenho vontade de assistir no escurinho do cinema com todas as possibilidades que a tela grande possibilita. Infelizmente, nunca me sobra tempo para tanto…

O último de Almodóvar gostaria de ter assistido no cinema. Mas não vou deixar de assisti-lo em DVD, claro!

Ø  A Pele Que Habito – Pedro Almodóvar

 

8º Um Filme Ruim de Um Diretor Bom

As Torres Gêmeas, de Oliver Stone não é propriamente um filme ruim, mas em se tratando de Oliver Stone confesso que esperava mais.

Ø  As Torres Gêmeas – Oliver Stone

 

9º – Um Filme de Baixo Orçamento Que Você Tenha Gostado.

Não gosto muito desta definição de Filme de Baixo Orçamento. Dá uma ideia de filme ruim, tosco ou coisa que o valha. Existem muitos “filmes de baixo orçamento” que são verdadeiras Obras-Primas. Existem filmes de altíssimo orçamento que são umas verdadeiras bombas. Aliás, Hollywood está se especializando nesta área de gastar milhões e milhões de dólares para produzir filmes ruins!

Esta ideia de quererem fazer filmes calcados somente nos efeitos especiais e explosões já deu o que tinha que dar e é preciso voltar a investir em filmes com um bom roteiro, bons atores, uma boa direção , etc…

Para não fugir do desafio, vou postar um filme que já revi inúmeras vezes e é uma verdadeira obra-prima.

Ø  Antes do Amanhecer

 

10º Um Filme Com Uma Ótima Música Tema

Este desafio é fácil, fácil. De imediato me vem à lembrança as trilhas sonoras de Ennio Morricone para o filme Era Uma Vez na América e Vangelis para o filme Blade Runner.

Entre os dois compositores fico com Ennio Morricone e a brilhante composição “Debora’s Theme” do igualmente brilhante filme “Era Uma Vez na América” dirigido por Sérgio Leone.

Ø  Debora’s Theme – Era Uma Vez Na América

 

 

Continuando as minhas respostas ao Desafio Literário que criei no Facebook. Veja abaixo mais cinco respostas:

6º Um Livro Que Você Abandonou Antes do Final

Durante oito anos (1989 a 1997) a jornalista Xinran entrevistou centenas de mulheres chinesas e parte destas histórias de dor, humilhação, abandono, casamentos forçados, violência sexual e ignorância estão narradas de forma simples e objetiva, nas duzentas e oitenta e uma páginas do livro As Boas Mulheres da China. Muito dos relatos contidos neste livro vem da própria cultura que diz“numa mulher, a falta de talento é uma virtude” e que a mulher chinesa, de tanto ouvir, acabou acreditando e de alguma forma se submetendo ao pai, marido e ao regime comunista.

Apesar das histórias tristes e comoventes o livro não chega a empolgar visto que as narrativas são ao estilo “livro de auto-ajuda” onde a escritora parece que sempre precisa tirar uma “moral da história” ou sempre tem um conhecimento superior dos fatos e sofrimentos alheios. Por vezes cansa por usar sempre a mesma fórmula de contar estes dramas humanos e por se colocar sempre à margem dos fatos como se ela também não fosse Chinesa e não tivesse conhecimento da condição da mulher em seu país. Ela não conta sua própria história e não abre seu coração, assim como suas ouvintes ou entrevistadas e passa sempre a impressão que não é uma mulher que vive no mesmo ambiente cultural daquelas pessoas.

Seria interessante conhecer a própria história de vida da jornalista Xinran e talvez assim tivéssemos a real fotografia do povo feminino e sofrido deste grande país que é a China. Dizer que os relatos da menina que tinha uma mosca como bicho de estimação, ou da menina que foi estuprada pelo pai ou mesmo da mãe que vivia como catadora de lixo só para ficar perto do filho rico não comoveu é falso. Mas pareceu-me mais um amontoado de histórias trágicas individuais sem que com isso pudéssemos ter um painel mais amplo da vida e da cultura daquele povo milenar.

  •  As Boas Mulheres da China, Xinram

 

8º Um Livro Que Você Recebeu de Presente Recentemente

Não sei se vale, mas o último livro que recebi de presente não foi somente um, mas os 30 livros que minha amada conseguiu colocar no tablet e que já dei cabo de um, A Rainha Liberdade – O Império das Trevas (risos).

Considerando-se livro físico, o último foi Quando Nietzsche Chorou, de Irven D. Yalom no natal retrasado (ou anterior ainda…)

  •  Quando Nietzsche Chrou – Irven D. Yalom

11º Um Livro Que Você Emprestou e Nunca Foi Devolvido

Emprestei o livro 1984 de George Orwell e até hoje estou esperando a devolução. Mas já considero perdido para todo o sempre. Poderia citar este livro também no quinto desafio uma vez que já o reli mais de três vezes.

Só pra constar, comprei novamente porque não tem como não ter este livro na estante.

  •  1984 – George Orwell

12º – Um Livro Que Você Pediu Emprestado e Nunca Devolveu

A resposta a este desafio é, na realidade, uma conseqüência do 11º desafio. A pessoa a quem emprestei 1984 de George Orwell na oportunidade me emprestou o livro “Bar Don Juan” de Antônio Callado. Como ele nunca apareceu para a devolução do meu exemplar também não tive oportunidade de devolver o que me foi emprestado.

Não é por nada, não. Mas fiquei em desvantagem!!!

  •  Bar Don Juan, Antônio Calado.

13º – Um Livro Que Tenha o Melhor Início.

A Montanha e o Rio, de Da Chen é realmente de tirar o fôlego já na primeira página. O Romance todo é muito bom e prende o leitor do início ao fim com a disputa dos irmãos pela mulher amada. Daria um ótimo filme…

Segue o início da primeira página.

CAPÍTULO 1

1960

BALAN, SUDOESTE DA CHINA

Shento

PARA CONTAR A HISTÓRIA do meu nascimento, não vou começar pelo início,

mas pelo fim do meu começo. Para falar a verdade, nasci duas vezes. A primeira foi quando rasguei a passagem escura das entranhas de minha mãe. A segunda foi quando o velho curandeiro da aldeia me salvou. A jovem que me deu à luz pretendia acabar com tudo, não apenas com a sua vida, mas também com a minha, no exato momento da minha chegada a este mundo. Tinha pressa em se atirar do penhasco que ficava no topo do monte Balan, mas eu fui mais rápido do que suas pernas inchadas e escapei de seu ventre bem no momento em que ela avançava para a beira daquele precipício fatídico. As pessoas da aldeia tentariam imaginar o que a teria levado a isso, transformando-se numa espécie de mito ao saltar do ponto mais alto da montanha, comigo ainda ligado a ela pelo cordão da vida, o emaranhado cordão umbilical.

Pulei para fora antes que ela se atirasse no abismo, nascido em pleno ar, pairando acima de tudo. Posso imaginá-la lançando-se daquele penhasco escarpado como uma águia planando em direção ao solo, liberta de seu ninho, de suas amarras, de seus pecados, em seu lamento final, para ser esquecida pelo vento que fazia esvoaçar seu cabelo viçoso de moça, enquanto se arre messava precipício abaixo. Nós dois, anjos geminados e sem asas, caíamos em queda livre. Mas o impensável aconteceu. A mão do destino interveio. Eu, o recém-nascido choroso, caindo no rastro de minha mãe pela encosta do penhasco coberto de trepadeiras, fiquei subitamente agarrado aos galhos de um arbusto de chá que crescia na entrada de uma gruta. Em câmera lenta, num segundo que poderia ter durado uma vida inteira, rompeu-se o cordão umbilical. Apanhado por dois galhos flexíveis, soltei um grito assustador — minha ode ao vigoroso e resistente arbusto de chá. Minha mãe — o anjo de meu nascimento, de minha morte — e eu nos separamos em pleno ar, com o sangue jorrando por todo o lado, respingando nas folhas. Fiquei balançando, suspenso nas alturas, preso nos galhos daquela planta abençoada. Minha mãe mergulhava em direção ao fundo, transformada num pequeno ponto que ia ficando cada vez mais diminuto, até que desapareceu no silêncio do vale que ficava lá embaixo, para nunca mais ser vista. Só muito depois é que eu viria a saber o motivo de minha mãe ter escolhido cantar a canção da morte tão cedo em sua vida. Por ora, eu estava pendendo de um galho, tão periclitantemente quanto se poderia estar. Porém, o destino interveio mais uma vez. A misericórdia divina desceu sobre mim na forma do velho curandeiro da aldeia — magro, ossudo e cheio de fé. Quando ele me ouviu chorando e me viu preso no penhasco açoitado pela ventania, desceu como um macaco para me resgatar. Felizmente, era tão ágil quanto um deles, pois sua atividade exigia que percorresse as cadeias de montanhas, passando por todos os cumes, por todos os vales, indo de caverna em caverna em busca do raro ginseng e da saliva de andorinhas cujos ninhos eram encontrados apenas nos locais quase inalcançáveis escolhidos pelas aves.

Ele desceu pela encosta do penhasco, abrindo caminho por entre os galhos das árvores, por vezes não encontrando os pontos de apoio para os pés e quase despencando numa queda fatal. Mas, naquele dia, os céus permitiram que apenas uma morte ocorresse. Ofegante, conseguiu me agarrar. Este momento é o que eu chamo de meu segundo nascimento, e que me foi concedido pela graça e misericórdia de Buda, pelas mãos de uma pessoa que tinha praticado boas ações dia após dia, cuidando de um vilarejo repleto de gente pobre e doente. Digo que foi a graça e a misericórdia de Buda e foi exatamente isso, pois se fosse um outro homem que tivesse escutado o meu choro e que, mesmo pela vontade de Buda, tivesse em seu coração a disposição e o desejo de salvar aquele pequeno ser, fosse ele um homem de bom coração ou não, poderia nunca ter conseguido fazer o que o curandeiro fez, porque ao coração daquele velho faltava um filho. O grito que lancei no ar, e que foi ouvido por ele, ecoou nos recônditos de sua própria alma, como ele mais tarde me contaria. Não era apenas o berro de um menino qualquer, mas o do seu próprio sangue. Ele estava a apenas alguns centímetros de distância de mim quando uma rajada de vento por pouco não me arrancou novamente das mãos da vida. Mas, segurando na raiz de uma árvore, ele estendeu um dos braços para me pegar, agarrando a minha perninha minúscula a tempo de me aninhar na dobra do seu outro braço. Para ganhar tempo e me salvar, fez o que ninguém tinha ousado fazer antes, descendo centenas de metros pelo penhasco íngreme, arranhando os joelhos e os calcanhares, quase fraturando os ossos, para logo em seguida correr de volta para casa ao encontro da mulher com quem era casado há quarenta anos, antes que os grandes felinos notívagos das montanhas pudessem sentir o cheiro do nosso rastro de sangue. Pegaram a cabra e a ordenharam. A mulher me alimentou com aquele leite como se viesse do seu próprio seio. Naquela mesma hora e naquele exato momento, deram-me o nome de Shento — o topo da montanha, o cume.

-Ele vai querer alcançar o céu, como o nosso sagrado monte Balan

-disse baba.

-E vai subir aos céus como o espírito de nossos ancestrais — acrescentou mama. — Será que podemos realmente ficar com ele como se fosse nosso próprio filho?

-Mas é claro que sim! Ele é uma dádiva da nossa querida montanha, uma recompensa pelas boas ações que praticamos.

-E se encaixa tão bem nos meus braços! — murmurou mama, acariciando meu rosto.

E assim termina a história do meu nascimento e começa a da minha vida.

O SOL SE PUNHA E A LUA subia no céu, e aos poucos fui me tornando um

menino da roça, robusto e forte, com o apetite de uma criança três anos mais velha. Mama me dava comida com uma colher de bambu do tamanho da usada pelos adultos. Não precisava ficar cantando nenhuma canção infantil para que eu comesse. Eu devorava uma colherada depois da outra até soltar pequenos arrotos. Meu prato predileto era bolo de arroz doce. Na nossa aldeia pobre, onde a comida de todos os dias era o inhame, arroz doce era coisa rara e preciosa. Baba tinha que percorrer muitos quilômetros para atender pacientes em povoados distantes e ganhar um dinheirinho extra para que eu pudesse comer aqueles preciosos bolos de arroz. Foi à antiga floresta, cortou as melhores varas de bambu e construiu um cercadinho, grande o suficiente para que eu pudesse engatinhar e dormir. Pôs o cercado perto de sua escrivaninha na enfermaria. Com o auxílio de mama, atendia seus pacientes, dava conselhos e praticava acupuntura comigo ali ao lado. Apoiado numa das paredes da enfermaria, havia um grande armário cheio de gavetas com medicamentos fitoterápicos que baba vendia aos seus pacientes, por grama ou por pitada. As gavetas tinham etiquetas com caracteres chineses antigos e misteriosos que apenas os médicos versados em textos clássicos saberiam reconhecer. Certo dia, aos dois anos e meio de idade, surpreendi baba ao citar e localizar dez das ervas mais comumente utilizadas. Aos três, eu já sabia reconhecer mais da metade delas. Quando tinha quatro anos, alertei baba de que ele tinha pegado uma pitada da erva errada para uma determinada receita. O aviso, disse baba, evitou que uma mulher grávida sofresse um aborto. Baba e mama estavam convencidos de que eu não era uma criança comum. Daquele dia em diante, baba começou a ler para mim os textos clássicos da medicina chinesa e me ensinou a memorizar os pontos usados na acupuntura. Uma noite, deitado na cama antes de adormecer, escutei por acaso baba falando baixinho para mama:

-O destino do nosso filho é ser o melhor médico que essas montanhas jamais irão conhecer. Com a sua inteligência extraordinária, imagine só quantas curas vai descobrir!

-Não! — retrucou mama.

-E por que não? Por que é que você discorda disso?

-O destino do menino vai além do seu desejo limitado — disse ela.

-Um dia, ele vai comandar milhares e governar milhões.

-Você não está sendo um pouco ambiciosa demais, minha querida esposa? — ouvi baba dizer.

-De jeito nenhum. Você não percebe? O nascimento dele foi um acontecimento trágico, e sua história não é diferente da vida de muitos imperadores que, vindos do nada, ascenderam ao trono dourado.

  • A Montanha e o Rio

PS: Alguns desafios, por não existirem respostas, não foram citados.

Este jogo de palavras – Escafandro (limitado, preso) e Borboleta (ilimitado, livre) é um truque genial de levar o espectador do filme “O Escafandro e a Borboleta” a pensar que em algum momento haverá uma verdadeira transformação dos personagens (ou do personagem real Jean-Dominique Bauby como se verá depois…). Por isso mesmo, o título do filme é um verdadeiro achado e uma sacada genial. Você não fica com vontade de assistir a este filme só em ler o título e imaginar o que ele sugere? Pois é… Eu também fiquei curioso e confesso que superou, em muito, minhas expectativas.

Caso você tenha lido a sinopse do filme e soube que a trama vai retratar o cotidiano de uma  pessoa que tem uma vida vegetativa e que portanto haverá lágrimas, pieguice e todos aqueles clichês de superação e tudo mais, esqueça! Sim, talvez você chore em alguns momentos. Você verá igualmente força de vontade, superação, etc… etc… mas de uma forma sincera e muito longe dos clichês e do sentimentalismo barato. Devo dizer que não é um filme convencional do gênero “força de vontade” e menos ainda fácil de assistir e assimilar (não no início da projeção pelo menos). O Roteiro não facilita a vida do espectador e nem quer levá-lo às lágrimas e a sentir pena de Bauby sem antes mostrar, de forma mais explícita possível, como é a vida de um ser que vive de forma tão limitada. Poderia dizer uma vida vegetativa…

No decorrer do filme percebe-se que esta é uma falsa ilusão e o termo vida vegetativa não se aplica a Jean-Dominique Bauby que lá pelo meio do filme chega à seguinte conclusão e transmite este raciocínio em off para o espectador: “Tem duas coisas que eu não perdi: o movimento do olho esquerdo e a memória”. Sabemos todos que quem tem memória, possui imaginação e pode libertar-se de seu corpo físico e “viajar” (mesmo no leito de uma cama ou numa cadeira de rodas) para lugares distantes e inusitados. As possibilidades são muitas. Escafandro ou borboleta… A escolha é sua. Neste caso, a escolha foi de Bauby.

Genial a opção do diretor Julian Schnabel de colocar o espectador na pele de Bauby. Na primeira parte do filme (como a viver num escafandro – limitado) somos “convidados” a ter as mesmas limitações do personagem. Literalmente assistimos a tudo pelo olho esquerdo de Jean-Dominique  com imagens fora de foco, distorcidas, opacas e em enquadramentos completamente fora do normal do que se espera do cinema que, como se sabe, é uma arte essencialmente visual. Assim, quem assiste ao filme tem a mesma perspectiva do olhar e de sofrimento do personagem. Mas o espectador tem uma vantagem em relação aos outros personagens visto que o “diálogo” em off nos permite saber exatamente o que ele está pensando e o que está querendo transmitir para as pessoas que o rodeiam e não conseguem saber o que ele quer. Assim, em boa parte do filme, a nossa perspectiva é a mesma do personagem. E as limitações idem. Só lá pela metade do filme é que a câmera se afasta e agora temos a visão do corpo de Bauby e, a primeira visão é um reflexo distorcido quando ele é levado pelos corredores do hospital. Quando ele se vê refletido nós também temos a mesma visão e percebemos então toda a dificuldade e vislumbramos um futuro que pode ser na limitação do escafandro. Aqui Bauby sente que precisa agir de uma forma a fazer a diferença e não se entregar ao seu trágico destino e a ter a liberdade da borboleta.

A ironia mais cruel de tudo isso é que esta é a história real do editor da revista Elle a maior revista de moda do mundo. Um sujeito que ditava moda, comportamento e valorizava muito a estética e o corpo. Após sofrer um derrame cerebral e passar vários dias em coma, Bauby consegue movimentar o olho e a pálpebra esquerda e é assim, através de um sistema de comunicação criada por sua fonoaudióloga, que ele dita suas memórias. Piscar uma vez para sim e duas vezes para não quando precisa fazer algumas escolhas e responder a perguntas simples e diretas. E um trabalho estafante de sua assistente em ter que soletrar o alfabeto até que ele pisque uma vez para a primeira letra de uma palavra e assim sucessivamente até formar frases e ideias. Um livro escrito, literalmente, entre piscadelas. Seria cômico não fosse trágico. O filme tem lá seus momentos engraçados já que o personagem não perdeu seu bom humor e compartilha com o espectador seu lado humorístico apesar da situação em que se encontra.

Um filme que nos faz refletir sobre a vida e as nossas escolhas. Um roteiro que abriu mão dos clichês e soube, de forma competente e sincera, contar um drama muito pessoal e por isso mesmo, universal. Muitas pessoas vivem em seus escafandros por comodismos a chorar pelo trágico destino. Outras preferem viver como as borboletas apesar de se encontrarem nas mesmas condições. Escafandro ou borboleta, qual seria sua escolha?

 

 

Amor Por Contrato

Quando comecei a assistir Amor Por Contrato, dirigido por Derrick Borte comecei a ter a sensação (lá pelos quinze ou vinte minutos de projeção) que a trama se perderia pelo caminho ou que a história central do filme seria explorada de forma superficial. Não deu outra. O tema é interessante: O consumismo desenfreado e a inveja. Ter as mesmas coisas que seu vizinho tem e viver exatamente como ele vive pode não ser uma boa opção (ou desejo). Este negócio de que o jardim do vizinho sempre é mais verde é uma armadilha que poucos conseguem evitar.  Isso me faz lembrar aquela boa frase de pára-choque de caminhão “a inveja é uma merda”.

O roteiro até consegue delimitar bem esta questão do consumismo e marketing agressivo em situações bem exageradas para não deixar dúvida. Uma pena que os aspectos psicológicos e as tramas paralelas dos personagens se perdem em diálogos rasteiros e vazios. O tema se prestou para ser mais uma comédia romântica com seu final clichê como todas as outras. Perdeu-se uma boa oportunidade para fazer o espectador refletir um pouco sobre estas questões.

Até mesmo o “suspense” pretendido pelos roteiristas para tentar levar o espectador a descobrir o que de errado tinha aquela família perfeita, podre de rica e feliz perdeu-se nos primeiros minutos. As várias perspectivas que se poderia esperar da trama ficou na imaginação de quem esperava encontrar mais argumentos ou reflexões, morais, sociais, econômicas, etc… etc… Uma pena.

A "família Feliz"

A chegada da família Jones (e toda a sua quinquilharia de última geração) ao bairro classe média alta faz com que seus vizinhos morram de inveja de tanta felicidade e luxo. Uma verdadeira família perfeita com uma vida regada aos mais caros prazeres. Kate (Demi Moore) é uma mulher linda, doce e que esbanja simpatia e suas jogas e roupas de grife por onde anda. Steve (David Duchovny) é o maridão apaixonado, boa pinta que desfila com seu carro zero quilômetro de muitos milhões pelo bairro e não faz outra coisa na vida que frequentar o campo de golfe local conquistando a simpatia (e inveja) de todos. Mick (Bem Hollingsworth) e Jann (Amber Heard) são os filhos queridos e descolados “eleitos” os líderes da escola e da faculdade por serem lindos, jovens, ricos e esbanjadores. Só que esta riqueza toda nada mais é que uma grande jogada de marketing para atrair invejosos e consumidores compulsivos que, para possuírem as mesmas marcas e produtos, gastam mais do que precisam e consomem acima de suas possibilidades financeiras. Esta família de mentirinha nada mais é que uma equipe profissional reunida para vender produtos e alcançar suas metas de vendas o mais rápido possível e partirem para outra cidade. Não estou aqui a contar o filme ou tirar a surpresa de espectadores desavisados. De início já se percebe a farsa e os roteiristas não se importaram muito em contar toda a trama já nas primeiras cenas. Portanto, não me atirem as pedras por estragar a surpresa, porque não existem surpresas neste filme.

O final é clichê como toda comédia romântica que se preste. Para quem tiver interesse em ver Demi Moore cada vez mais esquelética e a cara de sonso David Duchovny num papel sem brilho é um filme que tem lá seus momentos engraçados. As situações são absurdas por si só e o que fica é a impressão de que o filme poderia render mais.

Veja abaixo a relação dos 20 filmes mais locados em Janeiro de 2012 na Moviola Vídeo:

1º - Planeta dos Macacos - A Origem

2º - Se Beber Não Case II

3º - Lua Nova

4º - Lanterna Verde

5º - Eclipse

6º - Crepúsculo

7º - Os Smurfs

8º - Capitão América

9º - A Ressaca

10º - X-Men - Primeira Classe

11º - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II

12º - Esposa de Mentirinha

13º - Rio

14º - Lembranças

15º - A Garota da Capa Vermelha

16º - Os Pinguins do Papai

17º - As Mães de Chico Xavier

18º - Bruna Surfistinha

19º - Caça às Bruxas

20º - Splice - A Nova Espécie

Juiz do Egito

Mais uma série de Christian Jacq que acabei de ler: Juiz do Egito. Mais uma vez a história se passa no Egito Antigo e os três volumes narram acontecimentos no reinado de Ramsés II – O Grande. O Faraó Ramsés precisa encontrar objetos roubados da esfinge que guarda as três pirâmides para dar continuidade ao seu poder sobre as duas terras. O Baixo e o Alto Egito encontram-se em perigo e uma conspiração está em curso para tomar o poder e aniquilar toda a cultura e os mitos do povo do Nilo. Cabe ao Juiz de uma pequena província chamado Paser descobrir a trama e encontrar os objetos sagrados que servem para que o Faraó possa continuar no trono e manter as tradições milenares.

No primeiro volume “A Pirâmide Assassinada”, Christian Jacq narra a violação da esfinge e o roubo dos objetos sagrados. O Juiz Paser exerce sua função num pequeno vilarejo ao Sul e é nomeado para ser Juiz em Mênfis próximo as pirâmides de Gizé. Por sua integridade, honestidade e coragem sua fama se espalha pela cidade e um ato meramente burocrático o coloca frente a frente com uma grande conspiração que deseja destronar o grande faraó. Nas suas investigações irá encontrar grandes perigos e ser testado em sua honradez e honestidade. Em Mênfis conhece a médica Néféret que também possui os mesmos princípios éticos e profissionais. Seus auxiliares são um Macaco muito bravo, um policial violento e seu amigo de infância Suti que prefere resolver tudo na ponta da flecha.

No segundo volume “A Lei do Deserto” Jacq descreve as aventuras e desventuras do Juiz Paser e sua esposa Néféret na busca dos objetos roubados e o culpado pelo assassinato de seu mestre e mentor Branir. Por ser um juiz incorruptível cai em algumas armadilhas dos conspiradores, é preso no deserto como assassino de seu grande amigo Branir. Cabe aos seus amigos e sua esposa conseguirem provar sua inocência e descobrir toda a trama que colocará o Egito como um governo meramente capitalista sem levar em conta toda sua mitologia e crenças religiosas.

 

No terceiro volume “A Justiça do Vizir” o momento crucial dos conspiradores chega ao seu ponto máximo. Os meses transcorrem sem a solução do enigma e o poder do Faraó está prestes a ser destituído para benefício de Bel-Thran chefe das Duas Casas Brancas (ministro das finanças) e porta-voz dos conspiradores. Paser, por sua competência é nomeado Vizir do Egito e declara uma verdadeira batalha para tentar acabar com o poderio de influências de seu grande inimigo Bel-Thran. Muitos assassinatos, golpes de toda sorte e ações de traição vão minando pouco a pouco o poderio e a influência de Ramsés e seu Vizir. O tempo passa inexoravelmente sem uma solução à vista. É preciso encontrar o pergaminho para a festa de regeneração do Faraó e assim manter seu poder das duas coroas. Com a nomeação de médica chefe do Egito Néféret tenta desesperadamente colocar um pouco de ordem no sistema de saúde do país apesar dos contratempos e artimanhas do inimigo. Suti fugiu para a Núbia e acredita que Paser o abandonou a própria sorte e juntamente com sua amante Pantera enfrenta outros inimigos poderosos e possíveis aliados da teia de conspiradores do Faraó.

Além de precisar encontrar os artefatos sagrados, Paser e seus amigos precisam encontrar “o devorador das Sombras” que está tentando matá-lo e é o responsável por inúmeros assassinatos. As festividades da regeneração do Faraó se aproximam e o poder do Faraó já está numa situação bastante crítica. Bel-Thran já se dá como vencedor desta luta e dá sinal que o verdadeiro inimigo ainda não foi descoberto e que ele é apenas um porta-voz dos conspiradores. Sem o pergaminho sagrado é o fim do Egito e uma nova era para o povo do Nilo. Uma era de sofrimento, escravidão e o desrespeito ao sagrado e aos mitos milenares.

 

Este “Desafio Literário” eu criei no Facebook com o intuito de fazer os meus amigos postarem comentários sobre seus livros. Infelizmente não teve a aceitação que eu esperava… Todavia, estou respondendo aos desafios que eu tenho respostas válidas.

Segue abaixo os primeiros cinco desafios.

 

1º O primeiro livro que você leu

O primeiro livro que li foi “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas. Com certeza não foi minha primeira leitura, já que vivia lendo gibis, revistas, etc… etc… Mas livro, mesmo na concepção da palavra foi O Conde de Monte Cristo quando eu tinha uns doze ou treze anos. Lembro que no recreio a professora se aproximou de mim e disse:

- Como tu gostas muito de ler, vou te emprestar este livro. Sei que vais gostar.

Nunca mais parei…

Muitos anos depois, recebi este livro de presente do meu irmão.

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

 

2º – Um Livro Inesquecível

Este desafio é difícil já que são muitos e muitos livros inesquecíveis neste tempo todo, mas como tem que escolher um vamos lá. A Montanha Mágica, de Thomas Mann. Este livro eu reli três vezes sempre com o mesmo encantamento.

Este romance trata da condição humana. Diálogos fantásticos e personagens que procuram o significado da vida, da morte, do amor e o tempo. Conflitos morais, políticos, sociais, econômicos, psicológicos entrelaçam-se continuamente neste ambiente propício para a reflexão. Afastados do mundo que os rodeiam, estes personagens discutem a vida e a passagem do tempo. Tudo é motivo para longas e interessantes discussões. Mas prepare-se é um livro para reflexão e com muitas e muitas páginas.

A Montanha Mágica, Thomas Mann 

 

3º – Um Livro Que Você Leu Mais de Uma Vez

Tenho o hábito de voltar sempre aos mesmos livros! Vários livros já reli mais de uma vez.

O último livro foi ”O Senhor dos Anéis” . Existe no mercado edições em separado: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e o Retorno do Rei. O que ganhei de presente veio com as três edições juntos num livro.   São mais de 1.200 páginas! Verdadeiro exercício de força e musculação para ler (risos). Nada prático, diga-se de passagem.

O Senhor dos Anéis (Trilogia) – J.R.R.Tolkien

 

4º Um Livro Que Você Já Leu Mais de Duas Vezes

Um verdadeiro épico da evolução humana desde os homens das cavernas até os tempos atuais. A criação das religiões, as guerras pelo poder espiritual, os conflitos tribais e de povos. Um grande apanhado da história da humanidade com uma narrativa brilhante e contagiante.

Michener consegue prender o leitor neste trabalho arqueológico muito bem tramado. É possível entender um pouco a nossa própria história e o surgimento dos mitos e dos heróis.

A Fonte de Israel – James Michener

 

5º – Um Livro Que Você Já Leu Mais de TRÊS Vezes

Tenho vários livros de Gibran Khalill Gibran e, vez por outra, releio suas obras inspiradoras. Claro que o livro que mais pego na estante é “O Profeta”.

Sempre é possível descobrir uma nova ideia, um novo argumento ou um pensamento que passaram despercebidos nas leituras anteriores. Também é reconfortante ler suas histórias e seus ensinamentos.

Longe desta ideia de livro de auto-ajuda, Gibran é um farol que ilumina nossa mente e nos leva a refletir sobre a existência humana.

Sempre busco em suas páginas conforto para alguns momentos da vida e inspirações para decisões mais sensatas.

Ler Khalil Gibran sempre é um grande prazer.

O Profeta – Khalil Gibran 

As Flores da Guerra

Em momentos cruciais da vida somos levados a ações e comportamentos diferentes das nossas ações cotidianas. Conceitos e “preconceitos” sobre pessoas, seus estilos e filosofias de vida são questões e visões que se confundem e podem, em determinado momento, modificar nossa própria concepção do que é certo e errado e levam-nos a modificar e aceitar as diferenças de cada um. Na guerra esta “percepção” do outro e a sua aceitação é mais contundente e visceral ainda. Vários filmes já trataram deste tema. Uma pessoa insignificante, egoísta e mesquinha transforma-se em herói ao enfrentar um inimigo muito superior em força e brutalidade. Por outro lado, heróis tornam-se covardes na mesma situação. A velha questão de que só em situações limites o ser humano mostra sua real personalidade e caráter. Na hora do perigo é que o ser humano mostra-se inteiro e descobre sua verdadeira força e descobre igualmente sua capacidade de fazer a diferença e mudar o seu próprio destino e o destino de outros. Ou não, claro! Esta é a grande questão retratada no filme As Flores da Guerra (The Flowers of War), brilhantemente dirigido por Zhang Yimou.

A 2º Guerra sino-japonesa de 1937, também conhecida como “O Massacre de Nanquim (Nanjin) é o pano de fundo desta trama muito bem elaborada. Direção de arte perfeita, figurinos na medida certa e interpretações acima da média (em se tratando de atores novatos). A participação de Christian Bale serve mais como “isca” para atrair o público ocidental, mas não compromete o trabalho como um todo. O filme tem ótimas cenas de guerra com uma câmera nervosa e efeitos especiais de primeira qualidade. Muito sangue, escombros, mutilações e uma fotografia de primeiríssima qualidade tornam o filme “As Flores da Guerra” em um grande espetáculo e leva o espectador a sentir na própria pele as sensações de extremo perigo dos personagens retratados na tela. Destaque especial para Huang Tianyuan como o garoto George que rouba as cenas em que aparece.

John Haufmann (Christian Bale) é um agente funerário que chega a Nanquim para preparar o enterro do padre da paróquia justamente no momento em que a cidade está sob o domínio dos japoneses. Na igreja, John percebe que é o único adulto entre 13 meninas estudantes de um convento “protegidas” pelo garoto George, órfão que fora adotado pelo padre e que também residia no convento. Para fugir da brutalidade dos invasores e dos estupros praticados pelos soldados, 12 prostitutas de um bordel próximo procuram refúgio na igreja. Uma situação insólita: garotas do convento convivendo com prostitutas, um coveiro estrangeiro e um garoto órfão. Como administrar esta turma e como resolver conflitos e, acima de tudo, sobreviver a esta tragédia será uma árdua tarefa para o “padre” John.

A princípio, Haufman quer tirar vantagem das prostitutas e dinheiro para dar o fora da cidade. Pensa na sua própria segurança e não vê como poderia salvar as 12 meninas e as 13 prostitutas. Como levá-las para fora do conflito sem cair em uma cilada e colocar em perigo todas elas? Na convivência entre dois grupos tão antagônicos as personalidades vão se fundindo e o perigo as torna todas iguais. Medo, angústia e sofrimento levam o grupo a perceber que só com a união de todas será possível a salvação.

Com a invasão da igreja por um oficial japonês (que deseja que as meninas façam um concerto coral para os oficiais) a situação torna-se cada vez mais difícil já que é de conhecimento de todos que o tal “concerto” nada mais é que uma grande festa para os japoneses estuprarem as meninas do convento. Prontas ao suicídio por não aceitarem participar do tal concerto uma situação limite se estabelece entre as 13 meninas e as 12 prostitutas. Como evitar tal “concerto”? Uma situação realmente bastante difícil onde o heroísmo, o amor ao próximo e a valentia serão colocados à prova.

Um filme que vale a pena assistir e refletir sobre a nossa capacidade de enfrentar situações limites. Como reagiríamos em uma situação semelhante? Seríamos o herói ou o covarde numa guerra? Nada é o que parece e preconceitos vão à lona nesta história muito bem contada. As Flores da Guerra é uma produção que se pode refletir sobre vários aspectos e em diversas perspectivas. Para quem curte um bom filme de guerra vai encontrar muitas explosões, tiros e sangue… Para quem procura uma boa história humana e seus conflitos terá uma boa lição de coragem, desprendimento e amor ao próximo. Palmas para Zhang Yimou que soube contar sua história de forma convincente, visceral e comovente.

Desafio Cinematográfico também é uma brincadeira lançada no Facebook que resolvi aceitar em participar já que a sétima arte é uma das minhas paixões. Vou postar aqui as minhas respostas aos primeiros cinco desafios para quem não acompanha o Facebook. Com o tempo vou publicando as demais respostas.

 

1 -  Um filme que lembre a sua infância

O Primeiro filme que assisti no cinema. O Professor Aloprado com Jerry Lewis. Assisti este filme no antigo “Cinema Marrocos” no final da Rua Getúlio Vargas (ou seria no início da rua???) em Porto Alegre. Mas enfim. Não existem mais cinemas de Rua. Todos eles agora estão em Shopping Center e todos com a mesma “cara” e imparcialidade. Provavelmente não foi na estréia do filme que é de 1963 e eu, com certeza, não tinha 6 anos quando o assisti.

Antigamente os filmes voltavam em cartaz depois de um tempo e devo ter ido ao cinema numa destas reapresentações. Fui com minha mãe, meu irmão e uma turma de parentes (primos, tias). Lembro de ter ficado bastante impressionado com a experiência. Principalmente com a transformação do Professor Aloprado em Galã conquistador.

Professor Aloprado

2 – Um filme que marcou a sua adolescência

Não diria um filme especificamente, mas todos os filmes da série Matt Helm interpretado pelo cantor/ator Dean Martin. Matt Helm era uma versão americana do agente 007. Adorava assistir estes filmes!

Hoje estes filmes parecem tolos e infantis, mas para a época (década de 60/70) faziam muito sucesso em razão das conotações eróticas e libidinosas do personagem. Eram divertidos, engraçados e o charme de Deam Martin dava um toque todo especial. Um agente mulherengo, muito esperto e que sempre acabava na cama com a inimiga, que sempre era muito gostosa, claro!

Aqui a abertura de um filme da série.

Matt Helm 

 

3.      Um Filme Que Passe Na Sessão da Tarde e Que você Adora

Este é um clássico e acredito que está na lista de todo mundo hehehehe. Gosto sobretudo desta cena.

Curtindo a Vida Adoidado

 

4 – Um Filme Que Você Considere um Clássico

Pode não ser um clássico na concepção dos críticos cinematográficos, mas é, com certeza, um dos filmes que eu mais revi e, portanto, é um verdadeiro clássico para mim. Não tem ano que eu não reveja este filme pelo menos umas duas ou três vezes desde que o adquiri pela primeira vez em VHS. Só no cinema eu vi este filme quatro ou cinco vezes. Sim, antigamente os filmes voltavam em cartaz…

A Primeira vez que eu vi este filme eu fiquei extasiado. As luzes se acenderam… Os créditos subindo… A trilha sonora tocando e eu ali parado em lágrimas. A outra sessão começou e eu ali sentado em prantos. Assisti novamente com a emoção maior ainda. Dois dias depois voltei e revi. Quando o filme voltou em cartaz tempo depois resolvi rever mais duas vezes.

Quando montei a locadora procurei imediatamente o VHS. Até hoje tenho o cartaz original do filme com carimbo da Censura Federal e tudo (sim, existia censura também naqueles tempos de chumbo). Mas não coloquei para locação não (risos). Quando surgiu o DVD comprei uma cópia e liberei o VHS para locação. Quando saiu a versão do Diretor também adquiri e liberei o outro DVD simples. Quando surgiu a versão estendida não pensei duas vezes. Pretendo comprar o Blue Ray assim que eu tiver o aparelho.

Este é um clássico para mim e o filme que eu mais revi. O problema é escolher a melhor cena do filme para figurar neste desafio. Mas vou postar o momento em que Salieri ajuda Mozart a escrever a partitura do Réquiem. Uma síntese perfeita de como Salieri desejava ter a mesma genialidade do jovem Amadeus.

Amadeus 

 

5º – Um Filme de Seu Diretor Preferido

Poderia citar aqui Tarantino, Woody Allen, Almodóvar, Kubrick, Milos Formann e tantos outros. Mas vou postar o diretor cujos filmes tenho mais revisto atualmente.

Não me canso de rever Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar.

Fale Com Ela, Pedro Almodóvar

A Rainha Liberdade

O Egiptólogo francês, Christian Jacq é um escritor de sucesso e sua obra consiste, basicamente, em narrar à vida, os costumes e a história do Antigo Egito. Confesso que sou um apaixonado pela obra de Christian Jacq e já li alguns de seus livros. Entre eles estão a Série Ramsés (5 volumes), a Série Pedra da Luz (4 volumes), As Egípcias – Retratos de Mulheres do Egito, O Mundo Mágico do Antigo Egito, A Rainha Sol, Nefertiti e Akhenaton: O Casal Solar e terminei de ler a trilogia A Rainha Liberdade. Estou lendo atualmente O Juiz do Egito – A Pirâmide Assassinada – Vol. I (série composto de três volumes).

A leitura das narrativas do Antigo Egito escritas por Christian Jacq são fascinantes porque ele consegue transpor para as páginas de seus livros todo o encantamento e toda acultura deste povo milenar. Claro que ele narra fatos “reais” com muitos elementos ficcionais que casam perfeitamente bem e que dão ao leitor uma visão bastante “verossímil” da vida e do cotidiano do povo banhado pelo Nilo. Interessante que as suas histórias são repletas de mitos, lendas e a interferência dos “deuses” nos destinos das pessoas comuns e da corte do Faraó levam o leitor a imaginar-se a andar por aquelas ruas e a “acreditar” nos acontecimentos e nos “milagres” das divindades. Assim como acreditavam os Egípcios.

Para tornar sua narrativa mais atraente e sem ter a necessidade de ser didático (afinal, não se tratam de livros de história) Jacq altera um dado aqui e ali… Muda a grafia de alguns nomes e não segue a risca cronologias de fatos reais. Seu objetivo é, antes de tudo, criar uma obra de ficção baseada em fatos reais. Com seu vasto conhecimento sobre o Antigo Egito, ele se utiliza desta sabedoria para criar um pano de fundo bastante amplo e o mais aproximado possível do cotidiano do povo do Egito e assim criar uma atmosfera bastante crível onde possam circular seus personagens e inventar suas histórias. Mas nada que prejudique a visão geral da magia e da cultura deste povo que dominava o mundo nos primórdios da civilização humana.

O Primeiro Volume da Série Rainha Liberdade intitulado “O Império das Trevas” narra o Egito sob o domínio Hicso com o Imperador Apópis a comandar as duas terras (O Baixo e o Alto Egito). Com o povo escravizado e a sua cultura em declínio a princesa egípcia Ah-hotep (em egípcio Iân-Hotep, que significa “a Lua está satisfeita”) resolve lutar contra a tirania hicsa e libertar seu povo do domínio estrangeiro.

Uma luta desigual, diga-se de passagem, já que o país está sob forte domínio e o exército Egípcio inexistente. Ninguém acredita em liberdade e muito menos na possibilidade de lutar com um poder tão avassalador e muito bem preparado e equipado militarmente. Mas Ah-hotep resolve, com a ajuda dos Deuses e de seus amuletos, enfrentar este desafio e tornar seu povo mais uma vez donos de seus próprios destinos.

O Segundo Volume intitulado “A Guerra das Coroas” Ah-hotep continua a não ceder ao domínio de Apópis e a manter Tebas a única cidade que conserva a independência. Para enfrentar o inimigo, a princesa criou uma base secreta onde são formados soldados com capacidade de enfrentar o poderio dos hicsos. No primeiro assalto contra o inimigo, Ah-hotep fica viúva e seu filho mais velho, Kamés é coroado Faraó. Entre uma batalha e outra o exército rebelde vai ganhando forças e algumas batalhas. O povo começa a acreditar que é possível vencer o inimigo e mais soldados e aliados vão surgindo pelo caminho.

Apópis erra ao não dimensionar corretamente as pequenas vitórias da rainha e seu filho faraó e resolve esperar que o exército se aproxime de Auaris (capital Hicsa e centro administrativo do Egito ocupado) para finalmente exterminar os rebeldes. A guerra se estende por longos anos e muitas armadilhas de ambos os lados. Os Deuses interferem a favor de um e a favor de outro nesta guerra de escravos e dominadores, Deuses e humanos… Uma narrativa brilhante dos acontecimentos desta guerra que parece nunca terminar e que é preciso ter fé na liberdade. A guerra pelas duas coroas (a branca e a vermelha) está no auge e as páginas se sucedem numa narrativa brilhante.

 

 

No terceiro e último livro da série, “A Espada Flamejante” os Hicsos continuam a reinar o norte do país com grande brutalidade e Ah-hotep segue conquistando grande parte do sul. Com a vitória de várias batalhas no Sul, o exército dos rebeldes vai tomando coragem para o grande desafio de invadir a fortaleza de Auáris e destronar o imperador Apópis e libertar todo o Egito do jugo Hicso. Entre uma batalha e outra e a divisão do exército para lutar em duas frentes a guerra segue cada vez mais decisiva. Enfrentar Apópis em sua capital e evitar que aliados do imperador venham em seu socorro. Ahmés, o segundo filho da rainha, é agora o novo Faraó, visto que seu irmão Kamés fora envenenado por um espião infiltrado na base rebelde.

A guerra se aproxima do final e o Egito começa a respirar o ar da liberdade. É preciso reconstruir o país, os templos e organizar as festividades e oferendas aos Deuses que ajudaram nesta batalha. A cultura precisa ser preservada e a confraria da Pedra da Luz é criada pela rainha Ah-hotep (este grupo de escultores, pintores e escritores foi amplamente narrado na série A Pedra da Luz).

A coragem de uma mulher que acreditou que era possível vencer um inimigo muito mais poderoso militarmente é à base desta série. Sem a rainha Ah-hotep, o Vale dos Reis não teria existido. O Egito não teria vivido o período de esplendor do Novo Império e muito menos teria conhecido seu mais glorioso faraó: Ramsés, o Grande.

Desafio Musical é uma brincadeira lançada no Facabook do qual eu participo. Vou postar aqui os primeiros cinco desafios para quem não acompanhou no FB ou queira rever.

Posteriormente vou publicando os demais desafios na medida em que for postando no Facebook.

 

1º – Uma música que te lembre a sua infância

Na realidade era uma música francesa, mas depois de muito procurar não consegui encontrá-la já que não lembro o título e o intérprete.

A primeira vez que ouvi esta música foi pelos alto-falantes de uma exposição no bairro Menino Deus em Porto Alegre onde começou a ser realizada a expointer (ou algo do gênero). Lembro que eu tinha um anel (destes que vinham em um doce qualquer) e ao movimentá-lo a figura se modificava.

PS: Naquele tempo se ouvia Frank Sinatra nas Rádios!

Frank Sinatra – Something Stupid

 

2º – Uma música que você ache engraçada.
Esta música não só é engraçada como hilária. Assim como seu intérprete e compositor!

Genivaldo Lacerda – Severina Chique-chique

 

3º – Uma música que te faça dançar


Bem, é impossível não ter vontade de dançar ao ouvir as grandes Big Bands. Não que eu seja um Fred Astaire. Longe disso… Mas que dá vontade dá.

Blue Moon – Glen Miller 

 

 4º – Uma Música Que Você Saiba a Letra Toda

Não tem como não saber a letra da canção DETALHES, de Roberto e Erasmo Carlos. Aliás, a melhor composição da dupla. Gosto muito das composições do Roberto anteriores a década de 80.

Detalhes – Roberto Carlos 

 

5º – A música com um dos seus solos preferidos.
O Milionário – música executada pelo conjunto “Os Incríveis” foi, provavelmente, um dos primeiros “solos” de guitarra que houvi e por esta razão resolvi colocá-lo neste desafio. Hoje meu estilo musical mudou bastante, mas vou postar este mesmo em homenagem aos bons tempos…

O Milionário – Os Incríveis

 

 


Veja abaixo a relação dos 20 Filmes Mais Locados em Dezembro de 2011 na Moviola Vídeo:

1º - Capitão América

2º - Planeta dos Macados - A Origem

3º - Os Smurfs

4º - Bruna Surfistinha

5º - Transformers - O Outro Lado da Rua

6º - Harry Potter - e as Relíquias da Morte - Parte II

7º - Lanterna Verde

8º - Se Beber Não Case II

9º - Os Pinguins do Papai

10º - X-Men - Primeira Classe

11º - Caça às Bruxas

12º - Fúria Sobre Rodas

13º - Juntos Pelo Acaso

14º - Lua Nova

15º - A Garota da Capa Vermelha

16º - Carros II

17º - Thor

18º - Além da Vida

19º - Splice - Uma Nova Espécie

20º - Deixe-me Entrar

Encante-se em 2012!

Encante-se em 2012!!

Na minha pré-adolescência sempre ouvia os adultos dizerem que o mundo iria acabar no ano 2000. Como era muito jovem, a previsão catastrófica não me afetava muito já que eu tinha muitos anos pela frente e muitas conquistas a realizar. O tempo foi passando e o famigerado ano 2000 se aproximando… Claro que nesta altura dos acontecimentos o temor (que na realidade nunca existiu… Ou existiu?) foi se abrandando e lá pelas tantas achava tudo muito divertido. O Ano 2012 se apresenta novinho em folha dentro de algumas horas (exatamente 12 horas pelo meu relógio…) e outra previsão do apocalipse paira sobre a cabeça da humanidade. Os Maias prevêem o fim do mundo para o dia 21 de dezembro de 2012 e, diferente da outra previsão, esta não me afetou em nada e nunca parei para pensar seriamente na possibilidade de que isso possa realmente acontecer (bem, nunca se sabe…). Mas não era sobre estas datas apocalípticas que gostaria de escrever neste último dia de 2011. Até porque, ninguém mais leva a sério estas histórias de fim do mundo e tudo mais…

Pensando melhor, acho que é sobre isso mesmo que eu gostaria de tratar nesta reflexão de fim de ano. Não sobre o fim do mundo e estas questões apocalípticas e tudo isso… Mas sobre questões que realmente fazem a diferença na nossa vida e a importância (relativa ou não) que atribuímos as nossas ações, pensamentos e atitudes. Já parou para pensar o quanto perdemos tempo (e energias) cultivando pensamentos e ações por coisas que no fundo, no fundo não possuem a menor importância?  Pois é… E se soubéssemos (e vivêssemos), com a certeza científica, que o mundo realmente iria acabar em 2012? É um exercício interessante esta perspectiva de vida, não é? Imagine viver dando importância ao que realmente interessa e desapegar de coisas (pensamentos e atitudes) que, em última análise, não farão a menor diferença em nossa vida nos próximos anos, nos próximos meses, ou nos próximos quinze dias…

Este tema me leva a refletir sobre “A espada de Dâmocles”. Este mito pertence à cultura grega clássica e conta-nos uma história de fundo moral (como todos os mitos) do cortesão chamado Dâmocles que viveu no reinado de Dionísio I de Siracusa (um tirano do século IV A.C., na Sicília). Dâmocles era um bajulador do rei que acreditava ser muito fácil exercer o poder e levar uma vida afortunada. Um dia Dionísio I ofereceu-se para trocar de lugar com ele apenas por um dia, para que o súdito também pudesse sentir o prazer de toda esta sorte e fortuna. À noite, após um dia inteiro usufruindo os prazeres de soberano, Dâmocles foi homenageado com um grande banquete onde comeu e bebeu à vontade. Lá pelas tantas, viu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo diretamente sobre sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pelo poder e riqueza e abdicou dizendo que não queria nada daquilo. Moral da história: Bem, cada um tem uma moral para esta história… Eu gosto de pensar que Dâmocles dava mais importância a vida alheia do que a sua própria e que desejava aquilo que não possuía e, por esta razão vivia infeliz e insatisfeito. Deixava de levar uma existência feliz perdendo tempo em ser o que não era e ter o que não tinha. Além é claro de retratar a velha questão de que tudo na vida existe responsabilidades inerentes as próprias escolhas e cada um possui a sua quota de dor e alegria. Ou seja, viva com o que você tem e seja feliz com você mesmo.

Assim, a reflexão que gostaria de passar neste final de ano é que não percamos tempo com coisas (e pessoas) insignificantes e que o dia de hoje seja sempre um PRESENTE. Não precisa viver com o temor de que o mundo vai acabar ou que você tenha os dias contados no seu calendário existencial. Muita gente que passou pela experiência de quase morte repensou sua vida e hoje são exemplos de pessoas que dão importância a coisas que antes nem sequer imaginavam importantes. Não desejo que vivamos uma experiência tão traumática no próximo ano. Longe disso… Só espero que possamos viver com a perspectiva do olhar de uma criança, que vibra com alegria a descoberta de um novo dia.

Encanta-se em 2012.

Todos os dias.

Como se cada dia fosse o último.

 

Duetos Inesquecíveis!

Uma seleção de encontros inesquecíveis de grandes intérpretes e suas canções maravilhosas.  Mais de duas horas da mais pura emoção artística e melódica.

A playlist é de respeito: Frank Sinatra, Tony Bennet, Michael Bublé, Barbra Streissand, Aretha Franklin, Nora Jones e muitos outros.

Aperte o play e aproveite!

Clique Aqui > Duetos Inesquecíveis

Te cuida, guri!

Todo o pai (e mãe) sabe que seu filho um dia irá deixar para trás a segurança do lar para se lançar, de corpo e alma, na sua jornada pessoal em busca de seus próprios sonhos e realizações. Para um pai é um momento de sentimentos contraditórios: A felicidade de ver a coragem demonstrada pelo filho em caminhar com as próprias pernas e a sensação de dever cumprido por ter realizado tudo o que foi possível para tornar seu filho um homem de bem e uma pessoa preparada para enfrentar os obstáculos que a vida impõe. Por outro lado, sente a dor da separação (mesmo que seja uma separação aparente, visto que o vínculo afetivo será eterno). Sente a dor do quarto impecavelmente em ordem (antes não era assim…).  Sente a falta de um lugar vazio na mesa da sala de jantar. Sente igualmente a inutilidade de um guarda-roupa nu que há pouco tempo vestia-se de roupas coloridas.

O que fazer com os beijos de boa-noite não dados nas madrugadas que agora separam pai e filho? “Te cuida, meu filho”, “Não vá chegar muito tarde da noite”, “Bote um casaco que está frio lá fora”, “Tu precisas comer mais frutas e verduras”, “Não te esqueça de levar camisinha” A quem dizer estas velhas frases tão própria de um pai preocupado com seu filho? Recomendações soltas e sem destinatário… O tempo vai esquecer todas elas até o dia em que irão surgir novamente na boca de seu filho ditas no ouvido de seu neto.

Quando a realidade bate à porta, e é o meu filho quem diz “estou saindo de casa para trabalhar em São Paulo” a dor da separação e da saudade se instalam irremediavelmente no peito e não resta mais nada a fazer a não ser rezar e pedir a Deus que olhe por meu filho. Até um pai ateu como eu, neste momento, se ajoelha e faz uma oração. No meio deste turbilhão de emoções é preciso procurar motivos “racionais” para aplacar a angústia e ter um pouco de conforto na alma. Afinal, este é um momento histórico. Cedo ou tarde seria preciso cortar o cordão umbilical. É doloroso (como são todas as separações), mas necessário e Inevitável. A realidade dura está na sua frente e o reflexo do espelho mostra que seu filho agora é um Homem feito (apesar de ainda tratá-lo como criança) que precisa seguir seu próprio caminho, construir sua própria família e lutar pelo próprio pão.

O que dizer nesta hora? Como reagir neste momento crucial? Devo dizer que não é nada fácil! Mesmo que você pense que está preparado para ouvir de teu filho que ele agora pode caminhar sozinho, será sempre uma dolorosa surpresa. Apesar de acreditar que estava preparado para esta ocasião, a dor que senti provou que eu não estava! Agora que chegou a hora da despedida, é preciso ter forças e coragem de ver meu filho dar seus primeiros passos rumo a sua independência e deixar que o destino de cada um se cumpra. Só posso desejar (e rezar novamente) para que ele seja feliz e que realize sua missão nesta vida com os valores que lhe foram ensinados: Honra, Dignidade e Justiça (assim mesmo com maiúsculas para não deixar dúvidas). Todas as “ferramentas” de trabalho foram entregues a ele: Educação, um bom curso de inglês, ingresso na universidade e, acima de tudo, respeitar ao próximo e as diferenças de cada um. Agora cabe a ele saber usar estes conhecimentos para tornar-se uma pessoa valorizada no mercado de trabalho e um cidadão que possa trazer orgulho para a sua família e seus amigos. Mais que um desejo, tenho a certeza que meu filho será um grande homem, um grande pai de família e uma pessoa que vai lutar honestamente por ter seu prato de comida à mesa.

Esta certeza de que meu filho será um grande Homem e que irá desenvolver um trabalho honesto e digno vem da observação privilegiada que tive de conviver com ele nestes vinte e um anos de sua vida. Foi fácil identificar a disposição e a paixão com que sempre atuou como voluntário nas causas ambientais. Como sempre foi dedicado nos trabalhos em grupo na faculdade. A forma respeitosa e carinhosa como sempre tratou aqueles que estão ao seu lado e que juntos compartilharam seus ideais. Todos seus amigos e colegas sempre demonstraram sentir orgulho e respeito pela pessoa que ele é. Em todo lugar sempre as mesmas demonstrações de afeto e consideração. E isso transborda um coração de pai orgulhoso e dá a certeza que meu filho terá um futuro brilhante pela frente.

Felicidades, meu filho! Tenha a certeza que estaremos (tua mãe e eu) sempre prontos para te receber de portas e braços abertos. Venha sempre que sentir saudades. Quando precisar de um ombro amigo e de bons conselhos de pai e mãe, saiba que estaremos aqui a tua espera prontos para te ouvir e ajudar. Seremos sempre teus únicos e verdadeiros amigos e nesta caminhada não estarás sozinho! Nossas mãos se unirão a tua nesta luta rumo ao futuro. Nosso amor é incondicional e jamais o abandonaremos.

Te cuida, guri!

 

TE AMO, DENISE!

FAZER BODAS DE PALHA NÃO É PRA TODO MUNDO!

DIA 10 DE DEZEMBRO DE 1988 o dia que renasci. Ao teu lado o universo é cada dia mais feliz.

OBRIGADO, MINHA DEUSA, POR FAZER PARTE DA MINHA VIDA!

TE AMO, Denise S de Souza

Para os amantes da música clássica a obra completa de Mozart disponível para ouvir ou baixar.

Finalmente consegui encontrar o Réquiem completo.

Aproveitem!

Para ir ao site oficial é só clicar neste ícone >>> Mozart

Mais um canal de comunicação com os meus amigos – Reais e Virtuais. Um canal  para quem gosta de boa música, cinema, literatura, poesia e tudo o que a imaginação permitir.

Som e imagem para emocionar e tornar a nossa vida cotidiana mais lúdica e feliz. Espero que gostem. Ainda estou adicionando novos vídeos. A Playlist até o momento é a seguinte:

The Platters Maria Gadú Tom Jobim Chico Buarque Maria Bethânia Renato Godá Tony Bennett Stan Getz Miles Davis Louis Armstrong Lester Young John Coltrane Glenn Miller Ella Fitzgerald Diana Krall Count Basie Duke Ellington Dava Brubeck Thelonious Monk Charlie Parker Julie London Emílio Santiago Elis Regina Maysa Belchior Caetano Velosso Charles Aznavour Chat Baker Frank Sinatra Shirley Bassey Barbra Streisand Josh Groban Michael Bublé Etta James Nina Simone Jean Wells Sarah Voughan Billie Holyday Dinah Washington

Entrem e fiquem à vontade!

http://www.youtube.com/user/ValdeciCSouza?feature=mhee

FELIZ NATAL & PRÓSPERO ANO NOVO!!!

Feliz Natal só é feliz mesmo quando a família está reunida.

Reunir a família e compartilhar alegrias e sonhos.

Faça isso e aproveite cada minuto.

 

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